Dólar dispara e fecha a R$ 2,36; Bovespa vira de novo e avança 2,62%
da Folha Online
O mercado de câmbio negociou o dólar comercial a R$ 2,368 para venda, em forte alta de 3,40% sobre a cotação de ontem. O Banco Central interferiu agressivamente, com dois leilões de venda de moeda: o primeiro às 15h e outro às 16h, quando as operações começam já rareiam. Hora antes, a autoridade monetária havia feito outras duas operações previstas desde ontem: um leilão de linhas para exportação e outro de contratos de "swap" cambial.
Entenda como a crise dos EUA afeta o Brasil
Veja as medidas já anunciadas no Brasil para combater a crise
10 questões para entender o tremor na economia
Entenda a evolução da crise que atinge a economia dos EUA
Em um dia bastante nervoso, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) abriu em alta, caiu e voltou a subir. O Ibovespa, principal índice de ações, sobe 2,62%, aos 35.275 pontos. O giro financeiro é de R$ 3 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York avança 0,49%.
No primeiro leilão do dia, o BC ofereceu recursos com o compromisso dos bancos usarem a moeda para financiamento de comércio exterior. Os bancos tomaram US$ 1,3 bilhão, de uma oferta de US$ 2 bilhões. A autoridade monetária também ofereceu 10 mil contratos de "swap" cambial, que foi aceita integralmente pelos agentes financeiros.
Perto do encerramento das operações, o BC vendeu dólares por R$ 2,3220 (taxa de corte), sem informar o volume negociado. Uma hora depois, a autoridade monetária voltou a vender moeda, desta vez à taxa de R$ 2,3750.
"O mercado continua tendo uma saída forte de recursos. Acredito que muitos grandes fundos ['hedge funds'] estão sofrendo muitos saques lá fora e precisam fazer caixa rapidamente. Por isso, vendem ações por aqui, ganham um pouco na taxa de câmbio e já saem do país", sintetiza Reginaldo Galhardo, diretor de câmbio da corretora Treviso.
O profissional da corretora também lembra que o mercado de câmbio está "realmente estreito", o que influencia na formação dos preços da moeda, ao sabor das operações de poucos agentes financeiros. "Não podemos descartar que o movimento especulativo está muito forte. O dólar futuro caiu 1,40% em menos de um hora. O que aconteceu nos últimos 40 minutos para ter uma mudança tão drástica? Nada", acrescenta ele.
Leia mais
- Acompanhe a cotação do dólar durante o dia
- Entenda o risco-país
- Entenda o Ibovespa
- Confira os principais tipos de investimento e saiba como aplicar
- Veja o site especial da FolhaInvest
- Folha Explica o dólar, a especulação financeira e o euro, veja capítulos
Livraria
- Veja como ENRIQUECER na bolsa com conselhos de banqueiros suíços
- Veja como escolher ações e encontrar o MOMENTO CERTO para comprar e vender
Especial


Eh simples, qd o dolar sai os investimentos em reais tem que ser convertidos pra dolar, isso aumenta a demanda por dolar e consequentemente aumenta o preco da moeda....quando o dolar entra eh o contrario, alguem tem que vender dolar pra pegar reais p/ investir no Brasil...qd os investimentos voltarem o dolar pra pra perto do R$1...acho que por final de 2010.
Exportadores que se segurem.
avalie fechar
A crise será revertida e no ano que vem o Brasil deve voltar a crescer economicamente, frase dita esse mês por vários economistas.
A crise chegou ao fim e a economia se estabiliza, apesar que permanecer em patamres baixos, frase dita essa semana por alguns economistas.
Numa parafrase, em tempos de crise econômica a primeira vítima econômica é a verdade.
avalie fechar
O que acontece é, o que parece, o abandono dos velhos compêndios das teorias macroeconômicas e, em seus lugares, o estudo dos livretos "O Segredo" , "A lei da Atração" , "O Universo Conspira a Seu Favor" e outros do mesmo calibre, adotados, agora, com maestria, pelas autoridades que ditam os destinos da economia nesse país.
Não sou contra ao otimismo e nem à teoria da predisposição positiva na boa influência dos acontecimentos, mas o que se vê é uma distorção grotesca da realidade, a negação dela ou da cegueira diante de fatos que lhes batem na cara.
Quantas vezes, por exemplo, o "pior já passou"?
E a "estabilização da queda"?, alguém já ouviu falar em queda estável? Vi essa invenção na Folha On Line, mas tiraram a matéria do ar antes que eu pudesse copiá-la, ou exibir aqui o link. A realidade é que o ritmo de piora permanece inalterado ou o fundo do poço mais embaixo, nada de estabilidade.
"A minha posição é de que nós precisamos transformar isso em uma política permanente", disse Lula. Disse isso a respeito da política de redução de IPI para os veículos, mas falta pouco para esse governo assumir que a política é a arte de bem governar as elites e não os povos, que a provisão de recursos é infinita, e que o futuro um mundo em que todos teriam quatro rodinhas, mais redondas as dos chineses, e as nossas mais ovais.
avalie fechar