Dinheiro
17/11/2008 - 14h28

BR Distribuidora espera efeitos da crise somente para 2009

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CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio

Com vendas recordes de combustíveis entre janeiro e outubro, a BR Distribuidora espera somente para o próximo ano os efeitos da crise financeira sobre o mercado em que atua no país. O presidente da companhia, José Eduardo Dutra, disse nesta segunda-feira que os primeiros impactos deverão ser sentidos neste mês, mas não serão significativos dentro do resultado total da empresa.

A BR projeta impacto negativo de 0,5% nas vendas em novembro somente com a menor demanda da Vale. A mineradora é a principal cliente da BR com uma demanda mensal de 170 milhões de litros --o correspondente a 5% do total vendido pela distribuidora. A BR estima redução de 10% nas vendas para a Vale ao mês.

"Parte do nosso mercado está vinculado diretamente ao crescimento da economia do Brasil. À medida que o Brasil cresce menos, isso irá refletir no nosso mercado", disse Dutra.

A BR vem batendo sucessivos recordes de vendas ao longo deste semestre. O último dado referente a outubro indica um volume comercializado de 3,4 bilhões de litros. De janeiro a outubro, a estatal vendeu 31,5 bilhões de litros, bem próximo do 33,9 bilhões vendidos ao longo de 2007.

"Para este ano, os números mostram que há um recorde garantido de vendas, tanto da BR quanto do mercado de distribuição de derivados. Para o ano que vem, é provável que haja um crescimento menor. Não acredito que venha a ter redução das vendas deste mercado", observou Dutra, lembrando que as vendas de automóveis já caíram em outubro.

Terceiro trimestre

O volume recorde de vendas resultou em um melhor desempenho financeiro da BR na história. Pela primeira vez, a estatal registrou em nove meses lucro líquido superior a R$ 1 bilhão --R$ 1,028 bilhão. O desempenho supera em 49,2% os R$ 689 milhões constatados de janeiro a setembro de 2007.

Os destaques nas vendas da estatal foram de álcool hidratado (mais 63,9% sobre janeiro a setembro de 2007) e de óleo diesel (16,1% acima dos nove primeiros meses de 2007).

Dutra ressaltou que o crescimento das vendas da BR no terceiro trimestre superou a média do mercado. O volume total negociado pelas distribuidoras de julho a setembro cresceu 10,2%, já o desempenho da BR subiu 13,2% neste período. Com isso, a BR ampliou em 0,9 ponto percentual sua participação no mercado. A estatal lidera o setor de distribuição com participação de 34,8% do mercado.

O presidente da BR comentou ainda que não vê espaço para grandes fusões ou aquisições do mercado de distribuição. Para ele, os grandes negócios foram fechados nos últimos anos. Só vê espaço para pequenas compras. Ele frisou que a BR não vislumbra adquirir outras empresas.

Comentários dos leitores
Chris Maria (242) 28/11/2009 13h24
Chris Maria (242) 28/11/2009 13h24
Parte 1
O que se pode ver ao longo dos anos em Dubai é o resultado da visão futurista da localidade que possui 2% das reservas de gás do bloco de sete países que formam o EAU (Emirados Árabes Unidos), diante a estimativa de que suas reservas de petróleo tendem a uma diminuição significativa, alcançando completo esgotamento num prazo de até duas décadas. Sua economia migrou daquela baseada no comércio e dependente do petróleo, para aquela baseada nos serviços e orientada para o turismo o que fez com que o setor imobiliário alcançasse um patamar extraordinariamente valioso e se tornasse "a menina dos olhos" de grandes investidores internacionais, mas que, em virtude da crise econômica mundial provocada pelos EUA, vem amargando recessão entre 2008 e 2009. Tomando-se como ponto de partida o ano de 2005, o PIB era de US$ 37 bilhões onde as receitas originadas do petróleo e gás natural representavam menos de 6%, em fevereiro de 2009 chegou a uma dívida externa estimada em aproximadamente 100 bilhões, o que equivale dizer que para cada um dos cerca de 250.000 cidadãos do emirado cabe 400 mil dólares em dívida externa.
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Chris Maria (242) 28/11/2009 13h23
Chris Maria (242) 28/11/2009 13h23
Parte 2
Os setores, imobiliário e de construção, comércio, entreposto aduaneiro e serviços financeiros, juntos, contribuem com algo em torno de 65% a 70% de sua economia. Para que se tenha uma idéia, para quem até meados do século passado não passava de um pequeno entreposto comercial, e devido a sua localização marítima, vivia da pesca e coleta de pérolas, até que se instalasse a crise mundial, com um território 2200 vezes menor que o do Brasil, recebia cerca de 6,5 milhões de turistas ao ano, com uma taxa de ocupação média dos hotéis em torno 85% enquanto que no Brasil, algo em torno 64%. Há de se notar que enquanto ao final do ano passado, no apogeu da crise, muito de falava no Capítulo 11 que trata da falência das empresas norte americanas, e que nos dias de hoje o FDIC (órgão que garante os depósitos bancários nos EUA) vem demonstrando preocupação com o crescente número de instituições financeiras problemáticas no país diante o fato de que em setembro deste ano, 552 bancos relataram dificuldades, espelhando um aumento de 33% sobre os 416 relatados no segundo trimestre, em Dubai passados cerca de 12 meses, fala-se de uma moratória por prazo de seis meses.
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Chris Maria (242) 28/11/2009 13h23
Chris Maria (242) 28/11/2009 13h23
Parte 3
A meu ver, Folker Hellmeyer, economista-chefe do banco Bremer Landesbank demonstra profundo conhecimento e bom senso quando diz que "Os problemas atuais se referem à falta de liquidez momentânea de alguns megaprojetos, e não à confiança em geral na potência econômica dos emirados". Devido ao seu perfil econômico é bastante natural que o emirado sentisse os reflexos da crise devido à falta de liquidez. Há um grande número de empresas de porte internacional do mundo todo operando em Dubai. Entre as intituições financeiras, por exemplo, encontram-se o Citi Bank que amargou perdas terríveis com a crise nos EUA e teve que ser socorrido pelo governo norte americano. Além dele, outros como o ABN-Amro Bank, Deutsche Bank AG, MGM Mirage, Royal Bank of Scotland Group plc, HSBC Holdings plc, etc
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