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Dinheiro
17/11/2008 - 15h07

Produção industrial dos EUA se recupera em outubro após queda histórica

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da France Presse
da Folha Online

A produção industrial nos Estados Unidos se recuperou em outubro, subindo 1,3% em relação ao mês anterior, quando havia registrado uma queda histórica, segundo dados publicados nesta segunda-feira pelo Federal Reserve (Fed, o BC americano).

A recuperação é superior às previsões dos analistas, que esperavam em média uma alta de somente 0,2%. Mas o Fed, no entanto, revisou para 3,5% sua estimativa de baixa de setembro (o dado inicial era de queda de 2,8%).

Segundo o banco, a revisão refletiu a ocorrência de danos maiores que os previstos na indústria química pelos furacões Gustav e Ike, que atingiram o sul dos Estados Unidos em setembro.

A economia americana teve uma retração de 0,3% no terceiro trimestre. A divulgação na semana passada de uma queda de 2,8% nas vendas no varejo no país em outubro foi vista como sinal de que o quarto trimestre deverá apresentar um resultado no mínimo tão fraca quanto a do terceiro.

O recuo nas vendas foi o maior desde que o indicador começou a ser apurado em 1992. O declínio no mês passado foi liderado pela queda nas vendas de automóveis, mas a retração foi sentida em todos os setores. Além disso, o resultado negativo de outubro foi o quarto consecutivo, superando também as previsões dos analistas, de uma queda de 2%.

As vendas de carros no país caíram 5,5%, maior desde agosto de 2005. As companhias automobilísticas americanas já haviam delineado esse cenário ao divulgarem seus resultados de vendas. A Ford Motor já anunciou que teve um prejuízo de US$ 129 milhões durante o terceiro trimestre: a queda nas vendas em outubro foi de 30% (para 132.248 veículos leves).

A japonesa Toyota também teve uma queda de 23% (foram 152.101 unidades de veículos leves) nas vendas; as da Chrysler recuaram 24,5%; da Mercedes, 34,3%; da Porsche, 50,1%; e da General Motors, de 45%.

No mês passado, a economia americana eliminou 240 mil postos de trabalho; a taxa de desemprego, por sua vez, atingiu 6,5%, pior taxa desde fevereiro de 1994. Os pedidos de auxílio-desemprego, por sua vez, passaram de 500 mil na semana passada --o nível que indica que a economia está perto de uma recessão é 400 mil.

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (444) 04/12/2009 11h31
Eduardo Giorgini (444) 04/12/2009 11h31
Concordo!
Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
2 opiniões
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mauro guanandi (50) 04/12/2009 10h32
mauro guanandi (50) 04/12/2009 10h32
sENHOR cELSO. eSTAS CERTO QUANTO AO PETRÓLEO.
O que me preocupa é q nesta aventura serao gastos 2/3 do Pib; talvez em algo inútil - em minha opiniao a dependencia do petroleo tende a diminuir com o avança cientifico de outras formas. Mas encherá os bolsos da tchurma como NUNCA ANTEZ NA HIZTÓRIA.
goebbels se revira no tumulo. a turma da propaganda do governo é mais eficiente. Bom, o povo sendo mais inculto facilita.
Diga-ma qual o erro deportugues mais forte que vistes...eu vi um tal de eduardo Souza num forum escrever falço. Voce viu algo pior?
sem opinião
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celso assis (79) 03/12/2009 10h03
celso assis (79) 03/12/2009 10h03
Falando ironicamente :
Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
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