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Dinheiro
13/11/2008 - 16h46

Rússia propõe criação de centro financeiro alternativo a Wall Street

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da Efe, em Cannes (França)

O presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, afirmou nesta quinta-feira que Moscou deseja criar um centro financeiro alternativo a Wall Street, o qual responsabiliza da atual crise econômica global.

"Estamos trabalhando para criar dentro de nossas possibilidades um dos centros financeiros mundiais", apontou Medvedev em Cannes, na França, em uma mesa-redonda com empresários russos e europeus.

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O líder russo, que dali viajará para Washington para participar da reunião do G20 financeiro em Washington, ressaltou que a Rússia quer se transformar em um dos "principais jogadores do sistema financeiro global".

Sobre isso, o presidente da Rússia afirmou que não deveria-se ter "muitas expectativas" sobre os resultados da reunião do grupo. "A importância do encontro é que será realizado e se centrará nos assuntos mais complicados e nos mecanismos para superar a crise", explicou. "No jantar de sexta-feira em Washington, já falaremos a mesma língua."

Medvedev, que participará amanhã da cúpula União Européia-Rússia em Nice, calculou em pelo menos US$ 1,5 trilhão as perdas originadas pela crise financeira global e destacou que essas são as estimadas, "já que as verdadeiras são ainda maiores e, apesar de calculá-las não vai ser agradável, é necessário."

O chefe do Kremlin ressaltou que as posições em relação à crise financeira e sua solução por parte da Rússia e da União Européia são "coincidentes". Por isso, a Rússia está disposta a iniciar na mesma sexta-feira as negociações para a assinatura de um novo acordo marco, processo adiado em setembro devido ao conflito com a Geórgia.

Medvedev afirmou que na cúpula do G20 defenderá a reforma dos institutos financeiros internacionais como o FMI (Fundo Monetário Internacional), o Banco Mundial e também da OMC (Organização Mundial do Comércio).

"A organização não está preparada para aceitar novos membros. Minha postura é simples. Ingressaremos na OMC. Somos a favor. Mas gostaríamos de nos unir em condições normais, não humilhantes. Acabou o tempo de falar. Chegou a hora de tomar decisões", indicou.

Medvedev ressaltou que a idéia é "sistematizar os institutos reguladores nacionais e internacionais (...), endurecer as condições de supervisão financeira e aumentar a responsabilidade das agências auditoras."

"Finalmente, é necessário garantir o acesso universal aos benefícios devido ao levantamento das barreiras comerciais e a liberdade de circulação de capitais", acrescentou.

O líder russo destacou que, apesar da crise, a economia russa crescerá quase 7% este ano, em linha com os últimos oito anos.

"O próximo ano será mais difícil, mais complicado para todos nós (...) o crescimento certamente se reduzirá e a situação com a inflação será complicada", comentou.

Também antecipou que a Rússia injetará US$ 200 bilhões na economia e no sistema bancário, afligido pela falta de liquidez.

Em qualquer caso, insistiu em que o Kremlin seguirá a política de modernização do país no que se refere à redução das barreiras burocráticas e à reforma tecnológica, armamentista e industrial.

Comentários dos leitores
Olmir Antonio de Oliveira (93) 21/12/2009 09h58
Olmir Antonio de Oliveira (93) 21/12/2009 09h58
A respeito de fusão e ou incorporação. São amplas as possibilidades de fusões associações, aquisições, incorporações. Ao mercado brasileiro, a as empresas brasileiras. È de se crer na ampliação dos horizontes empresariais, no Brasil e no mercado internacional, è parte da democracia e globalização...... È importante se pensar nas ampliação das possibilidades de se adotar novas tecnologias, novas formulações, novas visões, novos tratos para uso de produtos usuais do mercado e ou de novas gerações de itens. Exemplifico para o caso do cimento evolução na utilização de agregado, compostos basicos, quimicamente tem faltado dar mais atenção a pontos basicos adequar temperaturas e pequenos arranjos nas confeções. No setor de aço conjuagar produtos atuais do mercado e até novas composições, e ou formatos elaborativos, a exemplo da utilização de pricipios simples, agregando multiplas placas extruturadas. para novos sistemas contrutivos, e ou melhorias aos atuais. è de se prever a construção de predios, avioões, onibus, caminhões, trem,navios, pontes e ou viadutos, "principalmente para se evitar tragédias similar a ocorrida no rodo anel de SP".... nova visão para arquitetura, designer noderno, eficiente, ágil, econômicamente viaveis, e ou industrialmente. e ou a nivel de execução. O fundamental é estar ocorrendo mudança na maneira de se pensar, e avontade de tentar novos processos, bom sinal para o Brasil suas empresas e trabalhadores. sem opinião
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Henrique Silva (220) 21/12/2009 09h48
Henrique Silva (220) 21/12/2009 09h48
Ogrande endividamento público dos países ricos durante a crise é um risco ao crescimento econômico sustentável. Assim como no Brasil, que se endividou muito nos anos 90, perdeu sua capacidade de crescimento e se enfiou em sucessivas crises.
Mas agora vivemos uma situação diferente, mas não menos perigosa, pois o Brasil está melhor em suas contas públicas que os países ricos, mas o problema é: como eles vão comprar nossos produtos se não tiverem dinheiro?
sem opinião
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augusto palme (3) 20/12/2009 11h27
augusto palme (3) 20/12/2009 11h27
Ano 2010 está chegando, com uma euforia nunca vista aqui no Brasil. Tudo indica um ano fabulosos em todos os aspectos e para todos. Há duas noticias no Estado de S.Paulo e Jornal da Tarde de hoje que recomendam cautela. Vejam:
O ESTADO DE S.PAULO- 20.12.09
Em 2008 e 2009, parte da crise ocorreu diante da incapacidade de muitos em pagar suas dívidas. Casas foram devolvidas e empresas foram fechadas em meio à falta de crédito. Para 2010, a eventualidade de uma falência nas contas públicas teria um impacto bem maior. Não por acaso, a agência Moody"s publicou um relatório no início da semana (14 A 20.12.09) com um título que chamou a atenção do mercado: "Apertem os Cintos - Tempos Tumultuados pela Frente".
JORNAL DA TARDE - 20.12.09
O problema é que quando as contas mais altas chegarem em janeiro, boa parte dos paulistanos estará mais endividada do que estava no início de 2009. Uma pesquisa da Federação do Comércio prevê que as vendas deste Natal sejam entre 10% e 12% maiores que as do Natal de 2008, com o agravante de que as compras a prazo também devem crescer na mesma proporção.
A combinação de aumento do consumo no Natal com um reajuste acima da inflação nas despesas de início de ano pode deixar o consumidor numa situação delicada.
O que devo fazer: acreditar e tomar cautela, ou confiar na midia especialmente televisiva ficando eufórico e tambem sair gastando? Alguem me ajude por favor.
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