Para economistas do setor privado, EUA sofrem "recessão prolongada"
da Efe, em Washington
Os Estados Unidos estão em uma "recessão prolongada" que se estenderá até 2009 e sofrerá um aumento substancial do desemprego, segundo três pesquisas de economistas do setor privado divulgadas nesta segunda-feira.
A Pesquisa de Profissionais de Previsões Econômicas, realizada pelo Banco do Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) da Filadélfia, revela que, para os especialistas, a recessão econômica começou em abril e durará 14 meses.
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Da mesma forma, os economistas, que esperam uma grande contração no último trimestre do ano, prevêem uma perda média de 222.400 empregos em outubro, novembro e dezembro, o que significa um ritmo de aumento do desemprego cinco vezes maior que o calculado em agosto.
No terceiro trimestre do ano, segundo o último relatório do Departamento de Comércio americano, a economia já registrou uma contração de 0,3%, a primeira desde a recessão de 2001.
A maioria dos especialistas considera que há recessão quando a contração da atividade econômica se estende por dois trimestres consecutivos.
Já uma pesquisa da Associação Nacional de Economia Empresarial (Nabe, em inglês) apontou que 96% dos economistas entrevistados acreditam que a recessão já começou.
A Associação afirmou que, no quarto trimestre, deste ano a economia americana registrará queda a um ritmo anual de 2,6%, de acordo com os economistas entrevistados.
Outra pesquisa realizada pelo serviço de notícias econômicas "MarketWatch" indica que a maioria dos economistas calcula que a contração será de 3,5% entre outubro e dezembro.
Já a Nabe estima que, durante 2008, a atividade econômica dos EUA crescerá 0,2%, e, em 2009, 0,7%.
"Este seria o ritmo de crescimento em dois anos mais lento desde o começo dos anos 1980", disse o presidente da Nabe, Chris Varvares, que também preside a empresa de assessoria financeira Macroeconomic Advisers.
"Os economistas do setor empresarial têm, claramente, um panorama mais negativo para os próximos trimestres como resultado da intensificação das pressões nos mercados de crédito e dos sinais de que a crise do setor financeiro se estendeu à economia real", acrescentou.
A pesquisa mostra, além disso, que a maioria dos economistas que falaram à Nabe calcula agora que o índice de desemprego subirá para 7,5% no final de 2009.
Em outubro, o desemprego chegou a 6,5%, o mais alto em 14 anos, anunciou o Departamento de Trabalho americano.
A previsão média dos economistas da Nabe é de que o Fed não fará mais cortes na taxa de juros e manterá sua meta para os empréstimos interbancários de curto prazo em 1% até o fim de 2009.
A pesquisa do "MarketWatch", pelo contrário, afirma que a maioria dos economistas acredita que haverá outras duas reduções dos indicador de referência, cada uma de 0,25 ponto percentual, nas reuniões do Fed em 16 de dezembro e 28 de janeiro. Atualmente, os juros básicos nos EUA estão em 1%.
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Ah, esqueci, essas pessoas só passam fome porque nao tiveram a 'tenacidade' para vencer na vida....
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Bem, essa forma de analise discordo. O que Obama fez em relação à crise foi a única opção e não devido a possíveis competências.
Isso acontece no Brasil tambem. Dizem que foi Lula que salvou o Brasil da crise, mas o que ele fez foi nada além de manter a inércia da política brasileira e com um pouco de sorte, deu certo de a crise não pegar tão forte.
Só que ao contrário do Brasil, o eleitorado Norte Americano exige mais, ainda mais depois do desastre de Bush.
Um presidente so quebra um país de for um ditador, caso contrário, setores da sociedade ajudam na tomada de decisões e o setor privado segura as pontas (que é o que acontece nos Estados Unidos e tambem no Brasil)
Inclusive hoje, um presidente não "pesa" tanto na condução de uma boa política de governo.
[]s
Eduardo.
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