Após BrT, Sky pode ser próximo alvo da Oi
da Folha Online
Depois da Brasil Telecom, a Sky pode ser o próximo alvo de compra da Oi/Telemar, segundo reportagem de Elvira Lobato, na edição da Folha desta terça-feira (a íntegra da coluna está disponível para assinantes do UOL e do jornal).
Segundo a reportagem, as Organizações Globo (acionista da Sky) consideram que a venda é apenas questão de preço e de oportunidade --embora a Sky negue a existência de qualquer negociação de venda. Um outro acionista da Oi/Telemar ouvido pela Folha disse que a Sky, a preço justo, interessaria muito à Oi, mas que o preço apresentado foi tão alto que ele tem dúvida sobre se a Sky Brasil, de fato, está à venda.
Em setembro, o Ministério Público Federal instaurou inquérito no Rio Grande do Sul para investigar se houve formação de monopólio na fusão das operadoras de telefonia Oi e Brasil Telecom.
O procurador da República José Osmar Pumes diz que a fusão entre as empresas poderá inviabilizar o cumprimento da Lei de Telecomunicações, que garante a toda a população o acesso a telecomunicações, tarifas e preços razoáveis e em condições adequadas.
"A proteção da livre concorrência e a repressão ao abuso do poder econômico que elimina esta concorrência e aumenta arbitrariamente os lucros constituem bem jurídico valioso, protegido pelo Código de Defesa do Consumidor e cuja titularidade pertence a toda a coletividade", afirma Pumes.
No mês passado, a Folha informou que diálogos captados na Operação Satiagraha da Polícia Federal revelaram que o ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh (PT) participou ativamente, como representante dos interesses do Opportunity, da negociação com o governo e os fundos de pensão na venda da Brasil Telecom para a Oi (Telemar).
Segundo a reportagem, numa das pontas, ele repassava informações atualizadas sobre o andamento do negócio no lado dos fundos para Humberto Braz --braço direito do banqueiro Daniel Dantas--, preso pela PF na Satiagraha, acusado de tentar subornar um delegado. Na outra, informa a Folha, recebia ordens de Dantas para pressionar o governo e os fundos a aceitarem os termos do Opportunity.
Por meio de sua assessoria, Greenhalgh disse à Folha que seu trabalho para o Opportunity foi feito inteiramente dentro da legalidade. Ele preferiu não responder a perguntas sobre seus contatos com fundos de pensão estatais e também no governo.
Segundo o Opportunity, Greenhalgh prestou serviço de advocacia, "atuando em negociações empresariais": "O Opportunity tinha conhecimento de que ele tratava com quem era de direito, por exemplo, o presidente da Previ, sr. Sérgio Rosa".
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