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Dinheiro
12/11/2008 - 14h32

Tesouro dos EUA irá aplicar pacote anticrise em empresas fora do setor bancário

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da Folha Online

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, anunciou nesta quarta-feira que irá aplicar recursos do pacote de US$ 700 bilhões aprovado no início de outubro pelo Congresso em empresas fora do setor bancário, como companhias de cartões de crédito e de financiamento automobilístico e estudantil.

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O anúncio do secretário marca a ampliação do alcance do pacote, que tinha o objetivo inicial de comprar papéis "podres" (com baixíssima probabilidade de resgate, ou seja, com alto risco de calote) das carteiras dos bancos.

Sobre esse objetivo, o secretário disse que, á época da elaboração do plano, "acreditávamos que esse seria o meio mais efetivo de fazer o crédito fluir de novo".

Paulson disse, no entanto, que, enquanto o Congresso avaliava a medida, as condições do mercado pioraram consideravelmente. "Ficou claro para mim que à época em que o pacote foi assinado (...) precisávamos agir rapidamente e com vigor, e que a compra de títulos problemáticos --nosso foco inicial-- levaria tempo para ser implementada e não seria suficiente dada a gravidade do problema."

Além disso, o Tesouro avalia "com cuidado" programas para minimizar o impacto do chamado TARP (Programa para Alívio de Ativos Problemáticos, na sigla em inglês) sobre os recursos públicos impondo às empresas que se candidatarem para receber ajuda a levantar capital privado, "potencialmente igualando os investimentos". "Ao desenvolver esse programa, também vamos considerar as necessidades de capital das empresas fora do setor bancário não qualificáveis para o programa", afirmou.

Muitas instituições desse tipo oferecem o crédito "que é essencial para os negócios e o consumo nos EUA", mas muitas não são diretamente regulementadas pelo Tesouro e atuam em uma ampla variedade de setores. "A proteção dos contribuintes em um programa desse tipo seria mais difícil de garantir."

Segundo Paulson, "o importante mercado de securitização de crédito fora do sistema bancário também precisa de apoio". Paulson lembrou que cerca de 40% do crédito ao consumidor nos EUA é oferecido através da securitização (títulos emitidos como garantia de débitos) de dívidas de cartão de crédito, financiamentos de automóveis e créditos estudantis, entre outras categorias de crédito. "Esse mercado, que é vital para os empréstimos e para o crescimento, tem, para todos os fins práticos, estagnadas", disse o secretário.

Para ele, além dessa, outra prioridade na aplicação do pacote será garantir a estabilidade do sistema financeiro. "Embora o sistema financeiro tenha se estabilizado, tanto bancos como outras empresas financeiras podem precisar de mais capital", afirmou.

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (444) 04/12/2009 11h31
Eduardo Giorgini (444) 04/12/2009 11h31
Concordo!
Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
2 opiniões
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mauro guanandi (50) 04/12/2009 10h32
mauro guanandi (50) 04/12/2009 10h32
sENHOR cELSO. eSTAS CERTO QUANTO AO PETRÓLEO.
O que me preocupa é q nesta aventura serao gastos 2/3 do Pib; talvez em algo inútil - em minha opiniao a dependencia do petroleo tende a diminuir com o avança cientifico de outras formas. Mas encherá os bolsos da tchurma como NUNCA ANTEZ NA HIZTÓRIA.
goebbels se revira no tumulo. a turma da propaganda do governo é mais eficiente. Bom, o povo sendo mais inculto facilita.
Diga-ma qual o erro deportugues mais forte que vistes...eu vi um tal de eduardo Souza num forum escrever falço. Voce viu algo pior?
sem opinião
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celso assis (79) 03/12/2009 10h03
celso assis (79) 03/12/2009 10h03
Falando ironicamente :
Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
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