Dinheiro
17/11/2008 - 16h39

Para economistas do setor privado, EUA sofrem "recessão prolongada"

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da Efe, em Washington

Os Estados Unidos estão em uma "recessão prolongada" que se estenderá até 2009 e sofrerá um aumento substancial do desemprego, segundo três pesquisas de economistas do setor privado divulgadas nesta segunda-feira.

A Pesquisa de Profissionais de Previsões Econômicas, realizada pelo Banco do Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) da Filadélfia, revela que, para os especialistas, a recessão econômica começou em abril e durará 14 meses.

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Da mesma forma, os economistas, que esperam uma grande contração no último trimestre do ano, prevêem uma perda média de 222.400 empregos em outubro, novembro e dezembro, o que significa um ritmo de aumento do desemprego cinco vezes maior que o calculado em agosto.

No terceiro trimestre do ano, segundo o último relatório do Departamento de Comércio americano, a economia já registrou uma contração de 0,3%, a primeira desde a recessão de 2001.

A maioria dos especialistas considera que há recessão quando a contração da atividade econômica se estende por dois trimestres consecutivos.

Já uma pesquisa da Associação Nacional de Economia Empresarial (Nabe, em inglês) apontou que 96% dos economistas entrevistados acreditam que a recessão já começou.

A Associação afirmou que, no quarto trimestre, deste ano a economia americana registrará queda a um ritmo anual de 2,6%, de acordo com os economistas entrevistados.

Outra pesquisa realizada pelo serviço de notícias econômicas "MarketWatch" indica que a maioria dos economistas calcula que a contração será de 3,5% entre outubro e dezembro.

Já a Nabe estima que, durante 2008, a atividade econômica dos EUA crescerá 0,2%, e, em 2009, 0,7%.

"Este seria o ritmo de crescimento em dois anos mais lento desde o começo dos anos 1980", disse o presidente da Nabe, Chris Varvares, que também preside a empresa de assessoria financeira Macroeconomic Advisers.

"Os economistas do setor empresarial têm, claramente, um panorama mais negativo para os próximos trimestres como resultado da intensificação das pressões nos mercados de crédito e dos sinais de que a crise do setor financeiro se estendeu à economia real", acrescentou.

A pesquisa mostra, além disso, que a maioria dos economistas que falaram à Nabe calcula agora que o índice de desemprego subirá para 7,5% no final de 2009.

Em outubro, o desemprego chegou a 6,5%, o mais alto em 14 anos, anunciou o Departamento de Trabalho americano.

A previsão média dos economistas da Nabe é de que o Fed não fará mais cortes na taxa de juros e manterá sua meta para os empréstimos interbancários de curto prazo em 1% até o fim de 2009.

A pesquisa do "MarketWatch", pelo contrário, afirma que a maioria dos economistas acredita que haverá outras duas reduções dos indicador de referência, cada uma de 0,25 ponto percentual, nas reuniões do Fed em 16 de dezembro e 28 de janeiro. Atualmente, os juros básicos nos EUA estão em 1%.

Comentários dos leitores
joao martins (61) 13/11/2009 13h41
joao martins (61) 13/11/2009 13h41
O QUE IMPORTA É EXPORTAR, E BASTANTE, QUE VENHA BASTANTE DOLARES PRO BRASIL. Agora se a moeda fica forte o pais fica forte né??? Como os Estados Unidos não desvaloriza a sua moeda se esta numa crise de dar pena???? Meireles com a palavra!!!! 4 opiniões
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Eduardo Giorgini (402) 13/11/2009 12h14
Eduardo Giorgini (402) 13/11/2009 12h14
Estratégias?
O governo brasileiro joga na sorte.
Se a economia vai mal, a culpa é dos estrangeiros, e se vai bem(acompanha o crescimento mundial), é porque somos potência.
Dançamos conforme a música.
[]s
Eduardo.
3 opiniões
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Manoel Francisco Pereira (73) 13/11/2009 12h02
Manoel Francisco Pereira (73) 13/11/2009 12h02
AS OLIGARQUIAS E OS CORONEIS NO INTERIOR DO BRASIL

Historicamente quem centraliza e direciona as decisões políticas nos municípios são as oligarquias regionais que normalmente dirigem o poder executivo da cidade, controlam tudo e a todos, até mesmo os aparelhos e a instituição do Estado, exercendo uma forte influencia junto às autoridades dos outros poderes, principalmente do legislativo e judiciário. No interior do Brasil essas oligarquias geralmente são comandadas por um coronel político que tem as rédeas do poder local em suas mãos, detém o controle da situação política e social da comunidade com extremado autoritarismo. Suas ações aparentemente são generosas, mas visam somente ainda mais centralizar o poder em suas mãos, e em situações extremas que ameace sua hegemonia à sua reação sempre será contra o regime democrático e o estado de direito.
O coronel político é extremamente poderoso, manda e desmanda, exerce forte dominação política, econômica e social em todos os setores da comunidade, e qualquer manifestação de oposição, essa atitude é entendida como afronta ao coronel local e a resposta geralmente vem com extremada truculência acompanhada de uma perseguição implacável, tenta até mesmo armar ciladas para desmoralizar publicamente seus oponentes, sua mão tem longo alcance com grande poder de intervenção atinge todos os degraus da pirâmide social, o topo, o meio e a base com a mesma força repressiva. Essas oligarquias comandadas pelos coronéis são truculentas e antidemocráticas, são contra a modernidade nas relações políticas não acompanharam o quadro evolutivo do mundo globalizado, pois a manutenção do atual quadro é fundamental para manterem-se no poder. O que é mais grave, é que essas oligarquias e seus coronéis são os responsáveis diretos pelo baixo nível intelectual e do alto índice de analfabetismo da população, também são responsáveis pela baixa qualidade de vida e péssimas condições sanitárias em que vivem, soma se a isso a ausência de renovação das lideranças políticas.
Os coronéis da política tradicional que são dirigentes das oligarquias locais elevam ao poder somente membros das mesmas famílias ou pessoas que, por algum motivo, dependem desses oligarcas e não podem contrariar seus interesses. Quando penetramos pelo interior do Brasil, podemos constatar a existência das tais famílias tradicionais que geralmente pertencem há uma oligarquia local, é neste cenário que encontramos a figura do velho coronel político que é o oposto da democracia. Nessas regiões, embora o sistema democrático garanta a pluralidade no contexto local, esses preceitos não acontecem teoricamente essas oligarquias respeitam as formalidades democráticas, entretanto nos bastidores a coisa é bem diferente, um lençol oculta uma realidade cruel, eleições são realizadas com voto secreto e tudo, aparentando uma aparente normalidade, mas tudo acontece sob a supervisão, vigilância e controle dos coronéis oligarcas; de tal forma que as manifestações oposicionistas atingem apenas aspectos exteriores e não afetam o poder de comando das oligarquias.
É importante assinalar que, o sistema político atual favorece o predomínio dessas oligarquias. A legislação eleitoral é um recepiciente favorável para que essas diferenças prevaleçam, e quando alguém ligado politicamente ou afetivamente ao coronel político comete alguma ilegalidade é difícil investigá-lo e muito mais ainda efetuar a sua punição nos termos da lei, pois eles pressionam as pessoas, intimidam testemunhas, desqualificam depoentes e o pior de tudo é que persegue implacavelmente seus opositores com a mesma truculência da época da ditadura militar, o que faz muitos da oposição encolher e ficar intimidados pela reação violenta, e o mais grave é que a sociedade sabe de tudo e fica omissa, aceita tudo passivamente.
Neste processo são feitas concessões aparentes naturais do jogo político, aproveita-se a pobreza e a ignorância do povo que é indispensável para preservar o comando político, e os coronéis querem perpetuar no poder, por isso a transferência do mesmo é feita aos seus descendentes diretos, como na monarquia absolutista imperial. Apesar dos métodos sofisticados de domínio, existe o fato inegável de que em grande número dos Estados, podemos assim dizer, que os dirigentes locais dos partidos são os coronéis, e o que resta ao povo é a pratica das formalidades da lei e aceitar o jogo pesado do poder. Além do que, a presença das oligarquias comandada por um coronel político com poderes quase absolutos e que, freqüentemente abusam desses poderes para favorecer a si próprio, seus familiares e seus comparsas parasitas do poder. A única interferência do povo no governo é quando votam, mas quase sempre a opção de escolha é entre membros dos oligarcas locais em disputa pelo comando do governo, raramente surge alternativa que emana do meio das forças populares, e quando surge a estrutura é insuficiente para romper a hegemonia das oligarquias.
Mas temos que entender como funciona a cabeça do coronel político do interior do Brasil, ele é uma figura presente na política tradicional e cientificamente é considerado um psicopata social extremamente rancoroso e vingativo, do tipo ex-Deputado Federal do Acre Hildebrando Pascoal, que mandava serrar vivo ao meio seus desafetos políticos e pessoais com moto-serra, o coronel político não admite ser contestado ou contrariado, acha que é dono da vida e do destino das pessoas da comunidade, quem se opõem a ele é considerado seu inimigo de morte e não apenas seu adversário político. E o pior é que seus comandados são arrogantes, prepotentes e autoritários, adotam o mesmo estilo, circulam pela cidade de carrões e óculos escuros, se sentem acima do poder e das leis, contam sempre com a certeza da impunidade e da força da influencia política para cometer seus desatinos... Nascem os novos coroneizinhos.
Antigamente os métodos de perseguição eram outros, hoje são mais sofisticados, quase ninguém percebe. Se o opositor é dono de jornal ou algum programa de radio, os anunciantes são pressionados a retirar anúncios e os colaboradores são assediados com proposta financeira, se o opositor é comerciante ou profissional liberal seus caminhos são dificultados ao extremo. Aos inimigos os rigores da lei, e aos amigos a brecha e as benesses da lei, é assim que pensa o coronel político, sua cabeça não comporta o debate democrático, não conhece a ética, joga sempre rasteiro e tem sempre ao seu lado indivíduos prontos pra agir, fazer qualquer coisa pra agradar o patrão e quando surge alguma "atividade" não hesitam um instante em executá-la, ou seja, se ficar o bicho come, se correr o bicho pega, não resta alternativa é ficar e enfrentar a fera.
É essa a leitura que temos. E estou plenamente convencido de que o absolutismo das oligarquias regionais pelo interior brasileiro emperra e muito o progresso de nossa nação, principalmente a alta estima e a elevação intelectual de nosso povo. E esta relação ainda predominante é o que existe de mais reacionário e atrasado nas relações políticas e sociais do mundo moderno. O ponto negativo e grave nisso tudo é que constatamos que um governo nas mãos de um só, sem alternância no poder é o começo da tirania.
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