Países do G20 se comprometem a fortalecer regulação dos mercados financeiros
colaboração para a Folha Online
Atualizada às 18h50
Na declaração final da Cúpula do G20, neste sábado em Washington (EUA), os líderes se comprometeram a realizar uma reforma dos mercados financeiros por maior transparência e regulação, e que promova uma maior integridade no sistema. Além disso, o documento mostra que existe consenso entre os países quanto a necessidade de reformar instituições financeiras internacionais.
"Estamos decididos a aumentar nossa cooperação e trabalhar juntos para restaurar o crescimento global e aprovar as reformas necessárias nos sistemas financeiros mundiais", afirma o comunicado.
Leia íntegra da declaração final do G20, em inglês
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No documento, os líderes do grupo --cujos países representam 85% da economia mundial-- se comprometem a aplicar medidas fiscais para estimular as economias nacionais, e lista seis áreas que devem ser priorizadas antes de 31 de março de 2009.
As prioridades apontadas são: a reforma dos aspectos da regulação que colaboram para a crise, as normas de contabilidade, a transparência dos mercados derivados, as práticas de remuneração e a avaliação das necessidades de capital das instituições financeiras internacionais.
| Yuri Gripas/Reuters |
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| Líderes do G20 afirmaram em Washington que vão realizar reformas nos mercados financeiros, como maior regulação e transparência |
Os ministros das Finanças dos países do G20 também deverão estabelecer uma lista das entidades financeiras cuja quebra afetaria gravemente o conjunto do sistema.
Poder para emergentes
O documento do G20 apontou que os líderes que participaram da reunião concordaram em aumentar a representação dos países em desenvolvimento no FMI (Fundo Monetário Internacional) e no Banco Mundial.
"Estamos decididos a fazer avançar a reforma das instituições de Bretton Woods, de forma a refletir melhor a evolução dos respectivos pesos econômicos na economia mundial para aumentar sua legitimidade e eficácia", destaca o texto.
"Nesse sentido, as economias emergentes e em desenvolvimento, incluindo os países mais pobres, devem ter sua voz mais ouvida e ser melhor representados", afirma o comunicado oficial.
Balanço
Na reunião em Washington, os Chefes de Estado e governo do G20 concordaram em se reunir novamente antes do dia 30 de abril de 2009, "com o objetivo de verificar a execução dos princípios e decisões" adotados neste sábado.
| Jim Young/Reuters |
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| Ministro brasileiro afirmou que Lula e Bush ficaram satisfeitos com declaração do G20 |
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, propôs que o próximo encontro do grupo aconteça em Londres, já que o Reino Unido deve ser o próximo país a assumir a presidência rotativa do G20, atualmente exercida pelo Brasil.
"Proponho que a próxima [cúpula] aconteça no país que se encarregará da presidência do G20" em 2009, declarou Sarkozy, antes de acrescentar: "em Londres".
Ampliação
O ministro da Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, afirmou hoje que no futuro o G20 pode passar a ser formado por mais países. "Pode ser que de agora até a reunião no Reino Unido o G20 se transforme em um G22", disse em alusão a uma possível entrada no grupo de Espanha e Holanda, que participam do evento como convidados.
O Brasil expressou apoio à participação da Espanha na próxima cúpula e mencionou a possibilidade de sua integração formal no grupo. "A Espanha é bem-vinda para o próximo encontro", declarou Amorim, esclarecendo que quem fará os convites será o Reino Unido.
Segundo Amorim, o G20 efetivamente substituiu o G8, das nações mais industrializadas do mundo, nas discussões econômicas globais. Tanto o Brasil quanto os Estados Unidos estão satisfeitos com o documento oficial do encontro, de acordo com o ministro. "Ele [o documento] inclui medidas desejadas para uma supervisão [financeira] maior e os passos coordenados para estimular a economia. Ele consolida o processo do G20", declarou.
Com agências internacionais
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Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
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Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
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