Secretário-geral da OEA pede maior regulação de mercados perante crise
da Efe, em Santiago
O secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), José Miguel Insulza, defendeu nesta terça-feira a regulação dos mercados para fazer frente à crise econômica internacional, que a América Latina enfrenta, segundo ele, "melhor preparada" que em outras ocasiões.
O político chileno analisou a conjuntura econômica durante uma palestra sobre. "A crise financeira global e o impacto para os países latino-americanos", feita na Universidade de Santiago.
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Perante acadêmicos e estudantes, Insulza defendeu a regulação dos mercados como antídoto para evitar crises financeiras como a atual e denunciou que os organismos internacionais não cumpriram esse papel porque se dedicaram a supervisionar os países emergentes.
O principal responsável da OEA aludiu ao trabalho do FMI (Fundo Monetário Internacional) ao assegurar que "ninguém disse aos Estados Unidos que estavam devendo demais", uma situação que "todo mundo sabia", mas "ninguém fez nada para evitar".
"Não estou sugerindo inventar um sistema econômico que suceda o capitalismo, mas devemos aceitar que as experiências nos ensinaram que este deve ser regulado por uma autoridade que expresse democraticamente os interesses da comunidade", assegurou.
Quanto às repercussões na América Latina, Insulza acredita que a região está "melhor preparada" que em outras ocasiões, já que os Estados mantiveram "um comportamento equilibrado e responsável" em matéria econômica e a democracia rege em todos os países da OEA.
Insulza mostrou sua preocupação pelo fato de que a crise internacional prejudique esse crescimento nos próximos anos, quando a região poderia diminuir sua dependência da exportação de matérias-primas e produtos manufaturados e a fraqueza de suas instituições financeiras, segundo ele "ainda precárias".
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