Consórcio alemão quer fazer à GM oferta de aquisição da Opel
da Efe, em Frankfurt
da Folha Online
O consórcio alemão SolarWorld pretende lançar uma oferta para adquirir as quatro fábricas da Opel na Alemanha e o centro de desenvolvimento em Rüsselsheim (oeste), de propriedade da americana General Motors (GM).
Leia a cobertura completa da crise nos EUA
Entenda a evolução da crise que atinge a economia dos EUA
Veja os países e instituições financeiras afetados diretamente pela crise
A SolarWorld informou hoje, em um comunicado, que oferece 250 milhões de euros (US$ 315 milhões) em dinheiro e uma linha de crédito de 750 milhões de euros (US$ 946 milhões).
Na semana passada, a Opel pediu ajuda ao governo alemão para superar a atual crise, segundo o jornal "Frankfurter Allgemeine". O programa de ajuda solicitado pela Opel chega a 40 bilhões de euros (US$ 50,4 bilhões), disse o jornal. A Opel propôs também um programa de prêmios, que incentive a entrega para reciclagem de carros velhos, além de empréstimos a juros baixos para a compra de carros novos.
A ajuda foi solicitada em carta assinada por Carl-Peter Forster, presidente da General Motors Europa, pelo gerente da Hans Demant, e pelo presidente da federação das comissões de trabalhadores da empresa, Klaus Franz. Um porta-voz do governo alemão já confirmou a entrada da carta e disse que o pedido "será examinado em detalhes".
No último dia 7, o grupo GM anunciou prejuízo de US$ 2,5 bilhões durante o terceiro trimestre do ano e baixa de US$ 6,9 bilhões em seu caixa diante da rápida "piora das condições do mercado nos Estados Unidos". O ritmo de gasto do dinheiro do caixa da General Motors significa que a empresa conta com "o valor mínimo necessário para operar" até o final do ano.
Ontem, os presidentes executivos da GM, da Ford e da Chrysler pediram ao Congresso americano a duplicação da ajuda concedida ao setor automobilístico, depois da liberação de uma verba de US$ 25 bilhões em setembro. As companhias pediram mais US$ 25 bilhões para enfrentar a crise. O objetivo é manter a viabilidade do setor nos Estados Unidos, onde a turbulência financeira derrubou a venda de carros e ameaça as sobrevivência das companhias.
De acordo com um estudo da Ford apresentado pelo "The Wall Street Journal", um eventual desaparecimento da empresa provocaria a supressão de pelo menos 75 mil empregos diretos e indiretos em 25 Estados do país.
Danos na Europa
A chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou ontem, depois de se reunir com o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, que as medidas que a serem tomadas pelo novo governo dos EUA para o setor automotivo podem representar "um problema" para as empresas européias.
Merkel disse que a Alemanha pediu à CE (Comissão Européia, órgão Executivo da União Européia) que estude como os EUA apoiarão a indústria automobilística "para que a Europa não sofra danos".
Leia mais
- Ford vende 20% das ações da Mazda por US$ 540 milhões
- Plano de resgate a montadoras nos EUA corre risco
- GM do Brasil reduz previsão de vendas com desaquecimento do mercado
- Seguro de crédito é negado a fornecedores da GM e da Ford
- Vendas da Renault caem em outubro e empresa planeja reduzir produção
Livraria
Especial


avalie fechar
Ô Bama! Você não aprende mesmo né?
Tá achando que ainda está em um daqueles palanques da campanha, quando a platéia aplaudia o tempo todo?
Aos poucos, está aprendendo que o buraco é mais embaixo.
Foi á China, fazer média com os comunistas escravagistas e tomou uma raquetada, ao acusarem os EUA de protecionistas.
O detalhe aí, é que NINGUÉM no mundo é mais protecionista que República Popular da China.
Aposto que Obama ouviu á tudo calado, e saiu de fininho, como está sendo até agora, sua "marca" registrada...
avalie fechar
Fica o registro. E nem precisa da palavra do Meireles.
avalie fechar