UE ameaça recorrer à OMC contra ajuda dos EUA a montadoras
da Folha Online
da France Presse, em Paris
A União Européia (UE) não hesitará em recorrer à OMC (Organização Mundial do Comércio) se considerar que o apoio financeiro do governo dos Estados Unidos ao setor automobilístico é ilegal, advertiu o presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso.
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"Embora os Estados Unidos não tenham comunicado o plano de maneira oficial, a UE está examinando o mesmo e, se verificar que se trata de uma ajuda estatal ilegal, atuaremos no plano da OMC", disse Barroso em entrevista à rádio francesa Europe 1.
O Congresso americano aprovou em 27 de setembro uma ajuda de US$ 25 bilhões às montadoras do país, para que as empresas possam reorientar a produção em direção a modelos mais ecológicos.
| Alessandro di Meo/Efe |
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| José Manuel Durão Barroso, da Comissão Européia, ataca ajuda dos EUA às montadoras |
Os prazos de entrega do auxílio ainda não foram fixados, mas o valor já parece insuficiente diante do tamanho das dificuldades do setor.
As duas principais montadoras do país, General Motors e Ford, acumularam prejuízos de US$ 30 bilhões no decorrer do ano. A Chrysler, cuja ação deixou de ser negociada, não divulga mais os resultados, mas também enfrenta dificuldades.
A OMC, com sede em Genebra, tem autoridade para resolver litígios sobre obstáculos à concorrência no comércio mundial.
Novo auxílio
Os congressistas democratas dos Estados Unidos também defendem um novo auxílio à indústria automobilística para tirar as montadoras do atoleiro em que se meteram com a crise de crédito dos EUA. A idéia é garantir ao setor acesso aos fundos federais do plano de resgate de US$ 700 bilhões do governo.
A presidente da Câmara de Representantes, a democrata Nancy Pelosi, disse em um comunicado no início deste mês que é essencial preservar as fábricas e a tecnologia da produção de automóveis no país.
A declaração de Pelosi ocorreu após encontro com os dirigentes das três principais montadoras dos EUA --Ford, General Motors e Chrysler-- e o líder do principal sindicato do setor, o United Automobile, Aerospace and Agricultural Implement Workers of America.
Em outubro, as montadoras americanas registraram fortes retrações nas vendas. A GM teve queda de 45%, o pior resultado mensal para suas atividades nos últimos 25 anos.
| Charles Dharapak/AP/10.nov.2008 |
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| George W. Bush recebeu o presidente eleito, Barack Obama, em visita à Casa Branca |
A Ford registrou decréscimo de 30% e a fabricante japonesa Toyota, de 23% em outubro. As vendas da Chrysler, por sua vez, recuaram 24,5%, da Mercedes, 34,3%, e da Porsche, 50,1%.
Novo presidente
O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, também já pediu ao republicano George W. Bush que atue para evitar a quebra da indústria automobilística de Detroit. O pedido ocorreu na última segunda-feira (10) durante o encontro de Obama com o presidente na Casa Branca durante processo da transferência de poder.
Segundo o jornal "The Wall Street Journal", durante o encontro Obama abordou com Bush a precária situação do setor automobilístico americano e pediu para que ele aja com rapidez com o objetivo de evitar a falência de um dos maior pólos de produção automotiva do mundo.
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O governo brasileiro joga na sorte.
Se a economia vai mal, a culpa é dos estrangeiros, e se vai bem(acompanha o crescimento mundial), é porque somos potência.
Dançamos conforme a música.
[]s
Eduardo.
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O coronel político é extremamente poderoso, manda e desmanda, exerce forte dominação política, econômica e social em todos os setores da comunidade, e qualquer manifestação de oposição, essa atitude é entendida como afronta ao coronel local e a resposta geralmente vem com extremada truculência acompanhada de uma perseguição implacável, tenta até mesmo armar ciladas para desmoralizar publicamente seus oponentes, sua mão tem longo alcance com grande poder de intervenção atinge todos os degraus da pirâmide social, o topo, o meio e a base com a mesma força repressiva. Essas oligarquias comandadas pelos coronéis são truculentas e antidemocráticas, são contra a modernidade nas relações políticas não acompanharam o quadro evolutivo do mundo globalizado, pois a manutenção do atual quadro é fundamental para manterem-se no poder. O que é mais grave, é que essas oligarquias e seus coronéis são os responsáveis diretos pelo baixo nível intelectual e do alto índice de analfabetismo da população, também são responsáveis pela baixa qualidade de vida e péssimas condições sanitárias em que vivem, soma se a isso a ausência de renovação das lideranças políticas.
Os coronéis da política tradicional que são dirigentes das oligarquias locais elevam ao poder somente membros das mesmas famílias ou pessoas que, por algum motivo, dependem desses oligarcas e não podem contrariar seus interesses. Quando penetramos pelo interior do Brasil, podemos constatar a existência das tais famílias tradicionais que geralmente pertencem há uma oligarquia local, é neste cenário que encontramos a figura do velho coronel político que é o oposto da democracia. Nessas regiões, embora o sistema democrático garanta a pluralidade no contexto local, esses preceitos não acontecem teoricamente essas oligarquias respeitam as formalidades democráticas, entretanto nos bastidores a coisa é bem diferente, um lençol oculta uma realidade cruel, eleições são realizadas com voto secreto e tudo, aparentando uma aparente normalidade, mas tudo acontece sob a supervisão, vigilância e controle dos coronéis oligarcas; de tal forma que as manifestações oposicionistas atingem apenas aspectos exteriores e não afetam o poder de comando das oligarquias.
É importante assinalar que, o sistema político atual favorece o predomínio dessas oligarquias. A legislação eleitoral é um recepiciente favorável para que essas diferenças prevaleçam, e quando alguém ligado politicamente ou afetivamente ao coronel político comete alguma ilegalidade é difícil investigá-lo e muito mais ainda efetuar a sua punição nos termos da lei, pois eles pressionam as pessoas, intimidam testemunhas, desqualificam depoentes e o pior de tudo é que persegue implacavelmente seus opositores com a mesma truculência da época da ditadura militar, o que faz muitos da oposição encolher e ficar intimidados pela reação violenta, e o mais grave é que a sociedade sabe de tudo e fica omissa, aceita tudo passivamente.
Neste processo são feitas concessões aparentes naturais do jogo político, aproveita-se a pobreza e a ignorância do povo que é indispensável para preservar o comando político, e os coronéis querem perpetuar no poder, por isso a transferência do mesmo é feita aos seus descendentes diretos, como na monarquia absolutista imperial. Apesar dos métodos sofisticados de domínio, existe o fato inegável de que em grande número dos Estados, podemos assim dizer, que os dirigentes locais dos partidos são os coronéis, e o que resta ao povo é a pratica das formalidades da lei e aceitar o jogo pesado do poder. Além do que, a presença das oligarquias comandada por um coronel político com poderes quase absolutos e que, freqüentemente abusam desses poderes para favorecer a si próprio, seus familiares e seus comparsas parasitas do poder. A única interferência do povo no governo é quando votam, mas quase sempre a opção de escolha é entre membros dos oligarcas locais em disputa pelo comando do governo, raramente surge alternativa que emana do meio das forças populares, e quando surge a estrutura é insuficiente para romper a hegemonia das oligarquias.
Mas temos que entender como funciona a cabeça do coronel político do interior do Brasil, ele é uma figura presente na política tradicional e cientificamente é considerado um psicopata social extremamente rancoroso e vingativo, do tipo ex-Deputado Federal do Acre Hildebrando Pascoal, que mandava serrar vivo ao meio seus desafetos políticos e pessoais com moto-serra, o coronel político não admite ser contestado ou contrariado, acha que é dono da vida e do destino das pessoas da comunidade, quem se opõem a ele é considerado seu inimigo de morte e não apenas seu adversário político. E o pior é que seus comandados são arrogantes, prepotentes e autoritários, adotam o mesmo estilo, circulam pela cidade de carrões e óculos escuros, se sentem acima do poder e das leis, contam sempre com a certeza da impunidade e da força da influencia política para cometer seus desatinos... Nascem os novos coroneizinhos.
Antigamente os métodos de perseguição eram outros, hoje são mais sofisticados, quase ninguém percebe. Se o opositor é dono de jornal ou algum programa de radio, os anunciantes são pressionados a retirar anúncios e os colaboradores são assediados com proposta financeira, se o opositor é comerciante ou profissional liberal seus caminhos são dificultados ao extremo. Aos inimigos os rigores da lei, e aos amigos a brecha e as benesses da lei, é assim que pensa o coronel político, sua cabeça não comporta o debate democrático, não conhece a ética, joga sempre rasteiro e tem sempre ao seu lado indivíduos prontos pra agir, fazer qualquer coisa pra agradar o patrão e quando surge alguma "atividade" não hesitam um instante em executá-la, ou seja, se ficar o bicho come, se correr o bicho pega, não resta alternativa é ficar e enfrentar a fera.
É essa a leitura que temos. E estou plenamente convencido de que o absolutismo das oligarquias regionais pelo interior brasileiro emperra e muito o progresso de nossa nação, principalmente a alta estima e a elevação intelectual de nosso povo. E esta relação ainda predominante é o que existe de mais reacionário e atrasado nas relações políticas e sociais do mundo moderno. O ponto negativo e grave nisso tudo é que constatamos que um governo nas mãos de um só, sem alternância no poder é o começo da tirania.
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