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Dinheiro
15/11/2008 - 13h36

Lula diz que países ricos devem resolver problemas para evitar alastramento da crise

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MYLENA FIORI
da Agência Brasil, em Washington
da Folha Online

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que países ricos devem resolver seus problemas para evitar alastramento da crise. A exemplo do que fez na abertura da reunião de ministros de economia e presidentes de bancos centrais do G20 (grupo que reúne os países mais ricos e os principais emergentes), há uma semana, em São Paulo, Lula pedirá que os países ricos assumam sua responsabilidade pela crise.

"A melhor solução para evitar que a crise se alastre é os países ricos resolverem seus problemas. É a primeira vez que os problemas não estão nos países pobres", afirmou. "Não adianta ficar procurando medidas paliativas se não resolver o problema crônico da política econômica americana e da política econômica européia".

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Gary Fabiano/Efe
Lula e Bush se encontraram em jantar na Casa Branca, antes da abertura do G20
Lula e Bush se encontraram em jantar na Casa Branca, antes da abertura do G20

Lula reconhece que a situação de Bush é delicada, mas acredita que será possível sinalizar ao mundo que a crise será superada mais rápido do que se espera.

"A situação americana é delicadíssima, tem uma transição entre o presidente que vai sair e o presidente que vai entrar, mas acho que o presidente Bush tem que assumir a responsabilidade de que é o presidente até o dia 20 de janeiro e não pode vacilar na questão do tratamento da crise".

Fortalecimento

O fortalecimento do G20 como instância de articulação de políticas econômicas será uma das principais propostas brasileiras nas discussões sobre mercados financeiros e economia global, neste sábado, em Washington.

"O G8 [grupo das sete maiores economias do mundo mais a Rússia] não tem mais razão de ser, é preciso levar em conta as economias emergentes no mundo globalizado de hoje", disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em rápida conversa com jornalistas, antes da reunião, Lula disse que também defenderá a regulação dos mercados financeiros --o mesmo que já foi dito ontem, em jantar com chefes de Estado na Casa Branca.

"Eu disse ontem que a vida inteira, quando eu era metalúrgico, para comprar uma televisão eu tinha que fazer 40 ou 60 horas extras por mês. Não é justo que alguém fique bilionário sem produzir uma única folha de papel, sem produzir um único emprego, sem produzir um único salário", afirmou o presidente.

Pela proposta brasileira, caberia ao G20 a regulação dos mercados. "Se conseguirmos fazer isso, já é uma coisa extremamente importante", disse Lula.

O presidente se mostrou otimista quanto ao encontro de hoje, apesar das diferenças de posições já explicitadas pelos Estados Unidos e outros países quanto a temas-chave, como a regulamentação e supervisão das operações financeiras.

Rodrigo Paiva/Reuters
Sem medidas concretas, G20 defende reformulação de órgãos globais em SP
Sem medidas concretas, G20 defende reformulação de órgãos globais em SP

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, é a favor do livre mercado e era "teoricamente favorável" à regulamentação de mercados --acha que cada país deve tratar do seu quintal. Para dificultar consensos, o presidente norte-americano, que está em final de mandato, tem posições diferentes das de seu sucessor, o democrata Barack Obama, que toma posse em 20 de janeiro.

Mais cedo, os ministros Celso Amorim (Relações Exteriores) e Guido Mantega (Fazenda) disseram que o objetivo geral da reunião deverá ser a busca de mecanismos para reduzir o custo do crédito e tornar o dinheiro mais disponível, explicaram. O Brasil insistirá na "importância de se relançar a economia mundial de forma coordenada", disse Amorim.

Mantega destacou que é preciso estabelecer um "programa de políticas monetárias, reduzindo as taxas de juros, aumentando o crédito e fazendo com que a liquidez chegue ao consumidor e ao produtor", isto acompanhado de um aumento de gastos do setor público.

Lula participa das sessões plenárias do G20 financeiro e terá almoço com os chefes de Estado e de governo para tratar da Rodada Doha. Antes de voltar ao Brasil, ainda terá encontro com o presidente da China, Hu Jintao.

Com agências internacionais

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (442) 04/12/2009 11h31
Eduardo Giorgini (442) 04/12/2009 11h31
Concordo!
Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
sem opinião
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celso assis (77) 03/12/2009 10h03
celso assis (77) 03/12/2009 10h03
Falando ironicamente :
Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
19 opiniões
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Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
A repeito da recuperação de mercados..... A dizer da econômia brasileira, no termo equilibrio, travessia, em termos econômicos um bom comparativo, uma ponte, com bons fundamentos (extrutura), tensionada, fortemente exigida, mas com capacidade para resistir, suportar "o uso" e "abusos". Com isto certamente possibilita um avanço significativo em termos econômicos, em ganhos em diversos niveis, um crecimento, uma melhoria de padrão geral, a formação de um novo conceito de solidez, de desenvolvimento como um todo. Imperativo o controle de gastos "em época eleitoral", os famosos desperdicios, as demagogias, erros, politicagem,propaganda enganosa. época que se faz nescessário ampliação de critérios, e cobranças com os gastos, em obras sem útilidade efetiva, e ou duradoura. Do história inicio de ano, época de férias.....atividades reduzidas, coisas se bem pensadas e organizadas podem dar bons resultados aos trabalhadores, empresas, consumidor, já no trimestre seguinte, cautela, controles, agilidade operacional, e de sistemas produtivos, ...... 2 opiniões
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