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Dinheiro
12/11/2008 - 16h58

Bovespa sofre queda de 7,41%; dólar fecha a R$ 2,29 apesar de ação do BC

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da Folha Online

O Banco Central agiu agressivamente no mercado de câmbio com a disparada dos preços da moeda americana nesta quarta-feira. O mercado reagiu com nervosismo à bateria de más notícias da economia americana e européia e levou o dólar de volta a R$ 2,31 no pior momento do dia. E nas últimas operações de hoje, o dólar comercial foi cotado a R$ 2,290 para venda, o que representa uma alta de 2,92% sobre a cotação de terça-feira.

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Em um dia tenso no mercado mundial, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) desaba 7,41% (pelo índice Ibovespa) e marca 34.500 pontos. O giro financeiro é de R$ 4,05 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York retrocede 3,50%.

Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 2,430, um incremento de 2,96% sobre a taxa anterior.

O Banco Central vendeu moeda logo pela manhã, às 10h42, e aceitou ofertas por R$ 2,25 (taxa de corte). Pouco depois, promoveu um leilão de contratos de "swap" cambial, às 12h45, já previsto desde ontem. A autoridade monetária ofereceu 10 mil contratos, integralmente aceitos pelos bancos. Uma hora depois, o BC anunciou um novo leilão de "swap" , oferecendo outros 10 mil contratos, conferindo com a demanda do mercado.

"Nesta semana, somente tivemos más notícias. A única positiva foi logo na segunda-feira [o pacote fiscal chinês de US$ 586 bilhões], mas o efeito passou rápido. Mas mercado realmente piorou depois do anúncio do [Henry] Paulson", comenta Glauber Romano, economista da corretora de câmbio Intercam.

Hoje, o secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, anunciou que o pacote de US$ 700 bilhões, inicialmente utilizado para comprar créditos podres nos bancos americanos, também deve ser usado para resgatar empresas fora do setor bancário.

O mercado já percebeu, no entanto, que os problemas da economia americana se espalharam para além do setor financeiro. "O governo americano precisa definir rapidamente como vai fazer para ajudar as indústrias automobilísticas, antes que a situação piore ainda mais", acrescenta Romano, da Intercam.

Antes do anúncio de Paulson, o humor dos agentes financeiros já estava "estragado" pela bateria de más notícias tanto da economia dos EUA quanto da Europa. No Reino Unido, o governo informou que o contingente de desempregados alcançou sua pior marca desde 1997; na Espanha, o Tesouro local confirmou que o PIB teve uma contração no terceiro trimestre; e os bancos europeus ING e Hypo Real State revelaram perdas bilionárias.

Comentários dos leitores
Ismar Dias Ferreira (19) 15/12/2009 18h59
Ismar Dias Ferreira (19) 15/12/2009 18h59
Tratar a questão do câmbio como um problema conjuntural, como vem fazendo o Governo, é um equívoco. A atual valorização do real frente ao dólar e outras moedas resulta de uma nova realidade estrutural, ainda em fase de consolidação, que tende a tornar essa valorização ainda mais forte nos próximos anos. Por isso, exige resposta também estrutural. Exige um salto de produtividade por parte do parque produtivo nacional, que permita um reequlíbrio da competitividade de nossos produtos frente aos de nossos parceiros comerciais. Assim, medidas como baixa da taxa de juros, tributação da entrada de recursos estrangeiros, quarentena/pedágio sobre os investimentos especulativos, bem como o aumento sem limites das reservas cambiais do País, tudo isso poderá até surtir algum efeito de curtísssimo prazo, mas são medidas insustentáveis no médio e longo prazo e certamente não resolverão o problema. A (única) saída me parece óbvia, embora não tão fácil de implementar, que é atacar com firmeza e com sentido de urgência a questão do Custo Brasil, com investimentos maciços em infraestrutura, logísitca, educação e tecnologia por um lado e, por outro, com a revisão URGENTE dos nossos modelos/arcabouços tributário, trabalhista e previdenciário. Se isto não for atacado com prioridade máxima e com bastante foco, tudo o mais não passará de ações paliativas, no estilo "enxugar gelo". Mas isso, certamente, é TAREFA PARA O PRÓXIMO GOVERNO, pois que o atual bem pouco avançou nessa agenda! sem opinião
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celso assis (88) 11/12/2009 17h59
celso assis (88) 11/12/2009 17h59
A Bovespa está na maior bolha da história, e não é só devido aos gringos, que por sinal diminuiram sua exposição em novembro,mes em que a bolsa subiu mais de 8%. Neste mes quem aumentou sua participação foram os investidores institucionais, Bancos, e Empresas aqui do Brasil (ao todo aumentaram sua participação em cerca de 6,5% ) . Como se ve alguma coisa não bate com as informações divulgadas pela midia.
Sem dúvida alguem está pondo açucar para chamar os otários.
sem opinião
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Rogério Turchetti (39) 26/11/2009 16h35
Rogério Turchetti (39) 26/11/2009 16h35
O nosso grande "Guru" Financeiro, o Sr. Lula da Silva deveria sair na capa da "Economist" vestido de CROUPIE. Seu governo está patrocinando o maior casino financeiro do mundo atual, bem aqui embaixo das nossas barbas !!!!
Não é a toa que os banqueiros de cá, e mesmo os de "olhinhos azuis", o estão idolatrando tanto.
Enquanto isso, nossa industria está sendo completamente sucateada !!!
Vamos parar com as "mentirinhas" e com a sapiência Marketeira !!!
Acorda Brasil !!!
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