Mantega diz que mundo corre risco de recessão virar depressão
Pedro Nicolaci da Costa
da Reuters, em Washington
Os líderes mundiais que formam o G20 (grupo que reúne os países mais ricos e os principais emergentes) devem encontrar soluções concretas e coordenadas para prevenir que a atual recessão se torne uma depressão, afirmou o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Segundo o ministro, o G20 deve trabalhar para chegar a reformas de regulação e gastos governamentais coordenados em um esforço para ressuscitar o debilitado crescimento global.
Mantega disse que as expectativas de populações de vários países eram altas de que medidas reais para aliviar a crise seriam tomadas e que para reanimar a confiança é preciso haver regras claras e mais transparência. "Se não tomarmos uma ação rápida corremos o risco de cair em depressão", disse Mantega.
| Joel Silva/7.nov.2007/Folha Imagem |
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| G20 deve prevenir que a recessão se torne uma depressão, diz ministro Guido Mantega |
Assim como Mantega, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, enfatizou a importância de levar adiante as negociações da Rodada Doha de comércio internacional, dizendo que as grandes economias mundiais deveriam tomar cuidado para não deixar que a crise vire uma desculpa para o protecionismo. "Integrar o comércio global é como andar de bicicleta --ou você vai para a frente ou cai".
Amorim disse que a ação fiscal coordenada de parte das principais economias é uma prioridade para o Brasil, embora ele não tenha revelado o quanto o governo brasileiro pretende gastar.
Socorro
Os Estados Unidos, além de aprovarem um polêmico pacote de US$ 700 bilhões que até agora não resolveu as turbulências nos mercados de crédito, também gastaram US$ 150 bilhões em um pacote de estímulo econômico dedicado principalmente a consumidores da classe média. Líderes do Congresso norte-americano disseram que tentarão em breve aprovar mais um plano de estímulo, talvez até maior que o primeiro, embora a Casa Branca se oponha.
De sua parte, a China separou 586 bilhões, uma quantia ainda maior que a dos Estados Unidos se comparada à sua produção, para medidas destinadas a reanimar seu crescimento contínuo.
Autoridades brasileiras não acreditam que um pacote do tipo seja necessário no país. "O Brasil não corre risco de recessão", disse Mantega, sugerindo que o cenário está mais favorável do que para os países mais desenvolvidos. Ainda assim, o país não tem estado imune à crise, que tem afetado principalmente o mercado financeiro.
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Em São Paulo, capital, 5% do PIB é da administração pública, o resto é privado, ou seja, 95% de gente ralando de verdade.
Conclusão: Isso é um dado interessante de quem realmente trabalha nesse país e sustenta toda a embromação de , por exemplo, Brasília.
Brasil é isso: Todos ralando para sustentar Brasília que vive de 100% de dinheiro público.
[]s
Eduardo.
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