Lula diz que países ricos devem resolver problemas para evitar alastramento da crise
MYLENA FIORI
da Agência Brasil, em Washington
da Folha Online
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que países ricos devem resolver seus problemas para evitar alastramento da crise. A exemplo do que fez na abertura da reunião de ministros de economia e presidentes de bancos centrais do G20 (grupo que reúne os países mais ricos e os principais emergentes), há uma semana, em São Paulo, Lula pedirá que os países ricos assumam sua responsabilidade pela crise.
"A melhor solução para evitar que a crise se alastre é os países ricos resolverem seus problemas. É a primeira vez que os problemas não estão nos países pobres", afirmou. "Não adianta ficar procurando medidas paliativas se não resolver o problema crônico da política econômica americana e da política econômica européia".
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| Gary Fabiano/Efe |
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| Lula e Bush se encontraram em jantar na Casa Branca, antes da abertura do G20 |
Lula reconhece que a situação de Bush é delicada, mas acredita que será possível sinalizar ao mundo que a crise será superada mais rápido do que se espera.
"A situação americana é delicadíssima, tem uma transição entre o presidente que vai sair e o presidente que vai entrar, mas acho que o presidente Bush tem que assumir a responsabilidade de que é o presidente até o dia 20 de janeiro e não pode vacilar na questão do tratamento da crise".
Fortalecimento
O fortalecimento do G20 como instância de articulação de políticas econômicas será uma das principais propostas brasileiras nas discussões sobre mercados financeiros e economia global, neste sábado, em Washington.
"O G8 [grupo das sete maiores economias do mundo mais a Rússia] não tem mais razão de ser, é preciso levar em conta as economias emergentes no mundo globalizado de hoje", disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em rápida conversa com jornalistas, antes da reunião, Lula disse que também defenderá a regulação dos mercados financeiros --o mesmo que já foi dito ontem, em jantar com chefes de Estado na Casa Branca.
"Eu disse ontem que a vida inteira, quando eu era metalúrgico, para comprar uma televisão eu tinha que fazer 40 ou 60 horas extras por mês. Não é justo que alguém fique bilionário sem produzir uma única folha de papel, sem produzir um único emprego, sem produzir um único salário", afirmou o presidente.
Pela proposta brasileira, caberia ao G20 a regulação dos mercados. "Se conseguirmos fazer isso, já é uma coisa extremamente importante", disse Lula.
O presidente se mostrou otimista quanto ao encontro de hoje, apesar das diferenças de posições já explicitadas pelos Estados Unidos e outros países quanto a temas-chave, como a regulamentação e supervisão das operações financeiras.
| Rodrigo Paiva/Reuters |
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| Sem medidas concretas, G20 defende reformulação de órgãos globais em SP |
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, é a favor do livre mercado e era "teoricamente favorável" à regulamentação de mercados --acha que cada país deve tratar do seu quintal. Para dificultar consensos, o presidente norte-americano, que está em final de mandato, tem posições diferentes das de seu sucessor, o democrata Barack Obama, que toma posse em 20 de janeiro.
Mais cedo, os ministros Celso Amorim (Relações Exteriores) e Guido Mantega (Fazenda) disseram que o objetivo geral da reunião deverá ser a busca de mecanismos para reduzir o custo do crédito e tornar o dinheiro mais disponível, explicaram. O Brasil insistirá na "importância de se relançar a economia mundial de forma coordenada", disse Amorim.
Mantega destacou que é preciso estabelecer um "programa de políticas monetárias, reduzindo as taxas de juros, aumentando o crédito e fazendo com que a liquidez chegue ao consumidor e ao produtor", isto acompanhado de um aumento de gastos do setor público.
Lula participa das sessões plenárias do G20 financeiro e terá almoço com os chefes de Estado e de governo para tratar da Rodada Doha. Antes de voltar ao Brasil, ainda terá encontro com o presidente da China, Hu Jintao.
Com agências internacionais
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Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
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Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
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