Dúvidas sobre financiamento do FMI seguem vigentes, diz diretor do fundo
da Folha Online
As dúvidas sobre o financiamento do FMI (Fundo Monetário Internacional) seguem vigentes, apesar da importante contribuição do Japão, em um momento que se multiplicam os pedidos de ajuda no mundo, disse nesta segunda-feira o número dois da instituição, John Lipsky, em discurso na Universidade John Hopkins.
"Ainda que o Fundo possa captar recursos adicionais com os empréstimos contraídos com os [países] membros, a pergunta importante sobre a arrecadação dos recursos necessários para responder às necessidades (...) segue em vigência, à medida que a crise se estende", disse Lipsky, em discurso em Washington.
10 questões para entender o tremor na economia
Entenda a evolução da crise que atinge a economia dos EUA
Veja os países e instituições financeiras afetados diretamente pela crise
O FMI dispõe de US$ 200 bilhões para emprestar aos estados-membro em dificuldade. O Japão anunciou na última sexta-feira que poderia aplicar US$ 100 bilhões suplementares. Para Lipsky, "um enfoque mais sistemático do aporte de liquidez" pela comunidade internacional "é de alta prioridade, mediante o co-financiamento dos programas que apóia o FMI ou do aumento de recursos que o fundo pode dispor".
Em entrevista a BBC Brasil, o diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, disse hoje que a instituição precisará de pelo menos mais US$ 100 bilhões para aumentar sua participação na ajuda os países afetados pela crise financeira internacional. Segundo ele, o fundo tem liquidez suficiente para o futuro imediato, mas precisará de mais recursos ao longo dos próximos seis meses.
Em seu discurso em Washington, Lipsky reconheceu a seriedade das ameaças à economia global, com a aproximação --ou o ingresso já-- de alguns países desenvolvidos em recessão. Ele lamentou não haver nenhum sinal de reversão na sistemática do mercado financeiro, recentemente. Segundo ele, pelo contrário, a combinação entre o estresse do mercado financeiro e a retração das economias está impactando as economias emergentes, com um potencial efeito negativo.
O diretor do FMI destacou os esforços da reunião do G20 (grupo que reúne os países mais ricos e os principais emergentes), no último sábado em Washington, que reforçou a necessidade de reverter o impacto da crise financeira internacional no curto prazo, através da cooperação internacional, em um "âmbito mais abrangente que no passado".
"Não há necessidade de fazer reivindicações exageradas sobre a necessidade de um novo sistema. Já há um consenso sobre as reformas exigidas para corrigir as falhas do sistema existente e são substanciais", disse. "Políticas macroeconômicas, em especial a fiscal, está se tornando cada vez mais relevante e necessária para alguns países. As reformas do setor financeiro igualmente devem continuar. E, coletivamente, nós devemos trabalhar juntos para reforçar a arquitetura financeira global, de maneira que reduza os riscos futuros", concluiu.
Apesar das dúvidas expressadas quanto à disponibilidade de financiamento do FMI, Lipsky reiterou, no entanto, que o Fundo está à disposição para ajudar as metas estabelecidas pelo G20. Segundo Lipsky, o G20 emitiu "uma mensagem política sem precedentes" e propôs um programa ambicioso.
"O FMI está pronto para usar seus recursos financeiros e experiência para ajudar a pavimentar a economia global após a crise", disse.
O FMI calcula que a economia mundial crescerá 1,25% em 2009 "e isto reflete uma redução de três quartos de ponto percentual desde que se completou, há menos de duas semanas, a previsão econômica global", comentou.
"Na nova previsão, se espera que as economias avançadas tenham uma contração de 0,25 ponto percentual em 2009", disse Lipsky.
Segundo ele, "isso representaria a primeira contração anual para esses países, como grupo, desde o fim da Segunda Guerra Mundial".
Com Efe e France Presse, em Washington
Leia mais
- FMI pede mais fundos para ajudar países contra crise
- Dados oficiais do terceiro trimestre confirmam recessão no Japão
- Há mais promessas que ações concretas, dizem analistas sobre G20
- Após G20, Morales anuncia reunião de presidentes antiimperialistas
- Berlusconi defende G8 frente ao G20; Lula diz que grupo rico será "clube de amigos"
Especial
- Leia o que já foi publicado sobre o FMI
- Leia a cobertura completa sobre a crise dos EUA
- Navegue no melhor roteiro de cultura e diversão da internet
Livraria


Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
avalie fechar
O que me preocupa é q nesta aventura serao gastos 2/3 do Pib; talvez em algo inútil - em minha opiniao a dependencia do petroleo tende a diminuir com o avança cientifico de outras formas. Mas encherá os bolsos da tchurma como NUNCA ANTEZ NA HIZTÓRIA.
goebbels se revira no tumulo. a turma da propaganda do governo é mais eficiente. Bom, o povo sendo mais inculto facilita.
Diga-ma qual o erro deportugues mais forte que vistes...eu vi um tal de eduardo Souza num forum escrever falço. Voce viu algo pior?
avalie fechar
Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
avalie fechar