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Dinheiro
18/11/2008 - 16h22

GM, Ford e Chrysler pedem mais ajuda ao Congresso dos EUA

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da Efe
da France Presse

Os presidentes executivos da General Motors, Ford e Chrysler tentarão nesta terça-feira convencer os parlamentares americanos a duplicarem a ajuda concedida ao setor automobilístico, depois da liberação em setembro de uma verba de US$ 25 bilhões que ainda não foi distribuída.

Alan Mullaly (Ford), Robert Nardelli (Chrysler) e Richard Wagoner (GM) comparecem no fim da tarde de hoje ante o comitê bancário do Senado, a quem pedirão outros US$ 25 bilhões para evitar um golpe na indústria automotiva.

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Entretanto, o democrata Chris Dodd, presidente do comitê, advertiu na semana passada que não conhecia "um único republicano disposto a apoiar" o resgate das montadoras, abaladas pela crise do crédito e a queda de suas vendas.

O secretário do Tesouro, Henry Paulson, avisou hoje que o plano de resgate do sistema financeiro "não é a panacéia para todas as nossas dificuldades econômicas".

"O plano de resgate não foi concebido para ser um plano de recuperação, mas para consolidar as fundações de nossa economia estabilizando o sistema financeiro. Não se pode esperar dele que compense o impacto dos danos provocados por uma crise tão grave", declarou Paulson nesta terça-feira durante uma audiência diante da comissão dos serviços financeiros da Câmara dos Representantes.

Apoiado pelos democratas, o projeto de ajuda ao setor automobilístico enfrenta a oposição dos parlamentares republicanos.

"O modo de funcionamento da GM é baseado em um modelo errôneo, a empresa tem uma péssima direção e nenhum esquema de inovação. Agora eles querem mais US$ 25 bilhões, além dos US$ 25 bilhões já liberados. Onde vamos parar?", questionou ontem o senador republicano do Alabama Richard Shelby.

De acordo com um estudo da Ford apresentado hoje pelo "Wall Street Journal", um eventual desaparecimento da empresa provocaria a supressão de pelo menos 75 mil empregos diretos e indiretos em 25 Estados do país.

Danos na Europa

A chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou hoje, depois de se reunir com o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, que as medidas que a serem tomadas pelo novo governo dos Estados Unidos para o setor automotivo podem representar "um problema" para as empresas européias.

Merkel disse que a Alemanha pediu à CE (Comissão Européia, órgão Executivo da União Européia) que estude como os EUA apoiarão a indústria automobilística "para que a Europa não sofra danos".

"Nós também podemos ajudar o setor", disse Merkel, em referência a uma possível intervenção da UE (União Européia) frente à crise no setor. Em relação ao anunciado plano do governo alemão para apoiar o grupo automobilístico nacional Opel, Merkel explicou que tem como objetivo dar garantias, mas não um aumento de capital.

"Trata-se de dar uma garantia caso a Opel se encontre sem fundos por parte de sua casa matriz (GM)", disse a chanceler. A Opel pediu uma garantia estatal de 1 bilhão de euros (US$ 1,26 bilhão) para fazer frente à difícil situação gerada pelos problemas que a GM atravessa.

Berlusconi assegurou que, por enquanto, a Itália não estuda nenhuma ajuda ao setor automotivo, mas não descartou que se possam tomar medidas no futuro, de acordo com a forma que o mercado reagir.

Comentários dos leitores
M Mig (1470) 03/07/2009 15h00
M Mig (1470) 03/07/2009 15h00
Ontem ouvi no rádio um jornalista que fala sobre o mundo automotivo dizer que não houve tsunami e nem marola por que o brasileiro continua comprando carros. Ora, um habito comum ao brasileiro é a ostentação, para isso muitos se endivida para adquirir bens que não são compatíveis com seu nível de vida. Esse fenômeno podemos observar principalmente com três bens de consumo:
-Roupas e calçados: O sujeito ganha mil e quinhentos reais, mas ele tem um tênis que custa seiscentos reais.
-Celular: A pessoa economiza até em sua alimentação, mas tem um smartfone.
-Carro: O sujeito se endivida por oito anos para comprar um carro (em 2007 o aumento de financiamentos de veículos aumentou 43,5% e desde então tem crescido a cada ano) e muitas vezes não tem dinheiro para mantê-lo ou para pagar pelo financiamento, o que causa o aumento do número de recuperações de veículos por financeiras (observado desde o ano passado).
Em suma, o jornalista fez uma afirmação ignorando que a compra de carros é impulsionada pela capacidade de endividamento, ignorando as centenas de milhares de demissões (comprovadas pela redução de captação de impostos), o aumento da inadimplência (cheque especial e financiamento de veículos são os lideres). A disseminação desse tipo de convicção cega e impede que a população exija retidão e resultados do governo federal. É lamentável que um jornalista use as atribuições de sua função para disseminar sua opinião ignorando os fatos.
sem opinião
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Sergio Torres da Silva (103) 02/07/2009 20h27
Sergio Torres da Silva (103) 02/07/2009 20h27
Condenado a 150 anos e cobertura confiscada.
Um belo exemplo de, liberdade enquanto conseguiu esconder e punição quando foi descoberto.
Acho que precisamos, aqui no Brasil, exercitar mais os atos de punição.
3 opiniões
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M Mig (1470) 02/07/2009 18h06
M Mig (1470) 02/07/2009 18h06
Herança da crise:
"RIO DE JANEIRO (Reuters) - A produção da indústria brasileira acumula queda de 5,1% nos últimos doze meses encerrados em maio, o pior resultado desde o início da série histórica, em 1991, mostraram dados divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)."
Um dado interessante é que, a redução do IPI como forma de incentivar o comércio e fazer o dinheiro continuar girando teve uma variável inesperada, o consumidor não desfrutou deste desconto integralmente (em média de 5%). .Em alguns casos o desconto do consumidor foi de apenas 2% , o resto foi agregado ao lucro do comerciante, distribuidor ou produtor. Esse percentual é apenas metade do IPCA do primeiro trimestre, ou seja não cobriu nem a inflação durante a metade do período da crise..
Ai fica a pergunta, esse desconto de 2% (que não consegue motivar consumidores que foram ás compras), o que levou as pessoas a comprarem? Conhecendo o brasileiro, sabemos que ele é um comprador emocional, quase compulsivo.
sem opinião
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