Para chanceler argentino, emergentes não devem pagar por crise que não geraram
da Efe, em Washington
O chanceler da Argentina, Jorge Taiana, disse nesta sexta-feira (14) que o G20 (Grupo que reúne os países mais ricos e os principais emergentes) precisa se consolidar para evitar que a crise financeira afete os países emergentes que, em sua opinião, não devem pagar por uma crise que não geraram.
O chanceler faz parte da comitiva que acompanha a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, para participar da Cúpula do G20, amanhã, em Washington, e que durante todo o dia teve a agenda ocupada por reuniões bilaterais.
Taiana lembrou que os países em desenvolvimento foram responsáveis por dois terços do crescimento mundial nos últimos anos e, por isso, "é preciso tentar que mantenham seu nível de atividade e [tentar] evitar que uma crise que não foi originada em nossos países possa acontecer".
O diplomata afirmou que os estímulos dos países desenvolvidos "devem estar orientados ao fortalecimento da demanda e da economia real", para manter o consumo e evitar que a recessão afete os emergentes.
Entre as reuniões bilaterais na véspera da Cúpula do G20, Cristina se encontrou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para definir uma postura que destaque "a importância de coordenar posições" para defender o emprego e fortalecer a economia de seus países antes que eles sejam afetados pela crise.

