BC faz nova mudança no compulsório e coloca mais R$ 40 bi na economia
EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília
O Banco Central anunciou nesta quinta-feira uma nova mudança nos depósitos compulsórios para colocar mais dinheiro na economia. Será alterada a forma de recolhimento de cerca de R$ 40 bilhões, o que representa quase 20% de todo o compulsório depositado hoje no BC. A contração do crédito e a falta de liquidez (dinheiro em circulação) é o principal reflexo da crise financeira no Brasil.
O compulsório adicional sobre depósitos à vista, a prazo e poupança (chamado pelo BC de "exigibilidade adicional"), que hoje é recolhido em espécie, passará a ser recolhido em títulos públicos a partir de 1º de dezembro.
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A remuneração desse dinheiro, que atualmente é igual à taxa básica de juros (Selic), será agora igual à do título (IPCA, IGP-M, Selic, juros prefixados).
Os bancos são obrigados a manter depositada no BC uma parte do dinheiro aplicado pelos seus clientes. Essa parcela é chamada de depósito compulsório. Quando o BC reduz o compulsório, coloca mais dinheiro na economia, o que ajuda a aumentar o crédito nesse momento de crise.
Segundo o BC, a nova mudança visa a reequilibrar os volumes recolhidos em títulos e espécie, que foram alterados nas mudanças anteriores, para preservar a liquidez do sistema financeiro.
No final de setembro, todos os recolhimentos compulsórios somavam R$ 272 bilhões. Com as mudanças já anunciadas pelo BC, que diminuiu os valores a serem colhidos, o valor caiu para R$ 215,947 bilhões até o dia 7 de novembro.
Ao todo, as medidas do BC podem significar a liberação de mais de R$ 100 bilhões para injetar mais crédito na economia.
Muitas das mudanças anunciadas pelo BC dependem ainda dos próprios bancos, que só terão o desconto no compulsório depois de comprarem a carteira de bancos pequenos. Outras já foram anunciadas, mas ainda não tiveram efeito na economia.
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O povo brasileiro não sabe o poder que tem. Leio muitos comentários aqui passando a ideia de que nós estamos sofrendo com a crise, que é muito mais do que o presidente Lula falou, que estamos numa pior..enfim. Claro que estamos sendo afetados pela crise, quem não está? Mas essa crise é muito mais psicológica do qualquer outra coisa para nós. Podemos sair dele numa boa e estamos nos virando bem, quer queiram ou não! O povo brasileiro (de verdade) mudou após a era Lula. Esses sim são sinais claros de que devemos acreditar no Brasil. Não um bando de pessimistas que gostam de menosprezar o Brasil.
O que falta realmente é um povo unido para juntos combatermos a desigualdade social, melhoramos a educação e criarmos o alicerce para que este país seja um lugar melhor para se viver. Parem de criticar e apresentem soluções!!!!
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-Roupas e calçados: O sujeito ganha mil e quinhentos reais, mas ele tem um tênis que custa seiscentos reais.
-Celular: A pessoa economiza até em sua alimentação, mas tem um smartfone.
-Carro: O sujeito se endivida por oito anos para comprar um carro (em 2007 o aumento de financiamentos de veículos aumentou 43,5% e desde então tem crescido a cada ano) e muitas vezes não tem dinheiro para mantê-lo ou para pagar pelo financiamento, o que causa o aumento do número de recuperações de veículos por financeiras (observado desde o ano passado).
Em suma, o jornalista fez uma afirmação ignorando que a compra de carros é impulsionada pela capacidade de endividamento, ignorando as centenas de milhares de demissões (comprovadas pela redução de captação de impostos), o aumento da inadimplência (cheque especial e financiamento de veículos são os lideres). A disseminação desse tipo de convicção cega e impede que a população exija retidão e resultados do governo federal. É lamentável que um jornalista use as atribuições de sua função para disseminar sua opinião ignorando os fatos.
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Um belo exemplo de, liberdade enquanto conseguiu esconder e punição quando foi descoberto.
Acho que precisamos, aqui no Brasil, exercitar mais os atos de punição.
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