Dinheiro
11/11/2008 - 15h15

Meirelles diz que cada país deve ter seu próprio remédio contra crise

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YGOR SALLES
da Folha Online

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse nesta terça-feira que cada país deve encontrar seu próprio remédio para combater os efeitos da crise financeira que abala os mercados mundiais há mais de um ano e meio.

"Os remédios [para a crise] devem ser diferentes. Até porque remédios têm efeitos colaterais", disse Meirelles, em seminário do Lide (Grupo de Líderes Empresariais).

O presidente do BC citou como exemplo os Estados Unidos, sobre os quais disse terem tomado a medida correta ao lançar o pacote de ajuda ao setor financeiro, de US$ 700 bilhões.

"Os EUA estão fazendo a coisa certa em lançar o pacote. Mas o efeito colateral é ter de administrar sua dívida pública, que está crescendo e já passou de US$ 1 trilhão", afirmou.

Segundo as recomendações do G20 sobre flexibilização das politicas monetária e fiscal, Meirelles disse concordar, desde que sigam a regra de só fazer isso se tiverem condições. "Todos devem fazer política anti-cíclica? Sim. Todos devem flexibilizar a politica monetária? Sim, desde que tenham condições para tal", afirmou.

Essa posição justifica, por exemplo, que os EUA e a Inglaterra, entre outros países, reduzam seus juros neste momento. "Os EUA cortam os juros porque podem e devem, já que lá há uma perspectiva até mesmo de deflação ao final de 2009. Por outro lado, na Hungria houve alta dos juros, por causa da desvalorização cambial", disse Meirelles.

Brasil

O Brasil está em uma situação melhor que a da maioria dos outros países nesse momento de crise, disse Meirelles, uma vez que o país possui reservas em dólares maiores que a dívida externa, uma larga margem de depósitos compulsórios e uma maior regulação de seu sistema financeiro.

O principal problema enfrentado pelo Brasil nessa crise, segundo Meirelles, continua sendo a falta de liquidez em dólares para o crédito. Quanto a isso, o presidente do BC disse que a autoridade monetária segue tomando medidas, como os leilões de dólares e a liberação de depósitos compulsórios.

Para Meirelles, a oferta de crédito está aumentando, mas não o suficiente para chegar aos níveis de antes da quebra do banco americano Lehman Brothers. Além disso, ele manifestou preocupação com alguns setores que ainda estão em situação ruim quanto ao crédito. "A melhora do crédito não pode ser vista pela média, pois a cabeça pode estar no sol e o pé no ar-condicionado. Há setores que sofrem mais por questões de risco e desconfiança do consumidor."

Comentários dos leitores
Luís da Velosa (1425) 25/11/2009 17h15
Luís da Velosa (1425) 25/11/2009 17h15
E depois da bonança, também pode vir a tempetade. O Natal pode parecer mais vibrante, luminoso, uma festa maravilhosa para o advento do nascimento do Menino Jesus. Mais tarde, de janeiro a novembro, muitos consumidores serão inumados por dívidas. sem opinião
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Marco Hundsdorfer (33) 25/11/2009 11h34
Marco Hundsdorfer (33) 25/11/2009 11h34
Cara Chris Maria.
Obrigado pela informação. Estamos tentando agora na Justiça, porque o INSS local diz que a doença não existe (O responsável local). Falo sério.
Para quem esta dando alta para quem tem cancer ou mãos amputadas...
Agradeço, e muito, sua colaboração, assim como agradeço à Folha de São Paulo por permitir retratar este descaso, não só comigo, mas com todos aqueles que necessitam de auxilio doença em Ponta Grossa - Paraná.
sem opinião
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Chris Maria (238) 25/11/2009 09h44
Chris Maria (238) 25/11/2009 09h44
Parte 1
Prezado colega Sr. Marco Hundsdorfer (32) 23/11/2009 19h18
Li seu comentário e achei lamentável que isso esteja acontecendo porque fibromialgia é uma forma de reumatismo associada à forma de sensibilidade de uma pessoa frente a um estímulo doloroso, envolvendo músculos, tendões e ligamentos. É bastante provável que o Sr tenha conhecimento, mas enfim, não custa nada passar esse tipo de informação, até porque, talvez seja preciso juntar uma série de informações adicionais, inclusive da Sociedade Brasileira de Reumatologia, para que o caso seja devidamente enquadrado. Mesmo tendo sido reconhecida nos USA, os profissionais da área de saúde continuavam usando a classificação do Código Internacional de Doenças (CID 10) aplicando o código M.79.0 - "Outros transtornos dos tecidos moles, não classificados em outra parte" (que por não ser específico incluía a Fibromialgia), código este fornecido pela OMS (Organização Mundial de Saúde). Ocorre que atualmente ele não é mais utilizado e, portanto, não tem mais validade para atestar a Fibromialgia porque esta Síndrome ganhou um código CID próprio, fornecido pela própria OMS, que é o código M.79.7, passando assim a ser uma patologia totalmente reconhecida. De modo que este é C.I.D válido e deve ser usado pelos profissionais da área de saúde.
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