Dinheiro
19/11/2008 - 05h31

Bolsas da Ásia ficam indefinidas com crise de montadoras dos EUA

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da Folha Online

Atualizado às 07h41.

As principais Bolsas da Ásia fecharam com resultados variados em meio à preocupação com uma crise entre as maiores fabricantes de automóveis dos Estados Unidos --GM, Ford e Chrysler-- e às altas no mercado americano ontem.

Com forte queda de empresas exportadoras e do setor bancário, a Bolsa de Valores de Tóquio (Japão) fechou com queda de 0,66%. Na Austrália as perdas foram de 0,85%; a Coréia do Sul retraiu 1,87%; Hong Kong recuou 0,77%.

"Há muita preocupação com a queda das três grandes fabricantes de carros nos EUA e isso afasta os investidores das compras [de ações]", afirmou Katsuhiko Kodama, da Toyo Securities em Tóquio. "Qualquer falência das fabricantes derrubaria as Bolsas, o que atingiria outras montadoras, causando um corte generalizado de empregos e a piora da crise."

A Bolsa da China subiu 6,05%, puxada pelas altas dos papéis das fabricantes locais de automóveis. Para analistas, especuladores vêem o crescimento das empresas chinesas no mercado mundial com a crise nas companhias americanas.

Nos Estados Unidos, o Dow Jones Industrial, o mais importante do mercado americano, fechou com alta de 1,83%, antes de começar o debate no Comitê de Bancos do Congresso dos Estados Unidos sobre o futuro da indústria automobilística americana. O mercado Nasdaq avançou 0,08%, enquanto o indicador seletivo S&P 500 subiu 0,98%.

Crise automotiva

Os presidentes executivos da General Motors, Ford e Chrysler pediram aos parlamentares americanos ontem a duplicação da ajuda concedida ao setor automobilístico, depois da liberação de uma verba de US$ 25 bilhões em setembro.

As companhias pediram mais US$ 25 bilhões para enfrentar a crise. O objetivo é manter a viabilidade do setor nos Estados Unidos, onde a turbulência financeira derrubou a venda de carros e ameaça as sobrevivência das companhias.

De acordo com um estudo da Ford apresentado nesta terça-feira (18) pelo "Wall Street Journal", um eventual desaparecimento da empresa provocaria a supressão de pelo menos 75 mil empregos diretos e indiretos em 25 Estados do país.

Apoiado pelos democratas, o projeto de ajuda ao setor automobilístico enfrenta a oposição dos parlamentares republicanos.

"O modo de funcionamento da GM é baseado em um modelo errôneo, a empresa tem uma péssima direção e nenhum esquema de inovação. Agora eles querem mais US$ 25 bilhões, além dos US$ 25 bilhões já liberados. Onde vamos parar?", questionou ontem o senador republicano do Alabama Richard Shelby.

Com Thomsom Reuters

Comentários dos leitores
Arthur Capella Neto (12) 16/11/2009 11h09
Arthur Capella Neto (12) 16/11/2009 11h09
Neste mundo que , por conceitos fisico-quimicos , já deveria ter acabado, de tão putrefato e corroído pelos cupins humanos, não existem, nos grupos controladores, mocinhos , só bandidos. No passado e atualmente, fizeram-se e fazem-se guerras por poder, por temperos, por amantes,por petróleo e , se o governante é corrupto ou assassino mas faz o jogo do poder dominante, então serve. Assim, vemos a multiplicação de reinos pessoais e familiares na Africa e no oriente médio e, mais próximamente, na Venezuela. Sem maiores surtos de vergonha, inventa-se um motivo e "bum", estoura-se o país insurgente.Muitas vêzes o insurgente foi colocado lá pelo seu próprio aniquilador, vide o caso de Saddan Hussein.A criatura desobedeceu o criador. O Brasil que, nos últimos anos, colocou no seu arsenal uma nova ação, chamada vontade política, tem a mania de se encrencar em outros campos, vide Guatemala.Também colocou neste arsenal uma outra frase:tolerância com vizinhos desagradáveis. Assim, tolera as estrepulias da desgovernada e órfã do caudilho , Argentina.Tolera os rompantes do ditador de piche, o sargentão Chavez.Tolera o boneco de Chavez, o índio Evo (como tal ,é tutelado) e também o pedófilo e Don Juan do Paraguay, o Lugo. Parece que só isto poderia dar ao Brasil o Nobel da tolerância e da paz. Para não fugir ao assunto, a China.O Obama precisa de dólar baixo.A China usa o Yuan baixo artificialmente para exportar.O êrro foi considerar a China economia de mercado.Não é e ponto final. sem opinião
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O Pacificador (129) 16/11/2009 10h45
O Pacificador (129) 16/11/2009 10h45
"China acusa EUA de protecionismo durante visita de Obama..."
Ô Bama! Você não aprende mesmo né?
Tá achando que ainda está em um daqueles palanques da campanha, quando a platéia aplaudia o tempo todo?
Aos poucos, está aprendendo que o buraco é mais embaixo.
Foi á China, fazer média com os comunistas escravagistas e tomou uma raquetada, ao acusarem os EUA de protecionistas.
O detalhe aí, é que NINGUÉM no mundo é mais protecionista que República Popular da China.
Aposto que Obama ouviu á tudo calado, e saiu de fininho, como está sendo até agora, sua "marca" registrada...
sem opinião
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joao martins (61) 13/11/2009 13h41
joao martins (61) 13/11/2009 13h41
O QUE IMPORTA É EXPORTAR, E BASTANTE, QUE VENHA BASTANTE DOLARES PRO BRASIL. Agora se a moeda fica forte o pais fica forte né??? Como os Estados Unidos não desvaloriza a sua moeda se esta numa crise de dar pena???? Meireles com a palavra!!!! 8 opiniões
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