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Dinheiro
11/11/2008 - 16h19

Citigroup ajudará 500 mil mutuários em dificuldades com hipoteca nos EUA

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da Folha Online

O Citigroup divulgou nesta terça-feira medidas para ajudar mutuários nos Estados Unidos endividados com a compra da casa própria a fim de que possam se manter em dia com o pagamento de suas hipotecas e evitar o despejo.

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O gigante bancário americano anunciou "uma série de iniciativas elaboradas para ajudar os compradores potencialmente em perigo [de insolvência] a se manter em dia com suas hipotecas e, conseqüentemente, continuar em suas casas".

O Citi irá reavaliar a situação de 500 mil proprietários nos próximos seis meses que estão em risco de ficar atrasados com o pagamento de seus empréstimos. O banco vai renegociar prazos de pagamento dessas hipotecas, que acumulam um valor de US$ 20 bilhões.

Mais de quatro milhões de americanos estavam com ao menos um pagamento de hipoteca em atraso, segundo dados da MBA (Associação de Bancos de Hipoteca, na sigla em inglês) referentes a junho. Segundo o banco, 500 mil clientes já estariam nas primeiras fases do processo de execução da hipoteca --e do conseqüente despejo.

O Citi informou ontem que não iria concluir o processo ou mesmo dar início ao processo de despejo se o imóvel hipotecado for a residência principal do mutuário, se ele se dispuser a trabalhar com o Citi para renegociar a dívida e seu salário for suficiente para efetuar pagamentos ao banco.

Uma equipe de 600 corretores de imóveis deve auxiliar os mutuários que serão auxiliados pela iniciativa do banco a ajustar as taxas de juros de seus empréstimos ou a aumentar o prazo do financiamento.

Dos quatro dos principais bancos americanos --Citigroup, JPMorgan Chase, Bank of America e Wells Fargo--, o Citi é o que está mais comprometido devido aos abalos da crise das hipotecas de risco no país. As medidas pretendem evitar que o banco sofra novas perdas com inadimplência.

"É nosso interesse que os mutuários fiquem em suas casas e efetuem os pagamentos", disse o executivo-chefe do CitiMortgage, Sanjiv Das. "Com a taxa de desemprego começando a nos assombrar, vai haver um nervosismo crescente no mercado."

No mês passado, 240 mil postos de trabalho foram eliminados nos EUA. O desemprego, por sua vez, chegou a 6,5%, contra 6,1% em setembro. Trata-se da pior taxa desde fevereiro de 1994, quando ficou em 6,6% --em março daquele ano, a taxa também ficou em 6,5%.

A economia americana teve uma contração de 0,3% no PIB (Produto Interno Bruto) no terceiro trimestre, sinalizando que no quarto trimestre o ritmo de declínio deve prosseguir, jogando o país em uma recessão (definida como dois trimestres consecutivos de índice negativo do PIB).

Comentários dos leitores
J. R. (397) 08/07/2009 13h46
J. R. (397) 08/07/2009 13h46
Crise? Aqui não haverá crise. Nossos trilhões da reserva do tesouro está no FED impresso em verdinhas, sem lastro mas tudo bem. Isso é que é ser solidário. sem opinião
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Jurgen Filip Merkel Gunsch (4) 08/07/2009 11h59
Jurgen Filip Merkel Gunsch (4) 08/07/2009 11h59
E se a crise estiver apenas começando ??? 2 opiniões
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Cristiano Garcia (256) 08/07/2009 08h34
Cristiano Garcia (256) 08/07/2009 08h34
O Vaticano pedir uma nova ordem financeira mundial baseada na ética ... Isso é muito risivel.
Eu ainda me lembro do quebra do banco Ambrosiano na Italia, e que apesar das claras falcatruas promovidas do arcebispo Paul Marcinkus, e como o mesmo Vaticano moveu mundos e fundos para comprar a inocencia do referido meliante, e conseguiu.
Precisamos de uma nova ordem financeira mundial, mas o Vaticano não tem moral para pretender levar essa bandeira. Um estado riquissimo, onde a luxuria, e o desprezo pelo sofrimento alheio fica evidente na quantidade de bens acumulados, e que poderiam ser utilizados para minorar o sofrimento dos desvalidos.
E no passado como ja mencionou aqui o leitor Vladimir Tzonev, a igreja catolica patrocinou o assassinato em massa, com requintes de perversidade e de forma extremamente cruel, aqueles que se recusavam aceitar suas doutrinas.
Então para mim, o Vaticano, seu rei, seus vassalos e etc, não possuem um pingo de ética.
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