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Dinheiro
15/11/2008 - 17h36

Países do G20 se comprometem a fortalecer regulação dos mercados financeiros

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colaboração para a Folha Online

Atualizada às 18h50

Na declaração final da Cúpula do G20, neste sábado em Washington (EUA), os líderes se comprometeram a realizar uma reforma dos mercados financeiros por maior transparência e regulação, e que promova uma maior integridade no sistema. Além disso, o documento mostra que existe consenso entre os países quanto a necessidade de reformar instituições financeiras internacionais.

"Estamos decididos a aumentar nossa cooperação e trabalhar juntos para restaurar o crescimento global e aprovar as reformas necessárias nos sistemas financeiros mundiais", afirma o comunicado.

Leia íntegra da declaração final do G20, em inglês
Leia a cobertura completa sobre a crise dos EUA

No documento, os líderes do grupo --cujos países representam 85% da economia mundial-- se comprometem a aplicar medidas fiscais para estimular as economias nacionais, e lista seis áreas que devem ser priorizadas antes de 31 de março de 2009.

As prioridades apontadas são: a reforma dos aspectos da regulação que colaboram para a crise, as normas de contabilidade, a transparência dos mercados derivados, as práticas de remuneração e a avaliação das necessidades de capital das instituições financeiras internacionais.

Yuri Gripas/Reuters
Líderes do G20 afirmaram em Washington que vão realizar reformas nos mercados financeiros, como maior regulação e transparência
Líderes do G20 afirmaram em Washington que vão realizar reformas nos mercados financeiros, como maior regulação e transparência

Os ministros das Finanças dos países do G20 também deverão estabelecer uma lista das entidades financeiras cuja quebra afetaria gravemente o conjunto do sistema.

Poder para emergentes

O documento do G20 apontou que os líderes que participaram da reunião concordaram em aumentar a representação dos países em desenvolvimento no FMI (Fundo Monetário Internacional) e no Banco Mundial.

"Estamos decididos a fazer avançar a reforma das instituições de Bretton Woods, de forma a refletir melhor a evolução dos respectivos pesos econômicos na economia mundial para aumentar sua legitimidade e eficácia", destaca o texto.

"Nesse sentido, as economias emergentes e em desenvolvimento, incluindo os países mais pobres, devem ter sua voz mais ouvida e ser melhor representados", afirma o comunicado oficial.

Balanço

Na reunião em Washington, os Chefes de Estado e governo do G20 concordaram em se reunir novamente antes do dia 30 de abril de 2009, "com o objetivo de verificar a execução dos princípios e decisões" adotados neste sábado.

Jim Young/Reuters
Ministro brasileiro afirmou que Lula e Bush ficaram satisfeitos com declaração do G20
Ministro brasileiro afirmou que Lula e Bush ficaram satisfeitos com declaração do G20

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, propôs que o próximo encontro do grupo aconteça em Londres, já que o Reino Unido deve ser o próximo país a assumir a presidência rotativa do G20, atualmente exercida pelo Brasil.

"Proponho que a próxima [cúpula] aconteça no país que se encarregará da presidência do G20" em 2009, declarou Sarkozy, antes de acrescentar: "em Londres".

Ampliação

O ministro da Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, afirmou hoje que no futuro o G20 pode passar a ser formado por mais países. "Pode ser que de agora até a reunião no Reino Unido o G20 se transforme em um G22", disse em alusão a uma possível entrada no grupo de Espanha e Holanda, que participam do evento como convidados.

O Brasil expressou apoio à participação da Espanha na próxima cúpula e mencionou a possibilidade de sua integração formal no grupo. "A Espanha é bem-vinda para o próximo encontro", declarou Amorim, esclarecendo que quem fará os convites será o Reino Unido.

Segundo Amorim, o G20 efetivamente substituiu o G8, das nações mais industrializadas do mundo, nas discussões econômicas globais. Tanto o Brasil quanto os Estados Unidos estão satisfeitos com o documento oficial do encontro, de acordo com o ministro. "Ele [o documento] inclui medidas desejadas para uma supervisão [financeira] maior e os passos coordenados para estimular a economia. Ele consolida o processo do G20", declarou.

Com agências internacionais

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (442) 04/12/2009 11h31
Eduardo Giorgini (442) 04/12/2009 11h31
Concordo!
Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
sem opinião
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celso assis (77) 03/12/2009 10h03
celso assis (77) 03/12/2009 10h03
Falando ironicamente :
Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
19 opiniões
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Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
A repeito da recuperação de mercados..... A dizer da econômia brasileira, no termo equilibrio, travessia, em termos econômicos um bom comparativo, uma ponte, com bons fundamentos (extrutura), tensionada, fortemente exigida, mas com capacidade para resistir, suportar "o uso" e "abusos". Com isto certamente possibilita um avanço significativo em termos econômicos, em ganhos em diversos niveis, um crecimento, uma melhoria de padrão geral, a formação de um novo conceito de solidez, de desenvolvimento como um todo. Imperativo o controle de gastos "em época eleitoral", os famosos desperdicios, as demagogias, erros, politicagem,propaganda enganosa. época que se faz nescessário ampliação de critérios, e cobranças com os gastos, em obras sem útilidade efetiva, e ou duradoura. Do história inicio de ano, época de férias.....atividades reduzidas, coisas se bem pensadas e organizadas podem dar bons resultados aos trabalhadores, empresas, consumidor, já no trimestre seguinte, cautela, controles, agilidade operacional, e de sistemas produtivos, ...... 2 opiniões
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