Reino Unido deve cair em recessão no 2º semestre, diz BC britânico
da Folha Online
Em meio à deterioração das perspectivas para a economia doméstica e global, os indicadores econômicos britânicos apresentaram uma piora sensível e a economia britânica provavelmente já entrou em recessão neste segundo semestre. A recuperação pode chegar apenas no segundo semestre de 2009. A avaliação consta do relatório de inflação do Banco da Inglaterra (BC britânico), divulgado nesta quarta-feira.
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"No Reino Unido, estimativas oficiais do crescimento do PIB [Produto Interno Bruto], pesquisas de negócios e relatórios das agências regionais do banco, todos tiveram enfraquecimento acentuado", diz o documento. "A economia provavelmente entrou em recessão no segundo semestre de 2008 e a produção provavelmente terá novas contrações."
Para o terceiro trimestre, a expectativa para o PIB [Produto Interno Bruto] é de uma queda de 0,5%, com uma nova contração no quarto trimestre. Uma recessão é definida como dois trimestres consecutivos de índices negativos para o PIB.
A previsão de queda, no entanto, é equilibrada por fatores positivos, que podem favorecer a expansão da economia nos trimestres à frente --entre eles a queda dos juros do banco (hoje em 3%, após um corte de 1,5 ponto percentual na semana passada), uma elevação gradual na oferta de crédito e um aumento contínuo nos gastos do governo.
"Dessa forma, a economia deve começar a se recuperar no segundo semestre de 2009", diz o relatório.
O documento destaca a queda nos gastos do consumidor, devido ao aperto de crédito e à redução nos orçamentos domésticos dos britânicos. Os investimentos no setor residencial continuaram a cair rapidamente e as perspectivas para investimentos em negócios enfraqueceram, diz o texto.
Parte do enfraquecimento da demanda doméstica reflete os efeitos negativos sobre a renda dos britânicos da alta dos preços da energia e dos produtos importados nos últimos meses. "Embora a recente redução nos preços das commodities deva aliviar boa parte dessa pressão, o impulso nos ganhos reais de renda dos cidadãos deve ser ofuscado pelo fraco mercado de trabalho", diz o texto.
Hoje, a Agência de Estatísticas Nacionais informou que o desemprego no Reino Unido atingiu o nível mais alto desde 1997 no terceiro trimestre: segundo o órgão do governo, o número de pessoas sem emprego subiu para 1,825 milhão em três meses até setembro.
Com a alta, a taxa de desemprego da medida internacional ILO subiu para 5,8%, a mais alta desde o período primeiro trimestre de 2000.
Já a perspectiva de investimentos caiu devido ao cenário fraco e de incertezas também quanto à demanda e à oferta reduzida de crédito. "O declínio nos mercados de imóveis residenciais e comerciais tiveram efeito negativo sobre a formação de capital."
Zona do euro
A zona do euro já está em recessão e ficará nessa situação até 2009, segundo a Comissão Européia, o órgão executivo da União Européia (UE). A comissão atribui a contração ao efeito da crise financeira, junto com a correção do setor imobiliário em muitos países-membros.
O PIB (Produto Interno Bruto) dos países da região que utiliza a moeda comum começou a se contrair no segundo trimestre de 2008 (-0,2%) e, segundo a comissão, voltou a perder força no terceiro (-0,1%) e seguirá caindo no quarto (-0,1%), para começar uma lenta recuperação a partir de 2009.
Em 2009, a economia dos países da UE crescerá apenas 0,2%, enquanto, em 2010, o avanço será de 1,1%. As economias européias "foram muito afetadas pela crise financeira, que está agravando a correção do mercado imobiliário em muitos países, em um momento de rápida queda da demanda externa", informou a comissão.
A taxa de desemprego deve aumentar nos próximos anos, até 8,7% na zona do euro em 2010 e 8,1% na UE, frente aos 7,5% e 7,1% respectivamente no final de 2007.
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Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
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O que me preocupa é q nesta aventura serao gastos 2/3 do Pib; talvez em algo inútil - em minha opiniao a dependencia do petroleo tende a diminuir com o avança cientifico de outras formas. Mas encherá os bolsos da tchurma como NUNCA ANTEZ NA HIZTÓRIA.
goebbels se revira no tumulo. a turma da propaganda do governo é mais eficiente. Bom, o povo sendo mais inculto facilita.
Diga-ma qual o erro deportugues mais forte que vistes...eu vi um tal de eduardo Souza num forum escrever falço. Voce viu algo pior?
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Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
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