GM do Brasil negocia com matriz novo investimento de US$ 1 bilhão
FERNANDO ANTUNES
colaboração para a Folha Online
A subsidiária brasileira da montadora General Motors irá apresentar no primeiro trimestre do ano que vem à sede nos Estados Unidos um projeto de investimentos no país de US$ 1 bilhão. Segundo o presidente da empresa no Brasil, Jaime Ardila, o recurso será utilizado para "completar a renovação da linha de produtos até 2012".
Nesta segunda-feira, o executivo afirmou que os investimentos já anunciados de US$ 1,5 bilhão na operação brasileira estão mantidos, apesar da crise que a GM enfrenta nos Estados Unidos e Europa e da recente queda de vendas no país.
Ardila afirmou hoje que apesar da GM do Brasil se reportar à matriz nos EUA, a subsidiária tem independência jurídica e financeira. Além disso, segundo ele, a transferência de recursos para os Estados Unidos segue as normas da política de dividendos da empresa --que repassa uma parte do lucro-- e não foi alterada com a crise.
"Todos os nossos projetos precisam da autorização da matriz, mas isso não significa que os recursos dependam da matriz", afirmou Ardila.
O executivo informou que a empresa norte-americana está priorizando investimentos nos mercados emergentes, em locais em que a demanda por veículos não foi atingida substancialmente pela crise econômica mundial.
"Não seria lógico tirar investimentos de onde você está crescendo. A nossa meta é proteger os investimentos nos mercados emergentes", disse.
Os investimentos em andamento no país contemplam a construção de uma fábrica de motores em Joinville (SC), ampliação da capacidade de produção nas unidades de São Caetano do Sul (SP) e São José dos Campos (SP) e a conclusão do centro de engenharia e design.
Queda nas vendas
A GM do Brasil reviu para baixo a previsão de faturamento para este ano, de US$ 11 bilhões para US$ 9,5 bilhões em razão do desaquecimento do setor no país. Ardila ressaltou que a redução é conseqüência da desaceleração das vendas no país e que não tem relação com as dificuldades enfrentadas pela marca nos EUA.
A previsão é que, no ano, sejam vendidas 575 mil unidades da marca. Em relação à indústria automotiva no país, Ardila afirmou que no mês de novembro devem ser comercializados cerca de 200 mil unidades de todas as marcas, e o ano deve fechar com 2,850 milhões de veículos vendidos.
O executivo acrescentou que a queda no volume de vendas de outubro foi além do previsto, mas o mercado começa a dar sinais de normalização.
Ajuda nos EUA
O colombiano Jaime Ardila informou que aguarda para esta semana a decisão do Congresso norte-americano em relação ao pedido de ajuda financeira feita pela GM ao governo de George W. Bush. O executivo comentou sobre as dificuldades de aprovação da medida "por causa de políticos republicanos", porém está confiante no futuro governo democrata de Barack Obama.
"Em janeiro [de 2009, quando Obama tomar posse], as possibilidades de aprovação [do pedido de ajuda] são outras", afirmou Ardila. "Se o governo [norte-americano] ajudou o setor financeiro --e essa ajuda vai demorar um tempo para impactar na economia real--, me parece lógico ajudar o setor real da economia (as indústrias) também".
O presidente da subsidiária brasileira disse que a matriz descarta qualquer possibilidade de concordata por "achar que não se trata de uma boa alternativa" para a empresa, que já possui um programa de reestruturação financeiro e operacional iniciado em 2005, segundo ele.
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O governo brasileiro joga na sorte.
Se a economia vai mal, a culpa é dos estrangeiros, e se vai bem(acompanha o crescimento mundial), é porque somos potência.
Dançamos conforme a música.
[]s
Eduardo.
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O coronel político é extremamente poderoso, manda e desmanda, exerce forte dominação política, econômica e social em todos os setores da comunidade, e qualquer manifestação de oposição, essa atitude é entendida como afronta ao coronel local e a resposta geralmente vem com extremada truculência acompanhada de uma perseguição implacável, tenta até mesmo armar ciladas para desmoralizar publicamente seus oponentes, sua mão tem longo alcance com grande poder de intervenção atinge todos os degraus da pirâmide social, o topo, o meio e a base com a mesma força repressiva. Essas oligarquias comandadas pelos coronéis são truculentas e antidemocráticas, são contra a modernidade nas relações políticas não acompanharam o quadro evolutivo do mundo globalizado, pois a manutenção do atual quadro é fundamental para manterem-se no poder. O que é mais grave, é que essas oligarquias e seus coronéis são os responsáveis diretos pelo baixo nível intelectual e do alto índice de analfabetismo da população, também são responsáveis pela baixa qualidade de vida e péssimas condições sanitárias em que vivem, soma se a isso a ausência de renovação das lideranças políticas.
Os coronéis da política tradicional que são dirigentes das oligarquias locais elevam ao poder somente membros das mesmas famílias ou pessoas que, por algum motivo, dependem desses oligarcas e não podem contrariar seus interesses. Quando penetramos pelo interior do Brasil, podemos constatar a existência das tais famílias tradicionais que geralmente pertencem há uma oligarquia local, é neste cenário que encontramos a figura do velho coronel político que é o oposto da democracia. Nessas regiões, embora o sistema democrático garanta a pluralidade no contexto local, esses preceitos não acontecem teoricamente essas oligarquias respeitam as formalidades democráticas, entretanto nos bastidores a coisa é bem diferente, um lençol oculta uma realidade cruel, eleições são realizadas com voto secreto e tudo, aparentando uma aparente normalidade, mas tudo acontece sob a supervisão, vigilância e controle dos coronéis oligarcas; de tal forma que as manifestações oposicionistas atingem apenas aspectos exteriores e não afetam o poder de comando das oligarquias.
É importante assinalar que, o sistema político atual favorece o predomínio dessas oligarquias. A legislação eleitoral é um recepiciente favorável para que essas diferenças prevaleçam, e quando alguém ligado politicamente ou afetivamente ao coronel político comete alguma ilegalidade é difícil investigá-lo e muito mais ainda efetuar a sua punição nos termos da lei, pois eles pressionam as pessoas, intimidam testemunhas, desqualificam depoentes e o pior de tudo é que persegue implacavelmente seus opositores com a mesma truculência da época da ditadura militar, o que faz muitos da oposição encolher e ficar intimidados pela reação violenta, e o mais grave é que a sociedade sabe de tudo e fica omissa, aceita tudo passivamente.
Neste processo são feitas concessões aparentes naturais do jogo político, aproveita-se a pobreza e a ignorância do povo que é indispensável para preservar o comando político, e os coronéis querem perpetuar no poder, por isso a transferência do mesmo é feita aos seus descendentes diretos, como na monarquia absolutista imperial. Apesar dos métodos sofisticados de domínio, existe o fato inegável de que em grande número dos Estados, podemos assim dizer, que os dirigentes locais dos partidos são os coronéis, e o que resta ao povo é a pratica das formalidades da lei e aceitar o jogo pesado do poder. Além do que, a presença das oligarquias comandada por um coronel político com poderes quase absolutos e que, freqüentemente abusam desses poderes para favorecer a si próprio, seus familiares e seus comparsas parasitas do poder. A única interferência do povo no governo é quando votam, mas quase sempre a opção de escolha é entre membros dos oligarcas locais em disputa pelo comando do governo, raramente surge alternativa que emana do meio das forças populares, e quando surge a estrutura é insuficiente para romper a hegemonia das oligarquias.
Mas temos que entender como funciona a cabeça do coronel político do interior do Brasil, ele é uma figura presente na política tradicional e cientificamente é considerado um psicopata social extremamente rancoroso e vingativo, do tipo ex-Deputado Federal do Acre Hildebrando Pascoal, que mandava serrar vivo ao meio seus desafetos políticos e pessoais com moto-serra, o coronel político não admite ser contestado ou contrariado, acha que é dono da vida e do destino das pessoas da comunidade, quem se opõem a ele é considerado seu inimigo de morte e não apenas seu adversário político. E o pior é que seus comandados são arrogantes, prepotentes e autoritários, adotam o mesmo estilo, circulam pela cidade de carrões e óculos escuros, se sentem acima do poder e das leis, contam sempre com a certeza da impunidade e da força da influencia política para cometer seus desatinos... Nascem os novos coroneizinhos.
Antigamente os métodos de perseguição eram outros, hoje são mais sofisticados, quase ninguém percebe. Se o opositor é dono de jornal ou algum programa de radio, os anunciantes são pressionados a retirar anúncios e os colaboradores são assediados com proposta financeira, se o opositor é comerciante ou profissional liberal seus caminhos são dificultados ao extremo. Aos inimigos os rigores da lei, e aos amigos a brecha e as benesses da lei, é assim que pensa o coronel político, sua cabeça não comporta o debate democrático, não conhece a ética, joga sempre rasteiro e tem sempre ao seu lado indivíduos prontos pra agir, fazer qualquer coisa pra agradar o patrão e quando surge alguma "atividade" não hesitam um instante em executá-la, ou seja, se ficar o bicho come, se correr o bicho pega, não resta alternativa é ficar e enfrentar a fera.
É essa a leitura que temos. E estou plenamente convencido de que o absolutismo das oligarquias regionais pelo interior brasileiro emperra e muito o progresso de nossa nação, principalmente a alta estima e a elevação intelectual de nosso povo. E esta relação ainda predominante é o que existe de mais reacionário e atrasado nas relações políticas e sociais do mundo moderno. O ponto negativo e grave nisso tudo é que constatamos que um governo nas mãos de um só, sem alternância no poder é o começo da tirania.
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