Dinheiro
13/11/2008 - 08h43

OCDE reduz estimativas de expansão de países-membros e sinaliza recessão

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da *Folha Online*'

As economias dos países da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico) entraram em recessão, uma situação que deve se prolongar durante 2009. Essa foi a principal mensagem anunciada nesta quinta-feira pela OCDE, que revisou para baixo as perspectivas de crescimento para seus países-membros e que prevê uma queda de 0,3% de seu PIB (Produto Interno Bruto) em 2009.

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A organização calcula que os Estados Unidos terão uma contração de 0,9% no PIB no próximo ano; a zona do euro, de 0,5%, e o Japão, de 0,1%.

Para 2010, no entanto, espera uma recuperação que deveria se traduzir em um crescimento econômico de 1,5% para toda a OCDE, graças, especialmente, a uma alta de 1,6% nos EUA, e, em menor medida, de 1,2% na zona do euro. O PIB japonês não cresceria mais de 0,6%, segundo a organização.

Hoje, o governo da Alemanha anunciou que seu PIB caiu no terceiro trimestre de 2008, marcando a segunda queda consecutiva e colocando a maior economia da Europa em recessão. O PIB caiu 0,5% em relação ao segundo trimestre do ano.

No segundo trimestre do ano, a economia alemã teve um retrocesso de 0,4%, enquanto no primeiro, o PIB subiu 1,4%. As quedas são as primeiras desde 2004.

Ontem, o Banco da Inglaterra (BC britânico) divulgou seu relatório de inflação, no qual avalia que a economia britânica provavelmente já entrou em recessão neste segundo semestre. Para o terceiro trimestre, a expectativa para o PIB [Produto Interno Bruto] é de uma queda de 0,5%, com uma nova contração no quarto trimestre.

O documento destaca a queda nos gastos do consumidor, devido ao aperto de crédito e à redução nos orçamentos domésticos dos britânicos. Os investimentos no setor residencial continuaram a cair rapidamente e as perspectivas para investimentos em negócios enfraqueceram, diz o texto.

A zona do euro, por sua vez, já está em recessão e ficará nessa situação até 2009, segundo a Comissão Européia, o órgão executivo da União Européia (UE). A comissão atribui a contração ao efeito da crise financeira, junto com a correção do setor imobiliário em muitos países-membros.

O PIB (Produto Interno Bruto) dos países da região que utiliza a moeda comum começou a se contrair no segundo trimestre de 2008 (-0,2%) e, segundo a comissão, voltou a perder força no terceiro (-0,1%) e seguirá caindo no quarto (-0,1%), para começar uma lenta recuperação a partir de 2009.

Em 2009, a economia dos países da UE crescerá apenas 0,2%, enquanto, em 2010, o avanço será de 1,1%. As economias européias 'foram muito afetadas pela crise financeira, que está agravando a correção do mercado imobiliário em muitos países, em um momento de rápida queda da demanda externa', informou a comissão.

A OCDE é formada por: Alemanha, Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, Coréia do Sul, Dinamarca, Eslováquia, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Hungria, Irlanda, Islândia, Itália, Japão, Luxemburgo, México, Nova Zelândia, Noruega, Polônia, Portugal, Reino Unido, República Tcheca, Suécia, Suíça e Turquia.

 

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