Bolsas da Ásia ficam indefinidas com crise de montadoras dos EUA
da Folha Online
Atualizado às 07h41.
As principais Bolsas da Ásia fecharam com resultados variados em meio à preocupação com uma crise entre as maiores fabricantes de automóveis dos Estados Unidos --GM, Ford e Chrysler-- e às altas no mercado americano ontem.
Com forte queda de empresas exportadoras e do setor bancário, a Bolsa de Valores de Tóquio (Japão) fechou com queda de 0,66%. Na Austrália as perdas foram de 0,85%; a Coréia do Sul retraiu 1,87%; Hong Kong recuou 0,77%.
"Há muita preocupação com a queda das três grandes fabricantes de carros nos EUA e isso afasta os investidores das compras [de ações]", afirmou Katsuhiko Kodama, da Toyo Securities em Tóquio. "Qualquer falência das fabricantes derrubaria as Bolsas, o que atingiria outras montadoras, causando um corte generalizado de empregos e a piora da crise."
A Bolsa da China subiu 6,05%, puxada pelas altas dos papéis das fabricantes locais de automóveis. Para analistas, especuladores vêem o crescimento das empresas chinesas no mercado mundial com a crise nas companhias americanas.
Nos Estados Unidos, o Dow Jones Industrial, o mais importante do mercado americano, fechou com alta de 1,83%, antes de começar o debate no Comitê de Bancos do Congresso dos Estados Unidos sobre o futuro da indústria automobilística americana. O mercado Nasdaq avançou 0,08%, enquanto o indicador seletivo S&P 500 subiu 0,98%.
Crise automotiva
Os presidentes executivos da General Motors, Ford e Chrysler pediram aos parlamentares americanos ontem a duplicação da ajuda concedida ao setor automobilístico, depois da liberação de uma verba de US$ 25 bilhões em setembro.
As companhias pediram mais US$ 25 bilhões para enfrentar a crise. O objetivo é manter a viabilidade do setor nos Estados Unidos, onde a turbulência financeira derrubou a venda de carros e ameaça as sobrevivência das companhias.
De acordo com um estudo da Ford apresentado nesta terça-feira (18) pelo "Wall Street Journal", um eventual desaparecimento da empresa provocaria a supressão de pelo menos 75 mil empregos diretos e indiretos em 25 Estados do país.
Apoiado pelos democratas, o projeto de ajuda ao setor automobilístico enfrenta a oposição dos parlamentares republicanos.
"O modo de funcionamento da GM é baseado em um modelo errôneo, a empresa tem uma péssima direção e nenhum esquema de inovação. Agora eles querem mais US$ 25 bilhões, além dos US$ 25 bilhões já liberados. Onde vamos parar?", questionou ontem o senador republicano do Alabama Richard Shelby.
Com Thomsom Reuters
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Ô Bama! Você não aprende mesmo né?
Tá achando que ainda está em um daqueles palanques da campanha, quando a platéia aplaudia o tempo todo?
Aos poucos, está aprendendo que o buraco é mais embaixo.
Foi á China, fazer média com os comunistas escravagistas e tomou uma raquetada, ao acusarem os EUA de protecionistas.
O detalhe aí, é que NINGUÉM no mundo é mais protecionista que República Popular da China.
Aposto que Obama ouviu á tudo calado, e saiu de fininho, como está sendo até agora, sua "marca" registrada...
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