Dinheiro
17/11/2008 - 16h00

Primeiro-ministro britânico alerta sobre risco de deflação em 2009

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da France Presse
da Folha Online

O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, disse nesta segunda-feira que o principal problema para a economia do próximo ano será a deflação --queda persistente no nível geral de preços de bens e serviços.

Brown falou sobre o assunto na Câmara dos Comuns, em resposta a críticas do Partido Conservador (oposição) que reprova seus planos de redução de impostos no ano que vem para enfrentar a crise econômica.

"Não acredito que compreendam o que está acontecendo na economia mundial", disse Brown.

O líder conservador David Cameron "não parece ter-se dado conta de que no ano passado e nos últimos meses o problema foi a inflação, uma inflação combinada à crise do crédito e, no próximo ano, o problema será a deflação", acrescentou.

Uma deflação no Reino Unido em 2009 não foi excluída semana passada pelo Banco da Inglaterra (BC britânico) em seu informe trimestral sobre a inflação. O documento informou ainda que a economia britânica provavelmente já entrou em recessão neste segundo semestre. A recuperação pode chegar apenas no segundo semestre de 2009.

Para o terceiro trimestre, a expectativa para o PIB [Produto Interno Bruto] é de uma queda de 0,5%, com uma nova contração no quarto trimestre. Uma recessão é definida como dois trimestres consecutivos de índices negativos para o PIB.

O documento destaca ainda a queda nos gastos do consumidor, devido ao aperto de crédito e à redução nos orçamentos domésticos dos britânicos. Os investimentos no setor residencial continuaram a cair rapidamente e as perspectivas para investimentos em negócios enfraqueceram, diz o texto.

Parte do enfraquecimento da demanda doméstica reflete os efeitos negativos sobre a renda dos britânicos da alta dos preços da energia e dos produtos importados nos últimos meses. "Embora a recente redução nos preços das commodities deva aliviar boa parte dessa pressão, o impulso nos ganhos reais de renda dos cidadãos deve ser ofuscado pelo fraco mercado de trabalho", diz o texto.

Comentários dos leitores
Chris Maria (242) 28/11/2009 13h24
Chris Maria (242) 28/11/2009 13h24
Parte 1
O que se pode ver ao longo dos anos em Dubai é o resultado da visão futurista da localidade que possui 2% das reservas de gás do bloco de sete países que formam o EAU (Emirados Árabes Unidos), diante a estimativa de que suas reservas de petróleo tendem a uma diminuição significativa, alcançando completo esgotamento num prazo de até duas décadas. Sua economia migrou daquela baseada no comércio e dependente do petróleo, para aquela baseada nos serviços e orientada para o turismo o que fez com que o setor imobiliário alcançasse um patamar extraordinariamente valioso e se tornasse "a menina dos olhos" de grandes investidores internacionais, mas que, em virtude da crise econômica mundial provocada pelos EUA, vem amargando recessão entre 2008 e 2009. Tomando-se como ponto de partida o ano de 2005, o PIB era de US$ 37 bilhões onde as receitas originadas do petróleo e gás natural representavam menos de 6%, em fevereiro de 2009 chegou a uma dívida externa estimada em aproximadamente 100 bilhões, o que equivale dizer que para cada um dos cerca de 250.000 cidadãos do emirado cabe 400 mil dólares em dívida externa.
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Chris Maria (242) 28/11/2009 13h23
Chris Maria (242) 28/11/2009 13h23
Parte 2
Os setores, imobiliário e de construção, comércio, entreposto aduaneiro e serviços financeiros, juntos, contribuem com algo em torno de 65% a 70% de sua economia. Para que se tenha uma idéia, para quem até meados do século passado não passava de um pequeno entreposto comercial, e devido a sua localização marítima, vivia da pesca e coleta de pérolas, até que se instalasse a crise mundial, com um território 2200 vezes menor que o do Brasil, recebia cerca de 6,5 milhões de turistas ao ano, com uma taxa de ocupação média dos hotéis em torno 85% enquanto que no Brasil, algo em torno 64%. Há de se notar que enquanto ao final do ano passado, no apogeu da crise, muito de falava no Capítulo 11 que trata da falência das empresas norte americanas, e que nos dias de hoje o FDIC (órgão que garante os depósitos bancários nos EUA) vem demonstrando preocupação com o crescente número de instituições financeiras problemáticas no país diante o fato de que em setembro deste ano, 552 bancos relataram dificuldades, espelhando um aumento de 33% sobre os 416 relatados no segundo trimestre, em Dubai passados cerca de 12 meses, fala-se de uma moratória por prazo de seis meses.
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Chris Maria (242) 28/11/2009 13h23
Chris Maria (242) 28/11/2009 13h23
Parte 3
A meu ver, Folker Hellmeyer, economista-chefe do banco Bremer Landesbank demonstra profundo conhecimento e bom senso quando diz que "Os problemas atuais se referem à falta de liquidez momentânea de alguns megaprojetos, e não à confiança em geral na potência econômica dos emirados". Devido ao seu perfil econômico é bastante natural que o emirado sentisse os reflexos da crise devido à falta de liquidez. Há um grande número de empresas de porte internacional do mundo todo operando em Dubai. Entre as intituições financeiras, por exemplo, encontram-se o Citi Bank que amargou perdas terríveis com a crise nos EUA e teve que ser socorrido pelo governo norte americano. Além dele, outros como o ABN-Amro Bank, Deutsche Bank AG, MGM Mirage, Royal Bank of Scotland Group plc, HSBC Holdings plc, etc
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