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Dinheiro
12/11/2008 - 16h20

Câmara rejeita destaques e mantém texto da MP que permite estatizar bancos

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EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília

A Câmara dos Deputados aprovou hoje, em votação simbólica, a MP (medida provisória) 443, que permite ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica Federal a compra de bancos privados. A matéria será enviada agora para votação no Senado.

Essa é a segunda medida editada pelo governo para combate a crise de crédito. A Câmara já havia aprovado a MP 442, que muda a forma como o BC faz empréstimos para socorrer bancos com dificuldade de caixa, o chamado redesconto.

A MP passou com uma modificação feita pelo relator da matéria, deputado João Paulo Cunha (PT-SP). Segundo o novo texto, o prazo final para aquisições será 30 de junho de 2011, prazo que pode ser prorrogado por mais 12 meses. Esse limite não estava previsto no texto enviado pelo governo ao Congresso.

A medida também permite que a Caixa possa comprar participações em empresas de construção civil, um dos setores que mais dependem do crédito, cuja circulação foi prejudicada por conta da crise financeira mundial.

Foram rejeitados vários destaques da oposição. O PSDB, por exemplo, pretendia retirar a permissão para o governo conceder crédito de R$ 3 bilhões ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para garantir o capital de giro de empresas contratadas para executar obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

Aquisições

Segundo reportagem da Folha, o BB deverá concretizar nesta semana a compra de 49% das ações do Banco Votorantim. No mercado avalia-se que o valor total do Votorantim gire entre R$ 13 bilhões e R$ 14 bilhões. Por isso, o Palácio do Planalto considera que o BB deverá pagar mais ou menos a metade desse valor pelo banco da família Ermírio de Moraes.

A compra de parte do Votorantim pelo BB atende ao desejo político de Lula de ajudar as montadoras de automóveis. O Votorantim tem tradição no financiamento de veículos. Para o BB, a sociedade dará mais volume para competir com Itaú-Unibanco e Bradesco.

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (442) 04/12/2009 11h31
Eduardo Giorgini (442) 04/12/2009 11h31
Concordo!
Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
sem opinião
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celso assis (77) 03/12/2009 10h03
celso assis (77) 03/12/2009 10h03
Falando ironicamente :
Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
19 opiniões
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Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
A repeito da recuperação de mercados..... A dizer da econômia brasileira, no termo equilibrio, travessia, em termos econômicos um bom comparativo, uma ponte, com bons fundamentos (extrutura), tensionada, fortemente exigida, mas com capacidade para resistir, suportar "o uso" e "abusos". Com isto certamente possibilita um avanço significativo em termos econômicos, em ganhos em diversos niveis, um crecimento, uma melhoria de padrão geral, a formação de um novo conceito de solidez, de desenvolvimento como um todo. Imperativo o controle de gastos "em época eleitoral", os famosos desperdicios, as demagogias, erros, politicagem,propaganda enganosa. época que se faz nescessário ampliação de critérios, e cobranças com os gastos, em obras sem útilidade efetiva, e ou duradoura. Do história inicio de ano, época de férias.....atividades reduzidas, coisas se bem pensadas e organizadas podem dar bons resultados aos trabalhadores, empresas, consumidor, já no trimestre seguinte, cautela, controles, agilidade operacional, e de sistemas produtivos, ...... 2 opiniões
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