Dinheiro
17/11/2008 - 09h39

Plano de resgate a montadoras nos EUA corre risco

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da Folha de S.Paulo

Não será fácil, para a indústria automobilística americana, conseguir do governo a ajuda necessária para continuar funcionando. Ontem, dois senadores republicanos disseram que vão se opor ao plano de resgate, proposto pelo Partido Democrata, que deve ser colocado em discussão nesta semana. A idéia dos líderes do partido do presidente eleito Barack Obama é reservar para o setor cerca de US$ 25 bilhões do já aprovado pacote de US$ 700 bilhões destinado a tentar resolver a crise econômica na qual os Estados Unidos mergulharam.

"Empresas vão à falência todos os dias e outras tomam o seu lugar ", afirmou Richard Shelby, do Alabama. "Elas [as montadoras] não estão construindo os produtos certos, não inovam. São dinossauros."

"Apenas lhes dar US$ 25 bilhões não muda nada, só adia por seis meses a hora do acerto de contas", fez coro o senador Jon Kyl, do Arizona.

O risco político de deixar à deriva empresas do porte da General Motors, da Ford e da Chrysler é considerado alto.

A GM, maior montadora do mundo e que teve prejuízo de US$ 4,2 bilhões no terceiro trimestre, disse que pode não ter capital suficiente para chegar em 2009 e não descartou pedir concordata. A Chrysler também corre risco de não sobreviver sem a ajuda do governo, na avaliação de analistas. A Ford se encontra em situação um pouco melhor do que as outras graças a uma reforma interna realizada em 2006; no entanto, seria fatalmente prejudicada pelo fechamento da GM, com a qual compartilha fornecedores.

Da teoria do "grande demais para falir", que sempre fundamentou o socorro a bancos, os políticos também estão lançando mão para explicar o intuito de jogar uma bóia para as fabricantes de veículos. Por esse raciocínio, custaria menos o auxílio do que arcar com as conseqüências das quebras.

George W. Bush é contra o plano. Obama, que venceu nos Estados do chamado "cinturão do ferro" (Illinois, Indiana e Ohio), onde as fabricantes de veículos se concentram, comentou acreditar que a ajuda é necessária, mas deveria ser fornecida como parte de uma estratégia de longo prazo para "uma indústria automobilística sustentável", não simplesmente um cheque em branco. "Se o setor entrasse em colapso, seria um desastre no ambiente atual", disse em entrevista ao programa de televisão "60 Minutos" que foi ao ar na noite de ontem. "Minha esperança é de que o debate seja a respeito de dar uma ajuda condicionada a um plano que envolva trabalhadores, gestores, fornecedores e financiadores."

Com agências internacionais

Comentários dos leitores
Guilherme Lemmi (225) 23/11/2009 14h48
Guilherme Lemmi (225) 23/11/2009 14h48
Sobre a reportagem "Livre mercado é melhor modelo econômico apesar da crise, dizem bilionários", interessante, a Folha deveria perguntar para o 1 bilhao de pessoas que passam fome no mundo, se eles concordam com essa opinião.
Ah, esqueci, essas pessoas só passam fome porque nao tiveram a 'tenacidade' para vencer na vida....
sem opinião
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JOSE MOTTA (48) 23/11/2009 13h53
JOSE MOTTA (48) 23/11/2009 13h53
ISSO É PRIMEIRO MUNDO. POVO POLITIZADO,MAS PERIMERISSIMO MUINDO SÃO ALGUS PAISES EUROPEUS E CANADÁ. ESTAMOS LONGE DE CHEGAR LÁ. sem opinião
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Eduardo Giorgini (419) 23/11/2009 10h16
Eduardo Giorgini (419) 23/11/2009 10h16
Bom dia!
Bem, essa forma de analise discordo. O que Obama fez em relação à crise foi a única opção e não devido a possíveis competências.
Isso acontece no Brasil tambem. Dizem que foi Lula que salvou o Brasil da crise, mas o que ele fez foi nada além de manter a inércia da política brasileira e com um pouco de sorte, deu certo de a crise não pegar tão forte.
Só que ao contrário do Brasil, o eleitorado Norte Americano exige mais, ainda mais depois do desastre de Bush.
Um presidente so quebra um país de for um ditador, caso contrário, setores da sociedade ajudam na tomada de decisões e o setor privado segura as pontas (que é o que acontece nos Estados Unidos e tambem no Brasil)
Inclusive hoje, um presidente não "pesa" tanto na condução de uma boa política de governo.
[]s
Eduardo.
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