Dinheiro
14/11/2008 - 15h03

Nokia reduz previsão de vendas e lucros para este ano

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da Folha Online
da Efe, em Helsinque

A fabricante finlandesa de celulares Nokia revisou para baixo sua previsão de vendas e lucro para o quarto trimestre do ano. Segundo informou a companhia em comunicado nesta sexta-feira, a decisão foi tomada pela perspectiva de que a receita deverá ser afetada negativamente por causa da crise econômica mundial.

A Nokia calcula que o volume total de telefones celulares vendidos em 2008 ficará em torno de 1,240 bilhões de aparelhos, cerca de 20 milhões menos do que apontavam suas previsões anteriores.

No entanto, o grupo finlandês acredita manter e inclusive aumentar ligeiramente sua atual participação de mercado de 38% no final do ano.

Na última terça-feira (11), a Nokia Siemens Networks, "joint venture" entre a Nokia e o conglomerado alemão Siemens, informou que deve cortar 1.820, principalmente na Finlândia e na Alemanha. O grupo ainda mantém o objetivo de eliminar 9.000 empregos --o quadro de funcionários contava com cerca de 60 mil pessoas até o fim de setembro.

A medida faz parte de um programa de corte de custos que pretende economizar para o grupo cerca de 2 bilhões de euros (US$ 2,54 bilhões).

Em maio de 2007, a empresa havia anunciado o plano de cortar 9.000 empregos; até hoje, já foram eliminadas mais de 6.000 vagas.

Dificuldades

Outro sinal de dificuldades no setor de telecomunicações foi apresentado ontem: a canadense Nortel anunciou que perdeu US$ 3,4 bilhões no terceiro trimestre do ano e que eliminará 1.300 postos de trabalho em vários países. Além da redução de 1.300 postos de trabalho, está a eliminação de posições executivas e de direção em toda a companhia, congelamentos salariais e de novos contratos ao longo de 2009.

Hoje, a empresa norte-americana de informática Sun Microsystems anunciou corte de até 18% de seu quadro de funcionários --cerca de 6.000 pessoas--, como parte de uma medida para reduzir custos. A empresa informou em um comunicado que pretende com esse movimento 'alinhar seu modelo de custos ao clima econômico global'.

No início deste mês, a fabricante de computadores Dell pediu que seus funcionários considerem tirar cinco dias de licença não remunerada, na tentativa de reduzir custos. A empresa está conduzindo um programa para demissão de 8.900 funcionários. A empresa anunciou que em agosto já havia realizado 8.500 das 8.900 demissões planejadas.

A canadense Nortel já anunciou que eliminará 1.300 postos de trabalho em vários países, depois de ter perdido US$ 3,4 bilhões no terceiro trimestre.

Comentários dos leitores
Richard Adams (21) 26/11/2009 17h56
Richard Adams (21) 26/11/2009 17h56
Marcelo, concordo também com vc. Mas qdo pensamos em paises ricos, nos vem à mente normalmente USA e Zona do Euro.
Veja o que aconteceu hj com Dubai. Há outros vários.
Também acho que a palavra "quebrar"é muito forte, e de fato não deve acontecer. Aliás quem alertou sobre isso hj foi a OMC.
Tudo isso reforça o que venho escrevendo por aqui há algum tempo...tem muita gente eufórica, achando que tá tudo índo bem, que 2010 vai ser uma beleza e ao meu ver não vai ser não. Esse estória de o Brasil se achar uma ilha de prosperidade enquanto o mundo ainda estremeçe é muita arrogancia e merece cuidados extremos.
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Luiz Antonio (43) 26/11/2009 16h00
Luiz Antonio (43) 26/11/2009 16h00
Quem lê a FSP, em especial, sempre acredita que o Brasil está a véspera de quebrar, como na época do FHC (PSDB). Mas o país continua crescendo cada vêz mais e distribuindo riqueza.
Quando ao fundo de Dubai, só deslumbrado gosta daquele pedaço de deserto com uma torre espetada.
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É aí que mora o perigo! Esses ricos do petróleo, fonte que começa a "secar", não só pelo seu esgotamento em sí, mas pela urgente necessidade de mudança da matriz energética, hoje e sempre, a maior vilã contra a natureza. Esses povos, acostumaram-se a nadar nababescamente no óleo negro, que se transformou em ouro, mais pelos seus marajás das mil e uma noites, pensando que certamente isso duraria eternamente, como os seus reinados. Mas, nada é para sempre e quando começar a ruir, "sai de perto", como diz o refrão popular e esteja a mil e uma noites de distância, porque nem Alá, Maomé ou aiatolá, desatolará.
Abençoado é aquí, onde fura-se um poço e encontra-se água. Nem ouro,nem diamante, nem urânio, nem nada, nada vale. Água e oxigênio, ainda temos as maiores riquezas. De quê reclamar!
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