Divergências entre Europa e EUA podem causar impasse no G20
da Efe, em Washington
Os chefes de Estado europeus chegam hoje a Washington com uma agenda já encontrando oposição no presidente americano, George W. Bush, que rejeita a proposta deles de maior regulação global aos mercados, argumentando que a crise financeira foi causada por má gestão de risco.
O republicano Bush, que em pouco mais de dois meses entrega o cargo a seu sucessor, o democrata Barack Obama, afirmou ontem em um jantar com chefes de Estado em Washington que a atual crise mundial, com epicentro nos Estados Unidos, "não é um fracasso do livre mercado."
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Segundo ele, a culpa é de "normas defasadas e má gestão de risco" e "a solução não é um maior Governo, mas um Governo mais inteligente."
A visão é bem distinta dos chefes europeus, especial do presidente francês e de turno da UE, Nicolas Sarkozy, e do primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown.
Sarkozy chega a Washington com a intenção de firmar um acordo para iniciar amplas reformas com prazo de 100 dias, no que é apoiado pela chanceler alemã, Angela Merkel.
O premiê britânico, por sua vez, pretende reformar os organismos multilaterais para dar mais voz à Ásia e outras economias emergentes e insiste na necessidade de maiores ações coordenadas para impulsionar o crescimento.
Os observadores assinalaram que a proposta de Brown sobre o crescimento poderia ser apresentada com menos resistência que outras iniciativas, na "Cúpula sobre os Mercados Financeiros e a Economia Global", como foi batizada.
A resistência de Bush à política regulatória almejada pela Europa e a ausência do presidente eleito dos EUA, o democrata Barack Obama, aumentam as chances de que o encontro não se traduza em mudanças significativas.
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