Líderes do G20 querem solução à Rodada Doha até o fim deste ano
DOUG PALMER
da Reuters, em Washington
Líderes mundiais do G20 (grupo que reúne os países desenvolvidos e emergentes) concordaram em se empenhar para finalizar as longas conversas sobre a Rodada Doha, de liberalização do comércio mundial, até o final do ano e garantiram não levantar novas barreiras comerciais nos próximos 12 meses.
"Há um esforço determinado para ver se nós não podemos completar as modalidades de Doha até o final de dezembro", afirmou o presidente norte-americano, George W. Bush, referindo-se aos principais detalhes de como os países irão cortar os subsídios agrícolas e as tarifas sobre bens agrícolas e manufaturados.
"Este é um objetivo difícil, mas um que temos que levantar nesta ocasião para alcançarmos", disse o primeiro-ministro australiano, Kevin Rudd. A reunião do G20, para tratar da crise financeira global, reuniu importantes participantes da Rodada Doha, incluindo os Estados Unidos, a União Européia, Brasil, China, Japão, Austrália, Reino Unido, França, entre outros.
| Gerald Herbert/15.nov.2008/AP |
![]() |
| Líderes mundiais concordaram em se empenhar para finalizar as longas conversas sobre a Rodada Doha até o final do ano |
A Rodada Doha foi deixada de lado de uma crise a outra desde que os países decidiram iniciar as negociações na capital do Catar, no dia 14 de novembro de 2001. Com a saída de Bush do governo em 20 de janeiro, vários países gostariam de resolver os fundamentos do acordo de Doha antes que seu sucessor, o presidente eleito Barack Obama, assuma o controle do país. "Se há uma vontade política, seria bom se nós pudéssemos chegar a um acordo na Rodada Doha com a atual administração norte-americana", afirmou a chanceler alemã, Angela Merkel.
O diretor-geral da OMC (Organização Mundial de Comércio), Pascal Lamy, disse em um comunicado que o documento do G20 --feito na reunião em Washington neste sábado-- forneceu à Rodada Doha um "estímulo político bastante necessário". "O que nós precisamos agora é que essa forte demonstração de apoio seja traduzida em ação na mesa de negociação", acrescentou Lamy.
No documento, os líderes concordaram em trabalhar em prol de um acordo nas próximas oito semanas, que produza um "resultado ambicioso e balanceado". "Nós instruímos nossos ministros de comércio a alcançar este objetivo e estamos prontos para ajudar diretamente, se preciso. Nós também concordamos que nossos países têm a maior participação no sistema de comércio global e, portanto, cada um deve fazer contribuições positivas necessárias para atingir tal resultado", disseram os líderes.
| Michel Euler/AP |
![]() |
| Em Washington, Lula diz que G20 foi histórico e representa uma mudança no panorama político mundial |
A reunião dos ministros de Comércio em Genebra, em julho, chegou bem perto de romper o impasse Doha, mas esse esforço entrou em colapso quando os Estados Unidos se opuseram a colegas do G20, Índia e China, sobre os termos de um "mecanismo de salvaguarda especial" para proteger produtores de países pobres do aumento das importações.
Na época, o Brasil acabou por acatar a proposta da OMC, a fim de destravar as negociações, o que, para alguns, criou uma situação de mal-estar entre o páis e seus parceiros do G20, como indianos e argentinos.
Neste fim de semana, em Washington, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, enfatizou a importância de levar adiante as negociações da Rodada Doha de comércio internacional, dizendo que as grandes economias mundiais deveriam tomar cuidado para não deixar que a crise vire uma desculpa para o protecionismo.
Para Amorim, é possível concluir a Rodada Doha antes do fim de 2008, o que "ajudaria a fortalecer o multilateralismo".
"Estamos, agora, diante da grande oportunidade de dar um forte impulso às negociações, que poderão levar três ou quatro semanas, e depois concluir a rodada. Acredito que é possível e devemos tentar até a última ficha", disse Amorim na última terça-feira (11).
Leia mais
- Secretário-geral da ONU celebra plano de ação do G20
- Sede da próxima cúpula do G20 será anunciada em breve, segundo Gordon Brown
- Influência dos emergentes na cúpula do G20 é sinal de mudança nos tempos
- Desacreditada, reunião do G20 foi positiva
- Confira os pontos mais importantes adotados na Cúpula do G20
- Em dia "histórico", Lula afirma que G8 vai se tornar clube de amigos
- Resolver crise financeira ainda vai levar algum tempo, afirma Bush
- Países do G20 se comprometem a fortalecer regulação dos mercados financeiros
Especial
- Leia o que já foi publicado sobre o G20
- Leia a cobertura completa sobre a crise dos EUA
- Navegue no melhor roteiro de cultura e diversão da internet
Livraria




Obrigado pela informação. Estamos tentando agora na Justiça, porque o INSS local diz que a doença não existe (O responsável local). Falo sério.
Para quem esta dando alta para quem tem cancer ou mãos amputadas...
Agradeço, e muito, sua colaboração, assim como agradeço à Folha de São Paulo por permitir retratar este descaso, não só comigo, mas com todos aqueles que necessitam de auxilio doença em Ponta Grossa - Paraná.
avalie fechar
Prezado colega Sr. Marco Hundsdorfer (32) 23/11/2009 19h18
Li seu comentário e achei lamentável que isso esteja acontecendo porque fibromialgia é uma forma de reumatismo associada à forma de sensibilidade de uma pessoa frente a um estímulo doloroso, envolvendo músculos, tendões e ligamentos. É bastante provável que o Sr tenha conhecimento, mas enfim, não custa nada passar esse tipo de informação, até porque, talvez seja preciso juntar uma série de informações adicionais, inclusive da Sociedade Brasileira de Reumatologia, para que o caso seja devidamente enquadrado. Mesmo tendo sido reconhecida nos USA, os profissionais da área de saúde continuavam usando a classificação do Código Internacional de Doenças (CID 10) aplicando o código M.79.0 - "Outros transtornos dos tecidos moles, não classificados em outra parte" (que por não ser específico incluía a Fibromialgia), código este fornecido pela OMS (Organização Mundial de Saúde). Ocorre que atualmente ele não é mais utilizado e, portanto, não tem mais validade para atestar a Fibromialgia porque esta Síndrome ganhou um código CID próprio, fornecido pela própria OMS, que é o código M.79.7, passando assim a ser uma patologia totalmente reconhecida. De modo que este é C.I.D válido e deve ser usado pelos profissionais da área de saúde.
avalie fechar
Prezado colega Sr. Marco Hundsdorfer (32) 23/11/2009 19h18
Na página do Ministério da Saúde > Departamento de Informática do SUS (DATASUS) > Sistemas e Aplicativos > CID 10, pode-se ter acesso ao catálogo de classificação. O fato do próprio Ministério da Saúde disponibilizar a informação é forma cabal e comprobatória da existência da patologia. Boa Sorte...
http://w3.datasus.gov.br/datasus/index.php?area=040203
avalie fechar