Paraguai busca ajuda de Brasil e organismos multilaterais para enfrentar crise
EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília
O Paraguai vai buscar a ajuda de organismos multilaterais para obter linhas de crédito para enfrentar a crise financeira internacional. O país também está preocupado em saber como os problemas enfrentados pelo Brasil vão afetar a economia do país vizinho.
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Os ministros da Fazenda do Brasil e do Paraguai estão reunidos hoje, em Brasília, para avaliar essas questões.
"Estamos interessados em ver a situação do Brasil, como o país está enfrentando a crise, e como essas medidas do Brasil afetariam economias de menor escala como a do Paraguai", disse hoje o ministro da Economia do Paraguai, Dionísio Borda.
O ministro afirmou que o país vizinho já reduziu sua estimativa de crescimento para 2009 de 5% para 3%. Ele espera que essa expansão menor tenha repercussões nas contas públicas, no crédito e nas exportações, principalmente de carne e soja.
"Isso vai ter também uma repercussão em termos de produção, tem o seu efeito sobre o emprego e, fundamentalmente, nos preocupa muito o tema de como blindar e proteger as pessoas que estão na extrema pobreza", afirmou.
Em relação à ajuda internacional, ele destacou a necessidade de buscar crédito de liberação imediata de organismos multilaterais, sem especificar se seria do FMI (Fundo Monetário Internacional) ou Banco Mundial.
"Estamos discutindo com organismos multilaterais diferentes linhas de crédito de acesso rápido para poder responder e enfrentar a situação por meio de obras de infra-estrutura, de habitação e alguma transferência direta para [combate à] pobreza."
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Mas agora vivemos uma situação diferente, mas não menos perigosa, pois o Brasil está melhor em suas contas públicas que os países ricos, mas o problema é: como eles vão comprar nossos produtos se não tiverem dinheiro?
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O ESTADO DE S.PAULO- 20.12.09
Em 2008 e 2009, parte da crise ocorreu diante da incapacidade de muitos em pagar suas dívidas. Casas foram devolvidas e empresas foram fechadas em meio à falta de crédito. Para 2010, a eventualidade de uma falência nas contas públicas teria um impacto bem maior. Não por acaso, a agência Moody"s publicou um relatório no início da semana (14 A 20.12.09) com um título que chamou a atenção do mercado: "Apertem os Cintos - Tempos Tumultuados pela Frente".
JORNAL DA TARDE - 20.12.09
O problema é que quando as contas mais altas chegarem em janeiro, boa parte dos paulistanos estará mais endividada do que estava no início de 2009. Uma pesquisa da Federação do Comércio prevê que as vendas deste Natal sejam entre 10% e 12% maiores que as do Natal de 2008, com o agravante de que as compras a prazo também devem crescer na mesma proporção.
A combinação de aumento do consumo no Natal com um reajuste acima da inflação nas despesas de início de ano pode deixar o consumidor numa situação delicada.
O que devo fazer: acreditar e tomar cautela, ou confiar na midia especialmente televisiva ficando eufórico e tambem sair gastando? Alguem me ajude por favor.
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