Dinheiro
15/11/2008 - 19h31

Em dia "histórico", Lula afirma que G8 vai se tornar clube de amigos

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colaboração para a Folha Online

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse neste sábado (15) que a Cúpula do G20 (que reúne os países mais ricos e os principais emergentes), realizada em Washington (EUA), foi histórica e representa uma mudança no panorama político mundial. Após esse encontro, Lula declarou que o G8 --formado pelos sete países mais ricos e Rússia-- se transformará em apenas "um clube de amigos".

Leia íntegra da declaração final do G20, em inglês
Leia a cobertura completa sobre a crise dos EUA

"Apenas posso dizer que o dia de hoje é histórico", afirmou Lula em breves declarações após a reunião para iniciar o processo de reforma do sistema financeiro mundial.

"Saio daqui com a certeza de que a geografia política do mundo ganhou uma nova dimensão", afirmou o presidente brasileiro antes de se reunir com seu colega chinês, Hu Jintao.

O Brasil reivindicou durante anos uma maior influência dos países em desenvolvimento nos fóruns e instituições internacionais, assim como sua entrada no G8. Para o presidente, o sucesso da primeira reunião do G20 ainda não representa o fim do G8.

O presidente brasileiro afirmou que há seis meses nunca teria imaginado que o G20 ia ser o grupo escolhido "para definir de forma coletiva a reforma da economia mundial".

Acordo

Na declaração final da Cúpula do G20, os líderes se comprometeram a realizar uma reforma dos mercados financeiros por maior transparência e regulação, e que promova uma maior integridade no sistema. Além disso, o documento mostra que existe consenso entre os países quanto a necessidade de reformar instituições financeiras internacionais.

No documento, os líderes do grupo --cujos países representam 85% da economia mundial-- se comprometem a aplicar medidas fiscais para estimular as economias nacionais, e lista seis áreas que devem ser priorizadas antes de 31 de março de 2009.

As prioridades apontadas são: a reforma dos aspectos da regulação que colaboram para a crise, as normas de contabilidade, a transparência dos mercados derivados, as práticas de remuneração e a avaliação das necessidades de capital das instituições financeiras internacionais.

Poder para emergentes

O documento apontou que os líderes do G20 concordaram em aumentar a representação dos países em desenvolvimento no FMI (Fundo Monetário Internacional) e no Banco Mundial. "Estamos decididos a fazer avançar a reforma das instituições de Bretton Woods, de forma a refletir melhor a evolução dos respectivos pesos econômicos na economia mundial para aumentar sua legitimidade e eficácia", destaca o texto.

"Nesse sentido, as economias emergentes e em desenvolvimento, incluindo os países mais pobres, devem ter sua voz mais ouvida e ser melhor representados", afirma o comunicado oficial.

Na reunião em Washington, os Chefes de Estado e governo do G20 concordaram em se reunir novamente antes do dia 30 de abril de 2009, "com o objetivo de verificar a execução dos princípios e decisões" adotados neste sábado.

Comentários dos leitores
celso assis (73) 29/11/2009 20h04
celso assis (73) 29/11/2009 20h04
E OS IMÓVEIS NO BRASIL QUE SUBIRAM NO MINIMO 30 A 40% NOS ULTIMOS 12 MESES VÀO DAR SEU TOMBO QDO? sem opinião
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celso assis (73) 29/11/2009 20h02
celso assis (73) 29/11/2009 20h02
Enqto o presidente do Bco. Central Sr. Meirelles, avisa que vai tudo bem, mas poderá haver problemas à frente, portanto evitem exuberância irracional, os gananciosos chefões do Bradesco e Itau, bancos especialistas em esfoliar seus clientes e o povão, dizem que só há maravilhas a frente. QUE DIFERENÇA NÃO. sem opinião
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O Pacificador (224) 29/11/2009 15h33
O Pacificador (224) 29/11/2009 15h33
"Crise em Dubai pode ameaçar países emergentes..."
A grande pergunta aqui é se esse "problema" em Dubai, é o reflexo ainda da crise de um ano atrás, ou é o aviso que a tal crise ainda não acabou e está agora entrando em outra fase?
Portanto, Dubai é reflexo, consequência ou início de um novo ciclo de destruição econômica?
sem opinião
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