Citigroup ajudará 500 mil mutuários em dificuldades com hipoteca nos EUA
da Folha Online
O Citigroup divulgou nesta terça-feira medidas para ajudar mutuários nos Estados Unidos endividados com a compra da casa própria a fim de que possam se manter em dia com o pagamento de suas hipotecas e evitar o despejo.
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O gigante bancário americano anunciou "uma série de iniciativas elaboradas para ajudar os compradores potencialmente em perigo [de insolvência] a se manter em dia com suas hipotecas e, conseqüentemente, continuar em suas casas".
O Citi irá reavaliar a situação de 500 mil proprietários nos próximos seis meses que estão em risco de ficar atrasados com o pagamento de seus empréstimos. O banco vai renegociar prazos de pagamento dessas hipotecas, que acumulam um valor de US$ 20 bilhões.
Mais de quatro milhões de americanos estavam com ao menos um pagamento de hipoteca em atraso, segundo dados da MBA (Associação de Bancos de Hipoteca, na sigla em inglês) referentes a junho. Segundo o banco, 500 mil clientes já estariam nas primeiras fases do processo de execução da hipoteca --e do conseqüente despejo.
O Citi informou ontem que não iria concluir o processo ou mesmo dar início ao processo de despejo se o imóvel hipotecado for a residência principal do mutuário, se ele se dispuser a trabalhar com o Citi para renegociar a dívida e seu salário for suficiente para efetuar pagamentos ao banco.
Uma equipe de 600 corretores de imóveis deve auxiliar os mutuários que serão auxiliados pela iniciativa do banco a ajustar as taxas de juros de seus empréstimos ou a aumentar o prazo do financiamento.
Dos quatro dos principais bancos americanos --Citigroup, JPMorgan Chase, Bank of America e Wells Fargo--, o Citi é o que está mais comprometido devido aos abalos da crise das hipotecas de risco no país. As medidas pretendem evitar que o banco sofra novas perdas com inadimplência.
"É nosso interesse que os mutuários fiquem em suas casas e efetuem os pagamentos", disse o executivo-chefe do CitiMortgage, Sanjiv Das. "Com a taxa de desemprego começando a nos assombrar, vai haver um nervosismo crescente no mercado."
No mês passado, 240 mil postos de trabalho foram eliminados nos EUA. O desemprego, por sua vez, chegou a 6,5%, contra 6,1% em setembro. Trata-se da pior taxa desde fevereiro de 1994, quando ficou em 6,6% --em março daquele ano, a taxa também ficou em 6,5%.
A economia americana teve uma contração de 0,3% no PIB (Produto Interno Bruto) no terceiro trimestre, sinalizando que no quarto trimestre o ritmo de declínio deve prosseguir, jogando o país em uma recessão (definida como dois trimestres consecutivos de índice negativo do PIB).
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Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
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O que me preocupa é q nesta aventura serao gastos 2/3 do Pib; talvez em algo inútil - em minha opiniao a dependencia do petroleo tende a diminuir com o avança cientifico de outras formas. Mas encherá os bolsos da tchurma como NUNCA ANTEZ NA HIZTÓRIA.
goebbels se revira no tumulo. a turma da propaganda do governo é mais eficiente. Bom, o povo sendo mais inculto facilita.
Diga-ma qual o erro deportugues mais forte que vistes...eu vi um tal de eduardo Souza num forum escrever falço. Voce viu algo pior?
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Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
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