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Dinheiro
11/11/2008 - 22h11

Febraban espera retomada de crédito no prazo de três a seis meses

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da Agência Brasil

A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) afirmou nesta terça-feira que estima, no prazo de três a seis meses, que os bancos do país voltem a fazer empréstimos no mesmo ritmo que estavam realizando antes do período mais agudo da crise financeira internacional. De acordo com o economista-chefe da Febraran, Rubens Sardemberg, a retomada dos financiamentos será paulatina.

"Isso não ocorre de uma hora para outra. Você tem um processo de compra de carteira, de liberalização do crédito, que é gradual, paulatino. Ele vem acontecendo, mas demanda um certo tempo para chegar a um quadro de normalidade", disse.

Segundo o economista, a liberação de crédito no país chegou a apresentar um "estrangulamento" no final do mês de setembro e início de outubro, em decorrência das interrupções das linhas de financiamento externas. A volta ao patamar anterior à crise, apesar das medidas tomadas pelo Banco Central, como a liberalização do compulsório, não vai ocorrer no curto prazo, ressalta. "Voltar ao patamar pré-crise, isso certamente não vai acontecer, porque a economia vai crescer menos."

A Febraban divulgou hoje números ajustados de suas previsões econômicas para 2008 e 2009. De acordo com a instituição, o Produto Interno Bruto (PIB) do país deve fechar 2008 com crescimento de 5,23%. Na previsão de julho, antes do período mais agudo da crise, a Febraban esperava um crescimento de 4,79%. Para 2009, a estimativa é de um crescimento de 3,13%. Em julho, esperavam 3,9%.

Para a federação, a taxa de juros (Selic) deverá fechar o ano em 13,75% e 2009 a 13,25%. Em julho, antes do período mais intenso da crise, a instituição estimava aumento de 14,75% nos juros em 2008 e 14% em 2009.

Segundo as projeções da Febraban, as operações de crédito no país devem aumentar 24,94% em 2008 em relação a 2007 e 18,64% em 2009 em relação a 2008. Antes do agravamento da crise, a instituição previu, em julho, crescimento de 27,26% em 2008 e 21,13% em 2009.

"A expectativa para as operações de crédito para 2009 apontam desaceleração, mostra redução em relação a patamares de 2008, mas surpreendentemente essa desaceleração é muito menor que a gente esperava, mesmo em um cenário em que a economia vai crescer menos em 2009", disse.

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (444) 04/12/2009 11h31
Eduardo Giorgini (444) 04/12/2009 11h31
Concordo!
Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
2 opiniões
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mauro guanandi (50) 04/12/2009 10h32
mauro guanandi (50) 04/12/2009 10h32
sENHOR cELSO. eSTAS CERTO QUANTO AO PETRÓLEO.
O que me preocupa é q nesta aventura serao gastos 2/3 do Pib; talvez em algo inútil - em minha opiniao a dependencia do petroleo tende a diminuir com o avança cientifico de outras formas. Mas encherá os bolsos da tchurma como NUNCA ANTEZ NA HIZTÓRIA.
goebbels se revira no tumulo. a turma da propaganda do governo é mais eficiente. Bom, o povo sendo mais inculto facilita.
Diga-ma qual o erro deportugues mais forte que vistes...eu vi um tal de eduardo Souza num forum escrever falço. Voce viu algo pior?
sem opinião
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celso assis (79) 03/12/2009 10h03
celso assis (79) 03/12/2009 10h03
Falando ironicamente :
Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
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