Bolsas dos EUA revertem desânimo e fecham em alta
da Folha Online
As Bolsas americanas terminaram em alta nesta terça-feira, depois de uma sessão instável, com um mercado temeroso e indeciso entre o otimismo da HP e um clima mais cauteloso diante das perspectivas negativas para a economia mundial.
O índice Dow Jones Industrial, o mais importante das bolsas de Nova York, fechou com alta de 1,83%, aos 8.424,75 pontos, antes de começar o debate no Comitê de Bancos do Congresso dos Estados Unidos sobre o futuro da indústria automobilística americana. O mercado Nasdaq avançou 0,08%, aos 1.483,27 pontos, enquanto o indicador seletivo S&P 500 subiu 0,98%, aos 859,12 pontos.
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Wall Street registrou um nova sessão errante, iniciando os trabalhos no positivo, caindo até 200 pontos durante a tarde, antes de recuperar-se ao final da jornada.
"Espera-se que as coisas se estabilizem. Todos os dias se tem a esperança", disse Gregori Volokhin, da Meeschaert Nova York, lembrando a alta dos índices no início da sessão.
"Há um vazio em nível político e de calendário. Por cada boa notícia, há dez más", acrescentou.
Os investidores mantiveram os olhos fixos em Washington durante toda a sessão, atentos às declarações do presidente do Fed (Federal Reserve), Ben Bernanke, e o secretário do Tesouro, Henry Paulson.
Criticado pelos parlamentares pelos resultados do plano de estabilização financeiro, Paulson afirmou que o pacote de US$ 700 bilhões, "não é a panacéia para todas as nossas dificuldades econômicas". A declaração aos congressistas pode ser vista como recado direto aos representantes de outros setores da economia, que também reivindicam ajuda governamental.
"A crise em nosso sistema financeiro se estende ao restante da nossa economia. Levará um tempo para restabelecer o crédito e reparar nosso sistema financeiro, que é essencial para a recuperação da economia', afirmou ele, ante a Comissão de Serviços Financeiros da Câmara dos Representantes.
Paulson e Ben Bernanke explicaram hoje ao Congresso de que forma têm usado as centenas de bilhões de dólares do plano de resgate financeiro oferecido pelo governo.
Entre as principais notícias do dia, também está a divulgação do PPI (índice de preços no atacado), que apontou deflação de 2,8% em outubro nos EUA. Foi o terceiro mês consecutivo de variação negativa desse indicador. Em setembro, o mesmo índice já havia registrado deflação, mas de 0,4%. A queda foi puxada principalmente na retração dos preços de energia, que caíram 12,8% em outubro ante uma retração de 2,9% em setembro.
Segundo o Departamento de Trabalho americano, responsável pela divulgação, trata-se do maior declínio num mês em mais de 60 anos. Economistas do setor financeiro estimavam uma deflação em torno de 1,8%.
A Home Depot, maior rede de lojas de materiais de construção dos Estados Unidos, anunciou nesta terça-feira que seu lucro líquido recuou 31% no terceiro trimestre devido à queda em suas vendas.
E a Hewlett-Packard, do setor de tecnologia da informação, divulgou hoje suas projeções para o quarto trimestre deste ano, afirmando que espera um ganho de US$ 1,03 por ação, ante expectativas de US$ 1 da maioria dos analistas do setor financeiro. A HP também comunicou que projeta um faturamento da ordem de US$ 33,6 bilhões, ante expectativas de US$ 33,09 bilhões do mercado.
Europa e Ásia
Os ganhos registrados em Wall Street no início da sessão ajudaram as Bolsas européias a fechar em leve alta nesta terça-feira, depois uma sessão fraca na Ásia, onde os investidores voltaram a se assustar com o fantasma de uma longa recessão mundial e os mercados se retraíram.
As Bolsas européias conseguiram fechar em alta, após as pesadas perdas de ontem, quando o gigante bancário americano Citigroup anunciou o corte de 50 mil postos de trabalho em todo o mundo. Nesta terça, a Bolsa de Frankfurt ganhou 0,49% no fechamento; Londres, 1,85%; Paris, 1,11%; e Madri, 0,38%.
No sentido oposto, a Bolsa do Japão encerrou em baixa de 2,28%, um dia depois que o governo japonês confirmou que a segunda economia mundial entrou em recessão, somando-se à lista formada pela Zona Euro, Alemanha, Itália, Irlanda e Hong Kong.
Os sinais da emergência de um problema de deflação no Reino Unido tampouco pareciam animadores. O temor é que, se essa deflação (uma persistente queda de todos os valores) acontecer, os consumidores deixarão de comprar, na esperança de adquirir mais barato no futuro. Se fizerem isso, então a demanda cai, o que causará desemprego e afetará os salários, forçando a economia para uma espiral viciosa para baixo.
Hoje, a preocupação com o crescimento econômico da China e com os resultados das empresas levou a Bolsa de Xangai a fechar em baixa de 6,31%. Também fecharam com fortes perdas Hong Kong (-4,54%), Seul (-3,91%) e Cingapura (-3,26%).
"O medo de uma recessão mundial afeta os mercados", comentou Kazuhiro Takahashi, analista da Daiwa Securities SMBC.
Os corretores disseram que os desempenhos positivos de Estados Unidos (no início do pregão) e Europa pareciam, hoje, estimulados por razões técnicas, depois das grandes perdas recentes, enquanto não se vê o fim do implacável fluxo de más notícias.
Mas as Bolsas americanas não resistiram por muito tempo, abatidas justamente por notícias ruins e operaram boa parte da sessão no vermelho, revertendo a trajetória mais uma vez no final das negociações.
Com agências internacionais.
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Especial


O que se pode ver ao longo dos anos em Dubai é o resultado da visão futurista da localidade que possui 2% das reservas de gás do bloco de sete países que formam o EAU (Emirados Árabes Unidos), diante a estimativa de que suas reservas de petróleo tendem a uma diminuição significativa, alcançando completo esgotamento num prazo de até duas décadas. Sua economia migrou daquela baseada no comércio e dependente do petróleo, para aquela baseada nos serviços e orientada para o turismo o que fez com que o setor imobiliário alcançasse um patamar extraordinariamente valioso e se tornasse "a menina dos olhos" de grandes investidores internacionais, mas que, em virtude da crise econômica mundial provocada pelos EUA, vem amargando recessão entre 2008 e 2009. Tomando-se como ponto de partida o ano de 2005, o PIB era de US$ 37 bilhões onde as receitas originadas do petróleo e gás natural representavam menos de 6%, em fevereiro de 2009 chegou a uma dívida externa estimada em aproximadamente 100 bilhões, o que equivale dizer que para cada um dos cerca de 250.000 cidadãos do emirado cabe 400 mil dólares em dívida externa.
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Os setores, imobiliário e de construção, comércio, entreposto aduaneiro e serviços financeiros, juntos, contribuem com algo em torno de 65% a 70% de sua economia. Para que se tenha uma idéia, para quem até meados do século passado não passava de um pequeno entreposto comercial, e devido a sua localização marítima, vivia da pesca e coleta de pérolas, até que se instalasse a crise mundial, com um território 2200 vezes menor que o do Brasil, recebia cerca de 6,5 milhões de turistas ao ano, com uma taxa de ocupação média dos hotéis em torno 85% enquanto que no Brasil, algo em torno 64%. Há de se notar que enquanto ao final do ano passado, no apogeu da crise, muito de falava no Capítulo 11 que trata da falência das empresas norte americanas, e que nos dias de hoje o FDIC (órgão que garante os depósitos bancários nos EUA) vem demonstrando preocupação com o crescente número de instituições financeiras problemáticas no país diante o fato de que em setembro deste ano, 552 bancos relataram dificuldades, espelhando um aumento de 33% sobre os 416 relatados no segundo trimestre, em Dubai passados cerca de 12 meses, fala-se de uma moratória por prazo de seis meses.
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A meu ver, Folker Hellmeyer, economista-chefe do banco Bremer Landesbank demonstra profundo conhecimento e bom senso quando diz que "Os problemas atuais se referem à falta de liquidez momentânea de alguns megaprojetos, e não à confiança em geral na potência econômica dos emirados". Devido ao seu perfil econômico é bastante natural que o emirado sentisse os reflexos da crise devido à falta de liquidez. Há um grande número de empresas de porte internacional do mundo todo operando em Dubai. Entre as intituições financeiras, por exemplo, encontram-se o Citi Bank que amargou perdas terríveis com a crise nos EUA e teve que ser socorrido pelo governo norte americano. Além dele, outros como o ABN-Amro Bank, Deutsche Bank AG, MGM Mirage, Royal Bank of Scotland Group plc, HSBC Holdings plc, etc
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