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Dinheiro
17/11/2008 - 17h51

Dúvidas sobre financiamento do FMI seguem vigentes, diz diretor do fundo

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da Folha Online

As dúvidas sobre o financiamento do FMI (Fundo Monetário Internacional) seguem vigentes, apesar da importante contribuição do Japão, em um momento que se multiplicam os pedidos de ajuda no mundo, disse nesta segunda-feira o número dois da instituição, John Lipsky, em discurso na Universidade John Hopkins.

"Ainda que o Fundo possa captar recursos adicionais com os empréstimos contraídos com os [países] membros, a pergunta importante sobre a arrecadação dos recursos necessários para responder às necessidades (...) segue em vigência, à medida que a crise se estende", disse Lipsky, em discurso em Washington.

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O FMI dispõe de US$ 200 bilhões para emprestar aos estados-membro em dificuldade. O Japão anunciou na última sexta-feira que poderia aplicar US$ 100 bilhões suplementares. Para Lipsky, "um enfoque mais sistemático do aporte de liquidez" pela comunidade internacional "é de alta prioridade, mediante o co-financiamento dos programas que apóia o FMI ou do aumento de recursos que o fundo pode dispor".

Em entrevista a BBC Brasil, o diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, disse hoje que a instituição precisará de pelo menos mais US$ 100 bilhões para aumentar sua participação na ajuda os países afetados pela crise financeira internacional. Segundo ele, o fundo tem liquidez suficiente para o futuro imediato, mas precisará de mais recursos ao longo dos próximos seis meses.

Em seu discurso em Washington, Lipsky reconheceu a seriedade das ameaças à economia global, com a aproximação --ou o ingresso já-- de alguns países desenvolvidos em recessão. Ele lamentou não haver nenhum sinal de reversão na sistemática do mercado financeiro, recentemente. Segundo ele, pelo contrário, a combinação entre o estresse do mercado financeiro e a retração das economias está impactando as economias emergentes, com um potencial efeito negativo.

O diretor do FMI destacou os esforços da reunião do G20 (grupo que reúne os países mais ricos e os principais emergentes), no último sábado em Washington, que reforçou a necessidade de reverter o impacto da crise financeira internacional no curto prazo, através da cooperação internacional, em um "âmbito mais abrangente que no passado".

"Não há necessidade de fazer reivindicações exageradas sobre a necessidade de um novo sistema. Já há um consenso sobre as reformas exigidas para corrigir as falhas do sistema existente e são substanciais", disse. "Políticas macroeconômicas, em especial a fiscal, está se tornando cada vez mais relevante e necessária para alguns países. As reformas do setor financeiro igualmente devem continuar. E, coletivamente, nós devemos trabalhar juntos para reforçar a arquitetura financeira global, de maneira que reduza os riscos futuros", concluiu.

Apesar das dúvidas expressadas quanto à disponibilidade de financiamento do FMI, Lipsky reiterou, no entanto, que o Fundo está à disposição para ajudar as metas estabelecidas pelo G20. Segundo Lipsky, o G20 emitiu "uma mensagem política sem precedentes" e propôs um programa ambicioso.

"O FMI está pronto para usar seus recursos financeiros e experiência para ajudar a pavimentar a economia global após a crise", disse.

O FMI calcula que a economia mundial crescerá 1,25% em 2009 "e isto reflete uma redução de três quartos de ponto percentual desde que se completou, há menos de duas semanas, a previsão econômica global", comentou.

"Na nova previsão, se espera que as economias avançadas tenham uma contração de 0,25 ponto percentual em 2009", disse Lipsky.

Segundo ele, "isso representaria a primeira contração anual para esses países, como grupo, desde o fim da Segunda Guerra Mundial".

Com Efe e France Presse, em Washington

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (444) 04/12/2009 11h31
Eduardo Giorgini (444) 04/12/2009 11h31
Concordo!
Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
2 opiniões
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mauro guanandi (50) 04/12/2009 10h32
mauro guanandi (50) 04/12/2009 10h32
sENHOR cELSO. eSTAS CERTO QUANTO AO PETRÓLEO.
O que me preocupa é q nesta aventura serao gastos 2/3 do Pib; talvez em algo inútil - em minha opiniao a dependencia do petroleo tende a diminuir com o avança cientifico de outras formas. Mas encherá os bolsos da tchurma como NUNCA ANTEZ NA HIZTÓRIA.
goebbels se revira no tumulo. a turma da propaganda do governo é mais eficiente. Bom, o povo sendo mais inculto facilita.
Diga-ma qual o erro deportugues mais forte que vistes...eu vi um tal de eduardo Souza num forum escrever falço. Voce viu algo pior?
sem opinião
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celso assis (79) 03/12/2009 10h03
celso assis (79) 03/12/2009 10h03
Falando ironicamente :
Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
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