Dinheiro
19/11/2008 - 09h52

Consórcio alemão quer fazer à GM oferta de aquisição da Opel

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da Efe, em Frankfurt
da Folha Online

O consórcio alemão SolarWorld pretende lançar uma oferta para adquirir as quatro fábricas da Opel na Alemanha e o centro de desenvolvimento em Rüsselsheim (oeste), de propriedade da americana General Motors (GM).

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A SolarWorld informou hoje, em um comunicado, que oferece 250 milhões de euros (US$ 315 milhões) em dinheiro e uma linha de crédito de 750 milhões de euros (US$ 946 milhões).

Na semana passada, a Opel pediu ajuda ao governo alemão para superar a atual crise, segundo o jornal "Frankfurter Allgemeine". O programa de ajuda solicitado pela Opel chega a 40 bilhões de euros (US$ 50,4 bilhões), disse o jornal. A Opel propôs também um programa de prêmios, que incentive a entrega para reciclagem de carros velhos, além de empréstimos a juros baixos para a compra de carros novos.

A ajuda foi solicitada em carta assinada por Carl-Peter Forster, presidente da General Motors Europa, pelo gerente da Hans Demant, e pelo presidente da federação das comissões de trabalhadores da empresa, Klaus Franz. Um porta-voz do governo alemão já confirmou a entrada da carta e disse que o pedido "será examinado em detalhes".

No último dia 7, o grupo GM anunciou prejuízo de US$ 2,5 bilhões durante o terceiro trimestre do ano e baixa de US$ 6,9 bilhões em seu caixa diante da rápida "piora das condições do mercado nos Estados Unidos". O ritmo de gasto do dinheiro do caixa da General Motors significa que a empresa conta com "o valor mínimo necessário para operar" até o final do ano.

Ontem, os presidentes executivos da GM, da Ford e da Chrysler pediram ao Congresso americano a duplicação da ajuda concedida ao setor automobilístico, depois da liberação de uma verba de US$ 25 bilhões em setembro. As companhias pediram mais US$ 25 bilhões para enfrentar a crise. O objetivo é manter a viabilidade do setor nos Estados Unidos, onde a turbulência financeira derrubou a venda de carros e ameaça as sobrevivência das companhias.

De acordo com um estudo da Ford apresentado pelo "The Wall Street Journal", um eventual desaparecimento da empresa provocaria a supressão de pelo menos 75 mil empregos diretos e indiretos em 25 Estados do país.

Danos na Europa

A chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou ontem, depois de se reunir com o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, que as medidas que a serem tomadas pelo novo governo dos EUA para o setor automotivo podem representar "um problema" para as empresas européias.

Merkel disse que a Alemanha pediu à CE (Comissão Européia, órgão Executivo da União Européia) que estude como os EUA apoiarão a indústria automobilística "para que a Europa não sofra danos".

Comentários dos leitores
Arthur Capella Neto (12) 16/11/2009 11h09
Arthur Capella Neto (12) 16/11/2009 11h09
Neste mundo que , por conceitos fisico-quimicos , já deveria ter acabado, de tão putrefato e corroído pelos cupins humanos, não existem, nos grupos controladores, mocinhos , só bandidos. No passado e atualmente, fizeram-se e fazem-se guerras por poder, por temperos, por amantes,por petróleo e , se o governante é corrupto ou assassino mas faz o jogo do poder dominante, então serve. Assim, vemos a multiplicação de reinos pessoais e familiares na Africa e no oriente médio e, mais próximamente, na Venezuela. Sem maiores surtos de vergonha, inventa-se um motivo e "bum", estoura-se o país insurgente.Muitas vêzes o insurgente foi colocado lá pelo seu próprio aniquilador, vide o caso de Saddan Hussein.A criatura desobedeceu o criador. O Brasil que, nos últimos anos, colocou no seu arsenal uma nova ação, chamada vontade política, tem a mania de se encrencar em outros campos, vide Guatemala.Também colocou neste arsenal uma outra frase:tolerância com vizinhos desagradáveis. Assim, tolera as estrepulias da desgovernada e órfã do caudilho , Argentina.Tolera os rompantes do ditador de piche, o sargentão Chavez.Tolera o boneco de Chavez, o índio Evo (como tal ,é tutelado) e também o pedófilo e Don Juan do Paraguay, o Lugo. Parece que só isto poderia dar ao Brasil o Nobel da tolerância e da paz. Para não fugir ao assunto, a China.O Obama precisa de dólar baixo.A China usa o Yuan baixo artificialmente para exportar.O êrro foi considerar a China economia de mercado.Não é e ponto final. 3 opiniões
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O Pacificador (135) 16/11/2009 10h45
O Pacificador (135) 16/11/2009 10h45
"China acusa EUA de protecionismo durante visita de Obama..."
Ô Bama! Você não aprende mesmo né?
Tá achando que ainda está em um daqueles palanques da campanha, quando a platéia aplaudia o tempo todo?
Aos poucos, está aprendendo que o buraco é mais embaixo.
Foi á China, fazer média com os comunistas escravagistas e tomou uma raquetada, ao acusarem os EUA de protecionistas.
O detalhe aí, é que NINGUÉM no mundo é mais protecionista que República Popular da China.
Aposto que Obama ouviu á tudo calado, e saiu de fininho, como está sendo até agora, sua "marca" registrada...
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Mario Lago Braschi (19) 16/11/2009 07h29
Mario Lago Braschi (19) 16/11/2009 07h29
A Folha deveria criar comentários por assunto, assim pouparia os leitores de verem pessoas frustradas que se acham cultas ocupando os 1500 caracteres para falar abobrinhas de assunto que não tem nada a ver com a matéria. Sem contar sobre as velhas discussões de quem chegou pela primeira vez aqui e quer defender FHC ou Lula.
Fica o registro. E nem precisa da palavra do Meireles.
sem opinião
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