Em dia "histórico", Lula afirma que G8 vai se tornar clube de amigos
colaboração para a Folha Online
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse neste sábado (15) que a Cúpula do G20 (que reúne os países mais ricos e os principais emergentes), realizada em Washington (EUA), foi histórica e representa uma mudança no panorama político mundial. Após esse encontro, Lula declarou que o G8 --formado pelos sete países mais ricos e Rússia-- se transformará em apenas "um clube de amigos".
Leia íntegra da declaração final do G20, em inglês
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"Apenas posso dizer que o dia de hoje é histórico", afirmou Lula em breves declarações após a reunião para iniciar o processo de reforma do sistema financeiro mundial.
"Saio daqui com a certeza de que a geografia política do mundo ganhou uma nova dimensão", afirmou o presidente brasileiro antes de se reunir com seu colega chinês, Hu Jintao.
O Brasil reivindicou durante anos uma maior influência dos países em desenvolvimento nos fóruns e instituições internacionais, assim como sua entrada no G8. Para o presidente, o sucesso da primeira reunião do G20 ainda não representa o fim do G8.
O presidente brasileiro afirmou que há seis meses nunca teria imaginado que o G20 ia ser o grupo escolhido "para definir de forma coletiva a reforma da economia mundial".
Acordo
Na declaração final da Cúpula do G20, os líderes se comprometeram a realizar uma reforma dos mercados financeiros por maior transparência e regulação, e que promova uma maior integridade no sistema. Além disso, o documento mostra que existe consenso entre os países quanto a necessidade de reformar instituições financeiras internacionais.
No documento, os líderes do grupo --cujos países representam 85% da economia mundial-- se comprometem a aplicar medidas fiscais para estimular as economias nacionais, e lista seis áreas que devem ser priorizadas antes de 31 de março de 2009.
As prioridades apontadas são: a reforma dos aspectos da regulação que colaboram para a crise, as normas de contabilidade, a transparência dos mercados derivados, as práticas de remuneração e a avaliação das necessidades de capital das instituições financeiras internacionais.
Poder para emergentes
O documento apontou que os líderes do G20 concordaram em aumentar a representação dos países em desenvolvimento no FMI (Fundo Monetário Internacional) e no Banco Mundial. "Estamos decididos a fazer avançar a reforma das instituições de Bretton Woods, de forma a refletir melhor a evolução dos respectivos pesos econômicos na economia mundial para aumentar sua legitimidade e eficácia", destaca o texto.
"Nesse sentido, as economias emergentes e em desenvolvimento, incluindo os países mais pobres, devem ter sua voz mais ouvida e ser melhor representados", afirma o comunicado oficial.
Na reunião em Washington, os Chefes de Estado e governo do G20 concordaram em se reunir novamente antes do dia 30 de abril de 2009, "com o objetivo de verificar a execução dos princípios e decisões" adotados neste sábado.
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A grande pergunta aqui é se esse "problema" em Dubai, é o reflexo ainda da crise de um ano atrás, ou é o aviso que a tal crise ainda não acabou e está agora entrando em outra fase?
Portanto, Dubai é reflexo, consequência ou início de um novo ciclo de destruição econômica?
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