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Dinheiro
11/11/2008 - 14h24

Proprietária da Philip Morris nos EUA corta empregos devido à crise

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da Folha Online

A Altria, proprietária da Philip Morris USA --maior fabricante de cigarros do país-- informou nesta terça-feira que já começou a cortar empregos devido aos efeitos da crise financeira sobre a economia americana.

O porta-voz da empresa David Sylvia, ouvido pela agência de notícias Associated Press (AP), não informou quantos cortes serão feitos, mas disse que serão eliminados postos de trabalho tanto na Altria quando na Philip Morris USA. A Altria também possui a fabricante de charutos John Middleton.

Em agosto do ano passado, a empresa havia informado que planejava cortar até 400 empregos quando mudou sua sede e vendeu a Philip Morris International em março deste ano. A expectativa era de que, com esses cortes, a empresa economizasse US$ 250 milhões por ano.

A empresa deve buscar expansão em setores fora do segmento de cigarros, devido à queda na demanda entre os consumidores americanos. O porta-voz disse que a empresa ainda vai decidir quantas demissões irão ocorrer até fevereiro de 2009.

O quadro de funcionários da Altria e de suas subsidiárias empregam mais de 10.500 pessoas.

Demissões

Ontem, a gigante alemã de serviços postais Deutsche Post anunciou que eliminará 9.500 postos de trabalho ao encerrar as atividades de correio privado expresso (DHL) nos Estados Unidos, unidade que gera fortes prejuízos. As demissões somam-se aos 5.400 empregos já suprimidos desde o início do ano.

A DHL, que compete com a UPS e a FedEx, emprega cerca de 18 mil trabalhadores nos Estados Unidos.

A taxa de desemprego nos EUA subiu para 6,5% no mês passado, contra 6,1% em setembro. Trata-se da pior taxa desde fevereiro de 1994, quando ficou em 6,6% --em março daquele ano, a taxa também ficou em 6,5%.

A economia do país ainda eliminou 240 mil postos de trabalho no mês de outubro, marcando o décimo mês consecutivo de fechamento de vagas no país. O dado reflete a contração de 0,3% no PIB (Produto Interno Bruto) do terceiro trimestre deste ano e sinaliza que no quarto trimestre a economia do país deve manter o ritmo de declínio. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira pelo Departamento do Trabalho.

A queda no mês passado se segue a outras quedas, de 127 mil postos de trabalho em agosto e 284 mil em setembro (números revisados). O dado de setembro ficou muito pior que o da divulgação original, que mostrava uma queda de 159 mil empregos.

O número de pessoas desempregadas nos EUA aumentou em 603 mil, para um total de 10,1 milhões de pessoas. Nos últimos 12 meses, o número de desempregados no país aumentou em 2,8 milhões de pessoas e a taxa de desemprego viu um aumento de 1,7 ponto percentual.

Comentários dos leitores
Olmir Antonio de Oliveira (93) 21/12/2009 09h58
Olmir Antonio de Oliveira (93) 21/12/2009 09h58
A respeito de fusão e ou incorporação. São amplas as possibilidades de fusões associações, aquisições, incorporações. Ao mercado brasileiro, a as empresas brasileiras. È de se crer na ampliação dos horizontes empresariais, no Brasil e no mercado internacional, è parte da democracia e globalização...... È importante se pensar nas ampliação das possibilidades de se adotar novas tecnologias, novas formulações, novas visões, novos tratos para uso de produtos usuais do mercado e ou de novas gerações de itens. Exemplifico para o caso do cimento evolução na utilização de agregado, compostos basicos, quimicamente tem faltado dar mais atenção a pontos basicos adequar temperaturas e pequenos arranjos nas confeções. No setor de aço conjuagar produtos atuais do mercado e até novas composições, e ou formatos elaborativos, a exemplo da utilização de pricipios simples, agregando multiplas placas extruturadas. para novos sistemas contrutivos, e ou melhorias aos atuais. è de se prever a construção de predios, avioões, onibus, caminhões, trem,navios, pontes e ou viadutos, "principalmente para se evitar tragédias similar a ocorrida no rodo anel de SP".... nova visão para arquitetura, designer noderno, eficiente, ágil, econômicamente viaveis, e ou industrialmente. e ou a nivel de execução. O fundamental é estar ocorrendo mudança na maneira de se pensar, e avontade de tentar novos processos, bom sinal para o Brasil suas empresas e trabalhadores. sem opinião
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Henrique Silva (220) 21/12/2009 09h48
Henrique Silva (220) 21/12/2009 09h48
Ogrande endividamento público dos países ricos durante a crise é um risco ao crescimento econômico sustentável. Assim como no Brasil, que se endividou muito nos anos 90, perdeu sua capacidade de crescimento e se enfiou em sucessivas crises.
Mas agora vivemos uma situação diferente, mas não menos perigosa, pois o Brasil está melhor em suas contas públicas que os países ricos, mas o problema é: como eles vão comprar nossos produtos se não tiverem dinheiro?
sem opinião
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augusto palme (3) 20/12/2009 11h27
augusto palme (3) 20/12/2009 11h27
Ano 2010 está chegando, com uma euforia nunca vista aqui no Brasil. Tudo indica um ano fabulosos em todos os aspectos e para todos. Há duas noticias no Estado de S.Paulo e Jornal da Tarde de hoje que recomendam cautela. Vejam:
O ESTADO DE S.PAULO- 20.12.09
Em 2008 e 2009, parte da crise ocorreu diante da incapacidade de muitos em pagar suas dívidas. Casas foram devolvidas e empresas foram fechadas em meio à falta de crédito. Para 2010, a eventualidade de uma falência nas contas públicas teria um impacto bem maior. Não por acaso, a agência Moody"s publicou um relatório no início da semana (14 A 20.12.09) com um título que chamou a atenção do mercado: "Apertem os Cintos - Tempos Tumultuados pela Frente".
JORNAL DA TARDE - 20.12.09
O problema é que quando as contas mais altas chegarem em janeiro, boa parte dos paulistanos estará mais endividada do que estava no início de 2009. Uma pesquisa da Federação do Comércio prevê que as vendas deste Natal sejam entre 10% e 12% maiores que as do Natal de 2008, com o agravante de que as compras a prazo também devem crescer na mesma proporção.
A combinação de aumento do consumo no Natal com um reajuste acima da inflação nas despesas de início de ano pode deixar o consumidor numa situação delicada.
O que devo fazer: acreditar e tomar cautela, ou confiar na midia especialmente televisiva ficando eufórico e tambem sair gastando? Alguem me ajude por favor.
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