Meirelles diz que cada país deve ter seu próprio remédio contra crise
YGOR SALLES
da Folha Online
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse nesta terça-feira que cada país deve encontrar seu próprio remédio para combater os efeitos da crise financeira que abala os mercados mundiais há mais de um ano e meio.
"Os remédios [para a crise] devem ser diferentes. Até porque remédios têm efeitos colaterais", disse Meirelles, em seminário do Lide (Grupo de Líderes Empresariais).
O presidente do BC citou como exemplo os Estados Unidos, sobre os quais disse terem tomado a medida correta ao lançar o pacote de ajuda ao setor financeiro, de US$ 700 bilhões.
"Os EUA estão fazendo a coisa certa em lançar o pacote. Mas o efeito colateral é ter de administrar sua dívida pública, que está crescendo e já passou de US$ 1 trilhão", afirmou.
Segundo as recomendações do G20 sobre flexibilização das politicas monetária e fiscal, Meirelles disse concordar, desde que sigam a regra de só fazer isso se tiverem condições. "Todos devem fazer política anti-cíclica? Sim. Todos devem flexibilizar a politica monetária? Sim, desde que tenham condições para tal", afirmou.
Essa posição justifica, por exemplo, que os EUA e a Inglaterra, entre outros países, reduzam seus juros neste momento. "Os EUA cortam os juros porque podem e devem, já que lá há uma perspectiva até mesmo de deflação ao final de 2009. Por outro lado, na Hungria houve alta dos juros, por causa da desvalorização cambial", disse Meirelles.
Brasil
O Brasil está em uma situação melhor que a da maioria dos outros países nesse momento de crise, disse Meirelles, uma vez que o país possui reservas em dólares maiores que a dívida externa, uma larga margem de depósitos compulsórios e uma maior regulação de seu sistema financeiro.
O principal problema enfrentado pelo Brasil nessa crise, segundo Meirelles, continua sendo a falta de liquidez em dólares para o crédito. Quanto a isso, o presidente do BC disse que a autoridade monetária segue tomando medidas, como os leilões de dólares e a liberação de depósitos compulsórios.
Para Meirelles, a oferta de crédito está aumentando, mas não o suficiente para chegar aos níveis de antes da quebra do banco americano Lehman Brothers. Além disso, ele manifestou preocupação com alguns setores que ainda estão em situação ruim quanto ao crédito. "A melhora do crédito não pode ser vista pela média, pois a cabeça pode estar no sol e o pé no ar-condicionado. Há setores que sofrem mais por questões de risco e desconfiança do consumidor."
Leia mais
- Escassez de crédito deve continuar, dizem bancos
- Lula diz que não espera muito da reunião do G20 em Washington
- Meirelles nega que Brasil possa flexibilizar sua política monetária
- Lula autoriza BB a fechar compra da Nossa Caixa
- Meirelles nega que Brasil possa flexibilizar sua política monetária
Especial


E como tratar bem os aposentados se ele disse assim :
ESSES APOSENTADOS SÃO TODOS UNS VAGABUNDOS. Não tentem consertar o que ele disse porque senão a emenda vai ficar pior que o soneto.
avalie fechar
avalie fechar
VOLTEM PARA O CURSO BÁSICO SRS, ANTES DE TENTAREM CRITICAREM OU ELOGIAREM ALGUEM, E TB TENTEM FICAR CALMINHOS, POIS VCS SABEM QUE SUAS BOQUINHAS ESTÃO PARA TERMINAR
avalie fechar