Dinheiro
17/11/2008 - 13h48

Meirelles afirma que G20 tende a ocupar posição do G7 em debate global

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da Folha Online

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse nesta segunda-feira que o G20 deve se tornar o mais importante fórum mundial para o debate de questões econômicas. Segundo Meirelles, o grupo, que reúne os países mais ricos e os principais emergentes, "tende a ocupar o lugar do G7 [os países mais ricos] no longo prazo, porque os emergentes estão tendo um peso maior na economia mundial", disse ele, em palestra na sede da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), na cidade de São Paulo.

Os países do G20 ser reuniram neste final de semana num encontro de cúpula em Washington. Embora analistas manifestem reservas quanto aos efeitos práticos dessa reunião, outros apontaram que o evento teve caráter histórico: encontros para discutir os rumos da economia global, normalmente, ficaram restritos aos países participantes do G7 (grupo dos sete países mais industrializados do mundo) ou do G8 (que inclui a Rússia).

Meirelles também afirmou que, no futuro, passado o período crítico da crise, os maiores desafios do Brasil são: investimento em infra-estrutura, a melhoria do ambiente de negócios e a realização da reforma tributária. "Não podemos permitir que a crise atrase muito essa reforma", afirmou.

Câmbio

Meirelles ainda informou que, até 14 de novembro, a atuação do BC no mercado de câmbio somou US$ 46 bilhões. Desses, a parcela de US$ 30 bilhões foram em operações de "swap" cambial; outros US$ 4,1 bilhões em empréstimos para operações de comércio exterior; US$ 6,1 bilhões em operações no mercado à vista e mais US$ 5,8 bilhões em venda de moeda americana com compromisso de recompra.

A taxa de câmbio passou de R$ 2,16 para R$ 2,27 desde o final de outubro até sexta-feira. Profissionais de mercado comentam que a atuação do Banco Central, embora não consiga deter totalmente a escalada do câmbio, tem contribuído para segurar uma disparada ainda maior dos preços da moeda.

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (431) 27/11/2009 20h04
Eduardo Giorgini (431) 27/11/2009 20h04
Caros leitores, digam nomes de empresas de Dubai sem ser ligado ao petróleo.
Obviamente é fácil concluir a podridão de tudo isso.
País sem empresas de tecnologia e educação de qualidade, é país "oco".Sobe e desse rápido.
[]s
Eduardo.
sem opinião
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joao martins (68) 27/11/2009 18h42
joao martins (68) 27/11/2009 18h42
Espero que o Governo não tenha emprestado dinheiro pros ricos, pois a saude está em frangalhos, por falta de dinheiro.Aqueles predios de 500 e 800 metros, eles poderiam penhorar e pagar todas as dividas. Não venham com a historia de que Dubai vai derrubar o mercado, pois é um desrespeito à inteligencia humana.. 2 opiniões
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Sergio Brasil (73) 27/11/2009 18h26
Sergio Brasil (73) 27/11/2009 18h26
Acabou a megalômania dos sheiks de Dubai. Imagina se tivessem que pagar todos os direitos da mão de obra ESCRAVA de indianos que construiram Dubai? Já estariam falidos faz tempo. Uma colunista da FOLHA já viajou para lá mas parece que não esqueceu de informar para seus leitores esta triste realidade. sem opinião
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