Produção industrial dos EUA se recupera em outubro após queda histórica
da France Presse
da Folha Online
A produção industrial nos Estados Unidos se recuperou em outubro, subindo 1,3% em relação ao mês anterior, quando havia registrado uma queda histórica, segundo dados publicados nesta segunda-feira pelo Federal Reserve (Fed, o BC americano).
A recuperação é superior às previsões dos analistas, que esperavam em média uma alta de somente 0,2%. Mas o Fed, no entanto, revisou para 3,5% sua estimativa de baixa de setembro (o dado inicial era de queda de 2,8%).
Segundo o banco, a revisão refletiu a ocorrência de danos maiores que os previstos na indústria química pelos furacões Gustav e Ike, que atingiram o sul dos Estados Unidos em setembro.
A economia americana teve uma retração de 0,3% no terceiro trimestre. A divulgação na semana passada de uma queda de 2,8% nas vendas no varejo no país em outubro foi vista como sinal de que o quarto trimestre deverá apresentar um resultado no mínimo tão fraca quanto a do terceiro.
O recuo nas vendas foi o maior desde que o indicador começou a ser apurado em 1992. O declínio no mês passado foi liderado pela queda nas vendas de automóveis, mas a retração foi sentida em todos os setores. Além disso, o resultado negativo de outubro foi o quarto consecutivo, superando também as previsões dos analistas, de uma queda de 2%.
As vendas de carros no país caíram 5,5%, maior desde agosto de 2005. As companhias automobilísticas americanas já haviam delineado esse cenário ao divulgarem seus resultados de vendas. A Ford Motor já anunciou que teve um prejuízo de US$ 129 milhões durante o terceiro trimestre: a queda nas vendas em outubro foi de 30% (para 132.248 veículos leves).
A japonesa Toyota também teve uma queda de 23% (foram 152.101 unidades de veículos leves) nas vendas; as da Chrysler recuaram 24,5%; da Mercedes, 34,3%; da Porsche, 50,1%; e da General Motors, de 45%.
No mês passado, a economia americana eliminou 240 mil postos de trabalho; a taxa de desemprego, por sua vez, atingiu 6,5%, pior taxa desde fevereiro de 1994. Os pedidos de auxílio-desemprego, por sua vez, passaram de 500 mil na semana passada --o nível que indica que a economia está perto de uma recessão é 400 mil.
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