G20 deverá ter novo encontro no início de 2009, afirma Amorim
da Efe, em Washington
Os membros do G20 (que reúne os países mais ricos e os principais emergentes) preparam uma cúpula de chefes de Estado que será realizada no final de fevereiro ou em março no Reino Unido, informou hoje o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.
Segundo ele, "seria natural" que a reunião fosse no Reino unido, porque será o próximo país que presidirá o G20 --atualmente liderado pelo Brasil--, disse o chanceler em Washington, onde amanhã serão realizadas as reuniões de trabalho dos chefes de Estado do grupo sobre a crise financeira internacional.
O ministro disse que na reunião na capital americana deverão ser criados grupos de trabalho para preparar as propostas detalhadas para redesenhar o sistema financeiro.
| Molly Riley/Reuters |
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| Cúpula do G20 nos EUA abrirá caminho para novo sistema financeiro mundial |
"Todos os países admitem a necessidade da regulação do sistema financeiro para devolver a confiança, que existam regras claras, transparência. Poderá haver divergência sobre o tipo de regulação", acrescentou o ministro da Fazenda, Guido Mantega.
Ele pediu mais gastos públicos em nível mundial para evitar a possibilidade de uma recessão global.
Ao mesmo tempo, enfatizou que "a política monetária e fiscal deve ser harmonizada" entre as nações, para evitar que alguns injetem liquidez e outros se beneficiem dessas medidas, mas não façam contribuições próprias à solução do problema.
Os ministros falaram à imprensa após as reuniões que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manteve com os primeiros-ministros do Reino Unido, Gordon Brown, e da Austrália, Kevin Rudd, com os quais houve 'muita sintonia", segundo declararam.
Hoje, os líderes se reunirão em um jantar oferecido pelo presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, na Casa Branca. A grande ausência da reunião será o presidente eleito dos EUA, Barack Obama, mas a delegação brasileira disse esperar que apoiará ainda com mais energia a necessidade de que o governo afrouxe o bolso para revitalizar a economia.
"O que se espera de Obama é que ele vá mais fundo [que a Administração atual]", apontou Mantega.
Na cúpula, o Brasil pressionará para que no comunicado final seja mencionado o fim do ano como a meta para alcançar um acordo nos assuntos mais polêmicos das negociações da Rodada Doha da OMC (Organização Mundial do Comércio).
Essa foi também a posição do secretário-geral dessa entidade, o francês Pascal Lamy, que disse que é possível um pacto sobre a redução dos obstáculos ao comércio em agricultura e bens industriais para essa data.
"O comércio é como uma bicicleta, ou você anda para a frente o você cai", Amorim.
| Rodrigo Paiva/Reuters |
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| Sem medidas concretas contra crise, G20 defende reformulação de órgãos globais |
São Paulo
Os ministros de finanças e dos bancos centrais do G20 estiveram reunidos no último fim de semana em São Paulo, em trabalho de preparação para o encontro deste fim de semana nos Estados Unidos.
Apesar de não terem sido apresentadas propostas, os representantes dos países do G20 sugeriram que ocorra uma série de mudanças na estrutura dos órgãos financeiros internacionais, como o FMI, um maior controle sobre a movimentação de investidores e mais medidas de estímulo ao crescimento econômico.
A expectativa é que desta reunião em Washington saiam medidas objetivas contra a crise financeira internacional. O encontro ocorre em um clima de preocupação perante o agravamento dos problemas econômicos nos Estados Unidos e Europa.
Interesses divergentes
Trata-se de um grupo heterogêneo que expressou diversos interesses, por isso que se corre o perigo de que a cúpula se desintegre em um festival de recriminações sobre quem tem a culpa pelos "destroços", segundo os analistas.
Alguns dos participantes pediram uma redefinição do sistema financeiro mundial e criticaram o capitalismo com selo americano.
Por outro lado, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, afirmou hoje em uma mensagem pelo rádio que "a intervenção do governo não é uma cura para tudo".
Apesar das divergências, parece provável que os participantes da cúpula se coloquem de acordo em uma série de princípios que guiem as mudanças no entrecruzamento financeiro, que já deixem marcada uma nova reunião e deixem os detalhes para mais adiante.
| Pablo Martinez Monsivais/AP |
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| Porta-voz da Casa Branca, Dana Perino, disse EUA apóiam regulação, com ressalvas |
Uma das idéias que ganhou força é a criação de um "colégio de supervisores", um ente que agrupe representantes das agências de regulação para vigiar os principais bancos do mundo, cujos "tentáculos" dão a volta ao planeta.
Regulação
A porta-voz do presidente, Dana Perino, disse hoje que os Estados Unidos apóiam essa proposta. Trata-se de um projeto muito mais modesto que o estabelecimento de uma agência única de regulação internacional adiantada pela França e à qual os EUA se opõem.
O resultado mais tangível da cúpula provavelmente será um aumento das contribuições ao Fundo Monetário Internacional, para que atue como bombeiro, enquanto as chamas devoram as contas de um país. O primeiro-ministro japonês, Taro Aso, oferecerá US$ 100 bilhões à entidade, informou nesta sexta-feira em comunicado.
O Fundo também bateu à porta da China e dos países exportadores de petróleo. O organismo conta com US$ 200 bilhões e pode obter facilmente outros US$ 50 bilhões, mas se um país grande como a Polônia ou a Turquia tiver problemas, suas reservas evaporariam.
Não há muitos países onde os dólares estejam sobrando atualmente. A zona do euro está oficialmente em recessão, depois que hoje se confirmou uma contração no terceiro trimestre, o segundo exercício consecutivo de baixa do Produto Interno Bruto (PIB).
As vendas no varejo caíram em outubro 2,8% nos Estados Unidos, um número recorde, que supera a diminuição de novembro de 2001, quando os consumidores estavam comovidos pelos atentados em Nova York e Washington. Estes dados acrescentam urgência ao debate na cúpula, que vai durar dois dias.
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Ô Bama! Você não aprende mesmo né?
Tá achando que ainda está em um daqueles palanques da campanha, quando a platéia aplaudia o tempo todo?
Aos poucos, está aprendendo que o buraco é mais embaixo.
Foi á China, fazer média com os comunistas escravagistas e tomou uma raquetada, ao acusarem os EUA de protecionistas.
O detalhe aí, é que NINGUÉM no mundo é mais protecionista que República Popular da China.
Aposto que Obama ouviu á tudo calado, e saiu de fininho, como está sendo até agora, sua "marca" registrada...
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