Dinheiro
12/11/2008 - 12h09

Tesouro dos EUA deve prestar contas sobre pacote anticrise de US$ 700 bi

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da Folha Online

O secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, deve apresentar nesta quarta-feira uma prestação de contas sobre a aplicação do pacote de US$ 700 bilhões, elaborado pelo Departamento do Tesouro e aprovado pelo Congresso no início de outubro, para salvar os setor financeiro.

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O pacote tem recebido críticas, segundo a agência de notícias Associated Press (AP), por ter se desviado do foco --a medida se destinava à compra de papéis "podres" (títulos com baixíssima probabilidade de resgate, ou seja, com alto risco de calote) das carteiras dos bancos.

O dinheiro, no entanto, teve outros usos: no dia 14 do mês passado, o presidente George W. Bush anunciou que US$ 250 bilhões do pacote seriam usados para comprar participações acionárias em bancos, não necessariamente em situação grave com a do Lehman Brothers, que quebrou em meados de setembro.

Além disso, o governo recebeu críticas por utilizar parte do pacote para ajudar empresa de fora do setor bancário. A indefinição sobre qual o critério para qualificar as empresas que poderão receber os recursos do pacote já abriu espaço para que grupos fora do setor bancário pleiteassem a ajuda. Entre os grupos que pediram ajuda estão seguradoras como Allstate e MetLife, além de financeiras como GE Capital e a GMAC (o braço financeiro da fabricante de automóveis General Motors).

Os casos mais recentes desse tipo de ação foram a reestruturação da dívida da seguradora AIG e a conversão da gigante americana do setor de cartões de crédito American Express (AmEx) em um banco comercial.

O Federal Reserve (Fed, o BC americano) havia feito um empréstimo inicial de US$ 85 bilhões, antes da aprovação do pacote. Na segunda-feira o Fed e o Tesouro informaram que empregarão US$ 40 bilhões adicionais para a aquisição de ações preferenciais na AIG, maior seguradora do mundo, além de um empréstimo de US$ 60 bilhões e outros US$ 50 bilhões em capital, que será usado principalmente para a aquisição de ativos problemáticos.

No caso da AmEx, o Fed informou que "à luz das circunstâncias exigentes e pouco comuns que afetam os mercados financeiros, e todos os outros fatores e circunstâncias, a diretoria [do Fed] determinou que existem condições de emergência que justifiquem uma ação rápida". A AmEx solicitou a conversão para ter acesso à ajuda do governo através do pacote.

Os bancos de investimento Goldman Sachs e Morgan Stanley obtiveram em setembro a autorização para se converterem em bancos comerciais. Assim, as duas instituições também esperam ter o mesmo acesso que outros bancos comerciais aos recursos do pacote.

O Congresso liberou inicialmente US$ 350 bilhões do pacote. Desse montante, o Tesouro já empenhou US$ 290 bilhões --os US$ 250 bilhões destinados a comprar participações em bancos e os US$ 40 bilhões para a AIG, segundo o diário americano "The New York Times".

Comentários dos leitores
Arthur Capella Neto (12) 16/11/2009 11h09
Arthur Capella Neto (12) 16/11/2009 11h09
Neste mundo que , por conceitos fisico-quimicos , já deveria ter acabado, de tão putrefato e corroído pelos cupins humanos, não existem, nos grupos controladores, mocinhos , só bandidos. No passado e atualmente, fizeram-se e fazem-se guerras por poder, por temperos, por amantes,por petróleo e , se o governante é corrupto ou assassino mas faz o jogo do poder dominante, então serve. Assim, vemos a multiplicação de reinos pessoais e familiares na Africa e no oriente médio e, mais próximamente, na Venezuela. Sem maiores surtos de vergonha, inventa-se um motivo e "bum", estoura-se o país insurgente.Muitas vêzes o insurgente foi colocado lá pelo seu próprio aniquilador, vide o caso de Saddan Hussein.A criatura desobedeceu o criador. O Brasil que, nos últimos anos, colocou no seu arsenal uma nova ação, chamada vontade política, tem a mania de se encrencar em outros campos, vide Guatemala.Também colocou neste arsenal uma outra frase:tolerância com vizinhos desagradáveis. Assim, tolera as estrepulias da desgovernada e órfã do caudilho , Argentina.Tolera os rompantes do ditador de piche, o sargentão Chavez.Tolera o boneco de Chavez, o índio Evo (como tal ,é tutelado) e também o pedófilo e Don Juan do Paraguay, o Lugo. Parece que só isto poderia dar ao Brasil o Nobel da tolerância e da paz. Para não fugir ao assunto, a China.O Obama precisa de dólar baixo.A China usa o Yuan baixo artificialmente para exportar.O êrro foi considerar a China economia de mercado.Não é e ponto final. sem opinião
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O Pacificador (129) 16/11/2009 10h45
O Pacificador (129) 16/11/2009 10h45
"China acusa EUA de protecionismo durante visita de Obama..."
Ô Bama! Você não aprende mesmo né?
Tá achando que ainda está em um daqueles palanques da campanha, quando a platéia aplaudia o tempo todo?
Aos poucos, está aprendendo que o buraco é mais embaixo.
Foi á China, fazer média com os comunistas escravagistas e tomou uma raquetada, ao acusarem os EUA de protecionistas.
O detalhe aí, é que NINGUÉM no mundo é mais protecionista que República Popular da China.
Aposto que Obama ouviu á tudo calado, e saiu de fininho, como está sendo até agora, sua "marca" registrada...
sem opinião
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joao martins (61) 13/11/2009 13h41
joao martins (61) 13/11/2009 13h41
O QUE IMPORTA É EXPORTAR, E BASTANTE, QUE VENHA BASTANTE DOLARES PRO BRASIL. Agora se a moeda fica forte o pais fica forte né??? Como os Estados Unidos não desvaloriza a sua moeda se esta numa crise de dar pena???? Meireles com a palavra!!!! 8 opiniões
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