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Dinheiro
16/11/2008 - 20h07

Há mais promessas que ações concretas, dizem analistas sobre G20

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da Efe, em Washington

A capital dos Estados Unidos retornou neste domingo (16) à normalidade após a Cúpula do G20 (que reúne os países mais ricos e os principais emergentes), chamada de "histórica" por alguns participantes, mas na qual os observadores vêem, por enquanto, mais promessas que ações concretas.

Leia íntegra da declaração final do G20, em inglês
Leia a cobertura completa sobre a crise dos EUA

O jornal americano "The New York Times" destacou hoje que "embora as propostas tenham sido apresentadas ambiciosamente, refletem principalmente medidas que os países já tinham iniciado".

Para o jornal, o mais significativo foi a escolha do G20 como fórum de encontro, grupo que inclui nações em desenvolvimento como o Brasil, além dos países ricos.

O economista do MIT (Instituto Tecnológico de Massachusetts, na sigla em inglês) e ex-economista-chefe do FMI (Fundo Monetário Internacional), Simon Johnson, disse ao "NYT" que, para anunciar o que foi anunciado, não era necessário tamanha mobilização.

"São medidas mais que normais já que não era necessário organizar uma reunião" deste tipo, afirmou Johnson.

Os Chefes de Estado e de governo do G20 se comprometeram a atuar em várias frentes, como a supervisão adicional dos mercados e a reforma e o financiamento do FMI, uma das áreas nas quais os resultados despontam como mais tangíveis.

Declaração básica

Os líderes também defenderam políticas monetárias e fiscais para enfrentarem a forte crise econômica, se manifestaram a favor dos princípios do livre mercado e se comprometeram a lutar contra o protecionismo.

O professor da Universidade de Harvard, Kenneth Rogoff, disse à revista "BusinessWeek" que se trata de uma declaração básica de princípios na qual "todos estão de acordo".

O que está menos claro é se os integrantes do G20 compartilham a mesma visão sobre as mudanças necessárias. Para começar, a maior parte das decisões difíceis foi deixada para encontros futuros.

A próxima reunião acontecerá antes do final de abril, provavelmente em Londres, o que forçará o grande ausente da cúpula de Washington, o presidente eleito dos EUA, Barack Obama, a encarar importantes assuntos econômicos logo após chegar à Casa Branca, em 20 de janeiro.

Os analistas parecem concordar que a ausência de Obama tornou impossível conseguir acordos vinculativos. Mesmo assim, os ministros da Fazenda do G20 voltaram a seus países com uma longa lista de tarefas pendentes.

Entre as missões mais importantes está a elaboração até 31 de março de novos padrões que obriguem os participantes do complexo mercado de derivativos a aumentarem a transparência de suas operações.

Os reunidos em Washington também concordaram sobre a necessidade de uma maior supervisão das agências de classificação de risco, que deram sinal verde aos exóticos instrumentos financeiros apoiados com hipotecas de alto risco que acabaram no centro da atual hecatombe econômica e financeira.

Futuro

A rede "BBC" concluiu em uma análise em seu site que o estipulado durante a cúpula poderia conduzir a "algo significativo". Na opinião do presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, o importante agora serão "as ações de acompanhamento".

Em declarações ao jornal americano "The Wall Street Journal", o economista da Universidade Estadual da Califórnia, Sung Won Sohn, advertiu que o "progresso será difícil e lento", já que "cada país tem sua própria agenda, o que complica as coisas".

Serve como exemplo o caso do atual presidente americano, George W. Bush, que ontem se comprometeu juntamente com outros líderes do G20 a adotar medidas que impulsionem o crescimento, mas não está claro o que isto quer dizer no caso dos EUA.

O atual governo americano não apóia um pacote de estímulo fiscal adicional que deve ser submetido nos próximos dias à votação no Congresso e que implicaria, entre outras coisas, a concessão de ajudas ao setor automobilístico do país.

Seja como for, Washington mostrou ontem o caráter de urgência da situação e enviou a mensagem que não agir representa um risco muito alto.

Comentários dos leitores
Polycarpo Quaresma (37) 07/12/2009 09h15
Polycarpo Quaresma (37) 07/12/2009 09h15
O que o Brasil tem de herócico é o povo que trabalha incluindo trabalhador braçal, especializado, técnco, cientista, artistas. Nós carregamos esta País nas costas, e sustentamos toda compra de votos, assistencialista, super faturamentos, roubos e tudo mais qye está acontecendo sem opinião
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Eduardo Giorgini (444) 04/12/2009 11h31
Eduardo Giorgini (444) 04/12/2009 11h31
Concordo!
Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
5 opiniões
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mauro guanandi (54) 04/12/2009 10h32
mauro guanandi (54) 04/12/2009 10h32
sENHOR cELSO. eSTAS CERTO QUANTO AO PETRÓLEO.
O que me preocupa é q nesta aventura serao gastos 2/3 do Pib; talvez em algo inútil - em minha opiniao a dependencia do petroleo tende a diminuir com o avança cientifico de outras formas. Mas encherá os bolsos da tchurma como NUNCA ANTEZ NA HIZTÓRIA.
goebbels se revira no tumulo. a turma da propaganda do governo é mais eficiente. Bom, o povo sendo mais inculto facilita.
Diga-ma qual o erro deportugues mais forte que vistes...eu vi um tal de eduardo Souza num forum escrever falço. Voce viu algo pior?
sem opinião
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