Dinheiro
19/11/2008 - 10h57

Renda de trabalhador tem maior queda desde janeiro de 2006, aponta IBGE

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CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio

A queda na renda do trabalhador foi a maior observada desde janeiro de 2006, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em outubro, o rendimento médio real foi de R$ 1.258,20, queda de 1,3% em relação ao mês anterior.

Por outro lado, de janeiro a outubro, o trabalhador recebeu, em média, R$ 1.247,16, 3,3% acima dos R$ 1.207,04 observados em igual período no ano passado.

Caio Guatelli/Folha Imagem
Embora desemprego tenha caído, impacto na renda pode indicar contratações temporárias e aumento da inflação
Desemprego diminuiu, mas impacto na renda pode indicar contratações temporárias

"A redução na renda em outubro está associada ao aumento de 0,55% da inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor). Pode ter havido também influência do maior número de pessoas entrando no mercado de trabalho. Pode ser um reflexo do início das contratações temporárias", afirmou o coordenador da PME (Pesquisa Mensal de Emprego), Cimar Azeredo.

Apesar da queda na renda, o mercado de trabalho vem passando incólume em meio à crise e deverá fechar o ano com o melhor desempenho desde o início da série histórica da PME, iniciada em março de 2002. De janeiro a outubro, a taxa de desemprego média é 8%, abaixo dos 9,6% verificados em igual período em 2007.

Para Azeredo, é bem provável que a taxa fique abaixo dos 9,3% constatados ao longo do ano passado.

"Historicamente, há mais contratações em novembro e dezembro. Foi o que aconteceu no ano passado, quando a taxa de desemprego caiu entre outubro e dezembro", afirmou.

A taxa de desemprego em outubro ficou em 7,5%, a segunda menor da série, conforme divulgou nesta quarta-feira o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Para Azeredo, o resultado mostra estabilidade no mercado de trabalho. Ele frisou que não houve redução estatisticamente significativa na passagem de setembro para outubro, com todas as regiões pesquisadas estáveis.

"O mercado de trabalho ainda não sentiu os reflexos da crise. Não há percepção de dispensas, e as contratações continuam acontecendo. Entre setembro e outubro, foram inseridas mais 176 mil pessoas no mercado de trabalho", observou.

O nível de ocupação, que mede a população com mais de 10 anos de idade, também é recorde. De janeiro a outubro, 52,4% dessa população está empregada. Em igual período em 2007, esse índice era de 51,4%. Em outubro, o nível de ocupação chegou a 53,5%.

Entre as regiões pesquisadas, o IBGE constatou que a taxa de desemprego de 7,7% em São Paulo foi a menor da série, deixando para trás os 7,8% observados em dezembro de 2005. Azeredo avaliou que este resultado mostra que a estabilidade econômica vem se refletindo no mercado de trabalho. São Paulo representa 40% da população ocupada verificada pela PME.

"A construção do nível atual do mercado de trabalho vem se sustentando há tempos. Esse bom momento não surgiu do dia para a noite. Embora haja um processo de crise instalado no mundo, nossa economia está arrumada", destacou Azeredo.

Fora Salvador, onde a taxa de desemprego caiu de 11,3% para 10,7%, não houve grandes variações nas outras regiões. A taxa ficou em 8,9% em Recife, 7% no Rio de Janeiro, 5,9% em Belo Horizonte e 5,6% em Porto Alegre.

Comentários dos leitores
Polycarpo Quaresma (26) 27/11/2009 21h01
Polycarpo Quaresma (26) 27/11/2009 21h01
Quem vende commodities não deve construir prédios com mais de 20 andares. Patético sem opinião
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Langstein Almeida (5) 27/11/2009 20h08
Langstein Almeida (5) 27/11/2009 20h08
O governo Obama passou ao poder dos bancos mais de dois trilhões de dólares, arrecadados com venda dos títulos da dívida pública americana, que já descambou de 14 trilhões de dólares. Só a China é credora de mais de um trihão de dólares. O Brasil deve ser credor de mais de 200 bilhões de dólares. O maior devedor do mundo são os Estados Unidos.
Um credor só está realmente seguro quando seu devedor dispõe de renda anual suficiente para quitar a dívida. Se os EU tivessem superávit primário, isto é, maior arrecadação do que despesa, no valor de um trilhão por ano, passariam 14 anos para pagar a seus credores. Isto, sem falar nos juros! Em vez de superávit, o Império terá este ano um déficit fiscal de mais de um trilhão e meio.
Em respeito à ciência financeira, esses credores nunca mais receberiam seus créditos. Em respeito ao arcenal bélico do devedor, todos os credores estão tranquilos... Seria o chefão do morro devendo a todo morador, mas todos tranquilos e muito confiantes no poder de fogo do valentão!
O perigo é o chefão dizer que não pode pagar agora e que todos esperem mais uns 50 anos. Mesmo com muito dinheiro para receber, quem iria enchocalhar a onça pintada?!
O Lula deveria criar o banco Unasul e nele todos os países latinos depositariam suas reservas em moeda forte.
Os credores dos EU não devem esquecer que esse grande devedor está sustentando várias guerras: no Iraque, no Afeganistão, no Paquistão e mais de 900 bases militares, e de quebra 7 só na Colômbia.
sem opinião
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Eduardo Giorgini (431) 27/11/2009 20h04
Eduardo Giorgini (431) 27/11/2009 20h04
Caros leitores, digam nomes de empresas de Dubai sem ser ligado ao petróleo.
Obviamente é fácil concluir a podridão de tudo isso.
País sem empresas de tecnologia e educação de qualidade, é país "oco".Sobe e desse rápido.
[]s
Eduardo.
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