Cúpula do G20 nos EUA abrirá caminho para novo sistema financeiro
CÉSAR MUÑOZ ACEBES
da Efe, em Wasghinton
A cúpula que reunirá esta semana em Washington os chefes de Estado e de governo das principais economias do mundo visa a iniciar a reforma do sistema financeiro em mais de meio século, mas não produzirá mudanças imediatas, segundo os analistas.
Assim como nos anos 1940, a reunião acontecerá em clima de consenso sobre a necessidade de prevenir imprudências nas instituições financeiras, que causaram a maior crise dos mercados desde a Grande Depressão.
A questão é como fazer isso. Durante a Cúpula do G20 (que reúne os países mais ricos e os principais emergentes), previsivelmente serão adotadas apenas uma série de princípios, amplos e vagos, além de uma agenda de encontros futuros.
"Será útil, mas não acho que levará a ações concretas importantes a curto prazo", disse à Agência Efe o historiador Richard Sylla, da Universidade de Nova York. "Será uma prévia do que irá acontecer nos próximos dois ou três anos", acrescentou.
Alguns analistas batizaram a cúpula de "Bretton Woods 2", em alusão à reunião nesta pequena cidade do Estado americano de New Hampshire, em 1944, na qual os países aliados durante a Segunda Guerra Mundial criaram o FMI (Fundo Monetário Internacional) e o Banco Mundial.
| Christophe Karaba/Efe |
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| Nicolas Sarkozy,sugeriu que cúpula deveria acontecer nos EUA, epicentro da crise |
O encontro de agora e o de então compartilham o mesmo espírito de multilateralismo e a percepção que medidas em nível nacional não podem resolver uma crise em um sistema financeiro globalizado.
No entanto, as diferenças também são vastas. Bretton Woods aconteceu após dois anos de trabalhos preparatórios, enquanto esta cúpula foi improvisada em praticamente duas semanas.
Além disso, o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, não participará da reunião, "o que reforça a idéia de que esta será uma reunião preliminar", segundo o analista William Cline, do Instituto Peterson, antigo Instituto de Economia Internacional.
A cúpula foi idéia do presidente da França, Nicolas Sarkozy, que disse que o encontro deveria acontecer nos EUA pelo fato de este país estar no epicentro da crise. O governo do atual presidente dos EUA, George W. Bush, aceitou a proposta, mas não demonstrou grande entusiasmo a respeito e tentou minimizar as expectativas sobre seus resultados.
"Sarkozy apóia um processo de regulação dirigido em nível internacional, ao qual os EUA resistem", opinou Cline.
As autoridades dos EUA são a favor da colaboração com outros países, como demonstrou especialmente o Fed (Federal Reserve, o banco central americano) ao coordenar com nações avançadas e em desenvolvimento medidas para dar liquidez aos mercados, mas não parecem dispostas a seguir em frente.
FMI
O governo dos EUA "está pronto para cooperar, mas não para ceder poder a uma autoridade internacional de regulação", disse Desmond Lachman, ex-alto funcionário do FMI.
A função do FMI frente à crise será um dos temas principais em debate na cúpula. O FMI entregará aos chefes de Estado e de governo reunidos em Washington um relatório no qual analisará as lições da crise financeira.
Além desse papel de assessoria, o FMI retomou sua tarefa tradicional de credor de países à beira da bancarrota. Islândia e outros países do Leste Europeu já bateram na porta do FMI, mas se espera que essa lista ainda aumente. Após anos praticamente sem clientes, a dúvida agora é se os US$ 250 bilhões do FMI serão suficientes para todos.
| Rodrigo Paiva/Reuters |
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| Sem medidas concretas contra crise, G20 defende reformulação de órgãos globais |
Durante a cúpula, poderia ser negociado algum mecanismo para que o FMI possa obter crédito rápido de países com reservas colossais, como China e Japão, segundo Cline. Alguns analistas chegaram a sugerir a transformação do FMI em um "super-FMI" como uma espécie de regulador internacional, mas o conceito também tem detratores.
"Sou muito cético quanto isso", disse Lachman.
"O FMI não se descuidou da crise, mas não alertou sobre o perigo", declarou Lachman, por isso, em sua opinião, não seria sensato transformar o FMI em um mega-supervisor.
Outros assuntos que a União Européia colocará sobre a mesa na cúpula são a supervisão das agências de classificação de risco, a harmonização das normas de contabilidade e regras para forçar os bancos a manterem mais reservas.
No último fim de semana, em São Paulo, o ministros de finanças e dos bancos centrais do G20 sugeriram que ocorra uma série de mudanças na estrutura dos órgãos financeiros internacionais, como o FMI, um maior controle sobre a movimentação de investidores e mais medidas de estímulo ao crescimento econômico. Porém, em nenhum dos casos foram anunciadas medidas objetivas, o que se espera da reunião em Washington.
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O governo brasileiro joga na sorte.
Se a economia vai mal, a culpa é dos estrangeiros, e se vai bem(acompanha o crescimento mundial), é porque somos potência.
Dançamos conforme a música.
[]s
Eduardo.
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O coronel político é extremamente poderoso, manda e desmanda, exerce forte dominação política, econômica e social em todos os setores da comunidade, e qualquer manifestação de oposição, essa atitude é entendida como afronta ao coronel local e a resposta geralmente vem com extremada truculência acompanhada de uma perseguição implacável, tenta até mesmo armar ciladas para desmoralizar publicamente seus oponentes, sua mão tem longo alcance com grande poder de intervenção atinge todos os degraus da pirâmide social, o topo, o meio e a base com a mesma força repressiva. Essas oligarquias comandadas pelos coronéis são truculentas e antidemocráticas, são contra a modernidade nas relações políticas não acompanharam o quadro evolutivo do mundo globalizado, pois a manutenção do atual quadro é fundamental para manterem-se no poder. O que é mais grave, é que essas oligarquias e seus coronéis são os responsáveis diretos pelo baixo nível intelectual e do alto índice de analfabetismo da população, também são responsáveis pela baixa qualidade de vida e péssimas condições sanitárias em que vivem, soma se a isso a ausência de renovação das lideranças políticas.
Os coronéis da política tradicional que são dirigentes das oligarquias locais elevam ao poder somente membros das mesmas famílias ou pessoas que, por algum motivo, dependem desses oligarcas e não podem contrariar seus interesses. Quando penetramos pelo interior do Brasil, podemos constatar a existência das tais famílias tradicionais que geralmente pertencem há uma oligarquia local, é neste cenário que encontramos a figura do velho coronel político que é o oposto da democracia. Nessas regiões, embora o sistema democrático garanta a pluralidade no contexto local, esses preceitos não acontecem teoricamente essas oligarquias respeitam as formalidades democráticas, entretanto nos bastidores a coisa é bem diferente, um lençol oculta uma realidade cruel, eleições são realizadas com voto secreto e tudo, aparentando uma aparente normalidade, mas tudo acontece sob a supervisão, vigilância e controle dos coronéis oligarcas; de tal forma que as manifestações oposicionistas atingem apenas aspectos exteriores e não afetam o poder de comando das oligarquias.
É importante assinalar que, o sistema político atual favorece o predomínio dessas oligarquias. A legislação eleitoral é um recepiciente favorável para que essas diferenças prevaleçam, e quando alguém ligado politicamente ou afetivamente ao coronel político comete alguma ilegalidade é difícil investigá-lo e muito mais ainda efetuar a sua punição nos termos da lei, pois eles pressionam as pessoas, intimidam testemunhas, desqualificam depoentes e o pior de tudo é que persegue implacavelmente seus opositores com a mesma truculência da época da ditadura militar, o que faz muitos da oposição encolher e ficar intimidados pela reação violenta, e o mais grave é que a sociedade sabe de tudo e fica omissa, aceita tudo passivamente.
Neste processo são feitas concessões aparentes naturais do jogo político, aproveita-se a pobreza e a ignorância do povo que é indispensável para preservar o comando político, e os coronéis querem perpetuar no poder, por isso a transferência do mesmo é feita aos seus descendentes diretos, como na monarquia absolutista imperial. Apesar dos métodos sofisticados de domínio, existe o fato inegável de que em grande número dos Estados, podemos assim dizer, que os dirigentes locais dos partidos são os coronéis, e o que resta ao povo é a pratica das formalidades da lei e aceitar o jogo pesado do poder. Além do que, a presença das oligarquias comandada por um coronel político com poderes quase absolutos e que, freqüentemente abusam desses poderes para favorecer a si próprio, seus familiares e seus comparsas parasitas do poder. A única interferência do povo no governo é quando votam, mas quase sempre a opção de escolha é entre membros dos oligarcas locais em disputa pelo comando do governo, raramente surge alternativa que emana do meio das forças populares, e quando surge a estrutura é insuficiente para romper a hegemonia das oligarquias.
Mas temos que entender como funciona a cabeça do coronel político do interior do Brasil, ele é uma figura presente na política tradicional e cientificamente é considerado um psicopata social extremamente rancoroso e vingativo, do tipo ex-Deputado Federal do Acre Hildebrando Pascoal, que mandava serrar vivo ao meio seus desafetos políticos e pessoais com moto-serra, o coronel político não admite ser contestado ou contrariado, acha que é dono da vida e do destino das pessoas da comunidade, quem se opõem a ele é considerado seu inimigo de morte e não apenas seu adversário político. E o pior é que seus comandados são arrogantes, prepotentes e autoritários, adotam o mesmo estilo, circulam pela cidade de carrões e óculos escuros, se sentem acima do poder e das leis, contam sempre com a certeza da impunidade e da força da influencia política para cometer seus desatinos... Nascem os novos coroneizinhos.
Antigamente os métodos de perseguição eram outros, hoje são mais sofisticados, quase ninguém percebe. Se o opositor é dono de jornal ou algum programa de radio, os anunciantes são pressionados a retirar anúncios e os colaboradores são assediados com proposta financeira, se o opositor é comerciante ou profissional liberal seus caminhos são dificultados ao extremo. Aos inimigos os rigores da lei, e aos amigos a brecha e as benesses da lei, é assim que pensa o coronel político, sua cabeça não comporta o debate democrático, não conhece a ética, joga sempre rasteiro e tem sempre ao seu lado indivíduos prontos pra agir, fazer qualquer coisa pra agradar o patrão e quando surge alguma "atividade" não hesitam um instante em executá-la, ou seja, se ficar o bicho come, se correr o bicho pega, não resta alternativa é ficar e enfrentar a fera.
É essa a leitura que temos. E estou plenamente convencido de que o absolutismo das oligarquias regionais pelo interior brasileiro emperra e muito o progresso de nossa nação, principalmente a alta estima e a elevação intelectual de nosso povo. E esta relação ainda predominante é o que existe de mais reacionário e atrasado nas relações políticas e sociais do mundo moderno. O ponto negativo e grave nisso tudo é que constatamos que um governo nas mãos de um só, sem alternância no poder é o começo da tirania.
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