Plano de resgate financeiro "não é panacéia", diz secretário de Tesouro dos EUA
da France Presse, em Washington
com Efe
O secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, afirmou nesta terça-feira que o plano de resgate financeiro, orçado em US$ 700 bilhões, "não é a panacéia para todas as nossas dificuldades econômicas". A declaração aos congressistas pode ser vista como recado direto aos representantes de outros setores da economia, que também reivindicam ajuda governamental.
"A crise em nosso sistema financeiro se estende ao restante da nossa economia. Levará um tempo para restabelecer o crédito e reparar nosso sistema financeiro, que é essencial para a recuperação da economia", afirmou ele, ante a Comissão de Serviços Financeiros da Câmara dos Representantes.
Paulson, e o presidente do Fed (Federal Reserve, o banco central americano), Ben Bernanke, explicam hoje ao Congresso de que forma têm usado as centenas de bilhões de dólares do plano de resgate financeiro oferecido pelo governo.
Os membros da Comissão da Câmara de Representantes (equivalente à Câmara dos Deputados brasileira) querem interrogar Paulson e Bernanke, já que mais de um mês e meio após a aprovação do programa de ajuda de US$ 700 bilhões, os dois já modificaram várias vezes o plano apresentado aos parlamentares.
Mudança de rumo
Paulson, que originalmente disse ao Congresso que usaria o dinheiro para adquirir hipotecas de alto risco para aliviar o mal-estar dos bancos, na metade de outubro mudou de rumo e disse que o governo usaria US$ 250 bilhões na compra de ações dos bancos.
Até agora, o governo já usou mais de US$ 200 bilhões --a metade para compra de ações em nove dos maiores bancos dos EUA--, mas as instituições usaram a generosidade dos contribuintes para pagar dividendos, remunerar seus executivos e comprar outros bancos, ao invés de facilitar o crédito ao público.
Esta semana, o governo designou o auditor --exigido pelo Congresso no início de outubro- que supervisionará a distribuição dos fundos e informará aos parlamentares sobre o uso da primeira metade do socorro a fim de entregar ao governo a segunda parcela.
Na semana passada, Paulson voltou a modificar o programa de auxílio e disse que o governo começará a injetar capital nos bancos em troca de uma nacionalização parcial e que buscará estímulo à disponibilidade de empréstimos para o consumo, para estudantes e nos cartões de crédito.
Leia mais
- Assessor de Obama defende incentivo à economia por até três anos
- Secretário do Tesouro fechará torneira dos US$ 700 bi até posse de Obama
- Democratas trabalham em plano de ajuda a montadoras dos EUA
Especial
- Leia a cobertura completa sobre a crise dos EUA
- Navegue no melhor roteiro de cultura e diversão da internet
Livraria


Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
avalie fechar
O que me preocupa é q nesta aventura serao gastos 2/3 do Pib; talvez em algo inútil - em minha opiniao a dependencia do petroleo tende a diminuir com o avança cientifico de outras formas. Mas encherá os bolsos da tchurma como NUNCA ANTEZ NA HIZTÓRIA.
goebbels se revira no tumulo. a turma da propaganda do governo é mais eficiente. Bom, o povo sendo mais inculto facilita.
Diga-ma qual o erro deportugues mais forte que vistes...eu vi um tal de eduardo Souza num forum escrever falço. Voce viu algo pior?
avalie fechar
Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
avalie fechar