Turbulências financeiras devem enfraquecer demanda na zona do euro, diz BCE
da Folha Online
O BCE (Banco Central Europeu) prevê que "a intensificação das turbulências dos mercados financeiros enfraquecerá a demanda na zona do euro por um período de tempo bastante prolongado". Em seu boletim mensal, publicado nesta quinta-feira, o banco reafirma, no entanto, que as perspectivas para a estabilidade de preços melhoraram.
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O BCE reduziu na semana passada sua taxa de juros em 0,5 ponto percentual, para 3,25%, e deixou entrever novos cortes este ano. O banco europeu prevê ainda que a taxa de inflação cairá mais nos próximos meses e que alcançarão um nível em linha com a estabilidade de preços ao longo de 2009.
Segundo o boletim, o "nível de incerteza que provém dos desenvolvimentos nos mercados financeiros permanece extraordinariamente elevado". Ao mesmo tempo, o conselho do banco diz esperar que "o setor bancário contribua para restaurar a confiança".
A autoridade monetária européia afirmou que "a economia mundial está exposta a efeitos adversos, como o aumento das tensões que se estendem do setor financeiro à economia real, e das economias avançadas às emergentes".
No caso da zona do euro, o BCE lembra o grande enfraquecimento da atividade econômica e acredita que "será crucial colocar alicerces saudáveis para uma recuperação".
A Comissão Européia, o órgão executivo da União Européia (UE), já informou que zona do euro se encontra em recessão e deve ficar nessa situação até 2009. A comissão atribui a contração ao efeito da crise financeira, junto com a correção do setor imobiliário em muitos países-membros.
O PIB (Produto Interno Bruto) da região começou a se contrair no segundo trimestre de 2008 (-0,2%) e, segundo a comissão, voltou a perder força no terceiro (-0,1%) e seguirá caindo no quarto (-0,1%), para começar uma lenta recuperação a partir de 2009.
Em 2009, a economia dos países da UE crescerá apenas 0,2%, enquanto, em 2010, o avanço será de 1,1%. As economias européias "foram muito afetadas pela crise financeira, que está agravando a correção do mercado imobiliário em muitos países, em um momento de rápida queda da demanda externa", informou a comissão.
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