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Dinheiro
18/11/2008 - 17h27

Para FHC, 2009 será mais difícil que o atual por efeitos da crise

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) disse nesta terça-feira não acreditar que o Brasil fique "alheio" às conseqüências da crise econômica internacional. FHC afirmou ser impossível prever se o pior da crise já passou, mas disse que o ano de 2009 será "mais difícil" que o atual.

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"O pior não passou, não se sabe, tomara que tenha passado, mas é imprevisível. Faz muito pouco tempo, achavam que a crise não ia nos alcançar. O ano mais difícil será o ano que vem. Temos que ser prudentes e não pessimistas, mas prudentes", afirmou.

O ex-presidente disse que, ao se analisar o cenário internacional, é possível constatar que 2009 não será um ano de expansão econômica. "Só ouço ranger de dentes em todos os setores. Imaginar que o Brasil vai ficar alheio a isso, que será apenas uma marola, vai pegar fundo. Eu acho que o governo tem que se antecipar a isso, tomar medidas", afirmou.

Na opinião do ex-presidente, o governo "não tem toda a força do mundo", por isso precisa agir para combater a crise. FHC lembrou que, apesar das iniciativas internacionais de viabilizar a liquidez (oferta de dinheiro) dos mercados, a economia não conseguiu reagir à crise.

"Nunca houve nos últimos anos esforço tão grande dos bancos centrais para dar liquidez e, apesar disso, continua a falta de confiança. Estamos diante de situação delicada e provavelmente o ano que vem será delicado. É importante manter elevada a expectativa de crescimento, mas as importações estão caindo. A economia chinesa está parando. Isso diminui as compras e isso vai ter efeitos, ninguém tenha dúvidas", afirmou FHC.

O ex-presidente participou nesta terça-feira, em Brasília, de seminário na CNI (Confederação Nacional da Indústria) sobre os 20 anos da Constituição Federal. FHC também se reuniu, no Congresso, com o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN).

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (442) 04/12/2009 11h31
Eduardo Giorgini (442) 04/12/2009 11h31
Concordo!
Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
sem opinião
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celso assis (77) 03/12/2009 10h03
celso assis (77) 03/12/2009 10h03
Falando ironicamente :
Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
19 opiniões
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Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
A repeito da recuperação de mercados..... A dizer da econômia brasileira, no termo equilibrio, travessia, em termos econômicos um bom comparativo, uma ponte, com bons fundamentos (extrutura), tensionada, fortemente exigida, mas com capacidade para resistir, suportar "o uso" e "abusos". Com isto certamente possibilita um avanço significativo em termos econômicos, em ganhos em diversos niveis, um crecimento, uma melhoria de padrão geral, a formação de um novo conceito de solidez, de desenvolvimento como um todo. Imperativo o controle de gastos "em época eleitoral", os famosos desperdicios, as demagogias, erros, politicagem,propaganda enganosa. época que se faz nescessário ampliação de critérios, e cobranças com os gastos, em obras sem útilidade efetiva, e ou duradoura. Do história inicio de ano, época de férias.....atividades reduzidas, coisas se bem pensadas e organizadas podem dar bons resultados aos trabalhadores, empresas, consumidor, já no trimestre seguinte, cautela, controles, agilidade operacional, e de sistemas produtivos, ...... 2 opiniões
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