Renda de trabalhador tem maior queda desde janeiro de 2006, aponta IBGE
CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio
A queda na renda do trabalhador foi a maior observada desde janeiro de 2006, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em outubro, o rendimento médio real foi de R$ 1.258,20, queda de 1,3% em relação ao mês anterior.
Por outro lado, de janeiro a outubro, o trabalhador recebeu, em média, R$ 1.247,16, 3,3% acima dos R$ 1.207,04 observados em igual período no ano passado.
| Caio Guatelli/Folha Imagem |
|
| Desemprego diminuiu, mas impacto na renda pode indicar contratações temporárias |
"A redução na renda em outubro está associada ao aumento de 0,55% da inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor). Pode ter havido também influência do maior número de pessoas entrando no mercado de trabalho. Pode ser um reflexo do início das contratações temporárias", afirmou o coordenador da PME (Pesquisa Mensal de Emprego), Cimar Azeredo.
Apesar da queda na renda, o mercado de trabalho vem passando incólume em meio à crise e deverá fechar o ano com o melhor desempenho desde o início da série histórica da PME, iniciada em março de 2002. De janeiro a outubro, a taxa de desemprego média é 8%, abaixo dos 9,6% verificados em igual período em 2007.
Para Azeredo, é bem provável que a taxa fique abaixo dos 9,3% constatados ao longo do ano passado.
"Historicamente, há mais contratações em novembro e dezembro. Foi o que aconteceu no ano passado, quando a taxa de desemprego caiu entre outubro e dezembro", afirmou.
A taxa de desemprego em outubro ficou em 7,5%, a segunda menor da série, conforme divulgou nesta quarta-feira o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Para Azeredo, o resultado mostra estabilidade no mercado de trabalho. Ele frisou que não houve redução estatisticamente significativa na passagem de setembro para outubro, com todas as regiões pesquisadas estáveis.
"O mercado de trabalho ainda não sentiu os reflexos da crise. Não há percepção de dispensas, e as contratações continuam acontecendo. Entre setembro e outubro, foram inseridas mais 176 mil pessoas no mercado de trabalho", observou.
O nível de ocupação, que mede a população com mais de 10 anos de idade, também é recorde. De janeiro a outubro, 52,4% dessa população está empregada. Em igual período em 2007, esse índice era de 51,4%. Em outubro, o nível de ocupação chegou a 53,5%.
Entre as regiões pesquisadas, o IBGE constatou que a taxa de desemprego de 7,7% em São Paulo foi a menor da série, deixando para trás os 7,8% observados em dezembro de 2005. Azeredo avaliou que este resultado mostra que a estabilidade econômica vem se refletindo no mercado de trabalho. São Paulo representa 40% da população ocupada verificada pela PME.
"A construção do nível atual do mercado de trabalho vem se sustentando há tempos. Esse bom momento não surgiu do dia para a noite. Embora haja um processo de crise instalado no mundo, nossa economia está arrumada", destacou Azeredo.
Fora Salvador, onde a taxa de desemprego caiu de 11,3% para 10,7%, não houve grandes variações nas outras regiões. A taxa ficou em 8,9% em Recife, 7% no Rio de Janeiro, 5,9% em Belo Horizonte e 5,6% em Porto Alegre.
Leia mais
- Taxa de desemprego cai para 7,5% em outubro, segundo o IBGE
- Negros recebem menos e ficam mais tempo desempregados, aponta Seade
- Folha de pagamento da indústria sobe 7,9% em um ano, aponta IBGE
- Emprego na indústria sobe 0,1% em setembro, segundo o IBGE
- Faturamento da indústria volta a crescer em setembro com expansão de 10,2%
- CNI diz que ampliação de prazo para recolher impostos desafogaria empresas
Especial
- Leia o que já foi publicado sobre a taxa de desemprego
- Navegue no melhor roteiro de cultura e diversão da internet
Livraria



O povo brasileiro não sabe o poder que tem. Leio muitos comentários aqui passando a ideia de que nós estamos sofrendo com a crise, que é muito mais do que o presidente Lula falou, que estamos numa pior..enfim. Claro que estamos sendo afetados pela crise, quem não está? Mas essa crise é muito mais psicológica do qualquer outra coisa para nós. Podemos sair dele numa boa e estamos nos virando bem, quer queiram ou não! O povo brasileiro (de verdade) mudou após a era Lula. Esses sim são sinais claros de que devemos acreditar no Brasil. Não um bando de pessimistas que gostam de menosprezar o Brasil.
O que falta realmente é um povo unido para juntos combatermos a desigualdade social, melhoramos a educação e criarmos o alicerce para que este país seja um lugar melhor para se viver. Parem de criticar e apresentem soluções!!!!
avalie fechar
-Roupas e calçados: O sujeito ganha mil e quinhentos reais, mas ele tem um tênis que custa seiscentos reais.
-Celular: A pessoa economiza até em sua alimentação, mas tem um smartfone.
-Carro: O sujeito se endivida por oito anos para comprar um carro (em 2007 o aumento de financiamentos de veículos aumentou 43,5% e desde então tem crescido a cada ano) e muitas vezes não tem dinheiro para mantê-lo ou para pagar pelo financiamento, o que causa o aumento do número de recuperações de veículos por financeiras (observado desde o ano passado).
Em suma, o jornalista fez uma afirmação ignorando que a compra de carros é impulsionada pela capacidade de endividamento, ignorando as centenas de milhares de demissões (comprovadas pela redução de captação de impostos), o aumento da inadimplência (cheque especial e financiamento de veículos são os lideres). A disseminação desse tipo de convicção cega e impede que a população exija retidão e resultados do governo federal. É lamentável que um jornalista use as atribuições de sua função para disseminar sua opinião ignorando os fatos.
avalie fechar
Um belo exemplo de, liberdade enquanto conseguiu esconder e punição quando foi descoberto.
Acho que precisamos, aqui no Brasil, exercitar mais os atos de punição.
avalie fechar