Preços ao consumidor nos EUA mostram maior queda desde 1947
da Folha Online
Atualizado às 14h28
O indicador CPI, o índice de preços ao consumidor dos EUA, apontou deflação de 1% em outubro. Segundo o Departamento de Trabalho americano, trata-se da maior queda para este indicador desde fevereiro de 1947. Em setembro, o mesmo índice havia ficado estável.
O chamado "núcleo" do índice, que exclui do cálculo geral os preços mais voláteis (energia e alimentos), mostrou uma variação negativa de 0,1%. Trata-se da primeira vez que o "núcleo" do CPI mostra deflação desde 1982. O "núcleo" é uma medida ainda mais influente que o índice "cheio" para a definição de expectativas sobre a economia.
Os analistas do mercado financeiro projetavam uma deflação de 0,8% para o índice "cheio" e uma variação de 0,2% para o núcleo.
Os preços da energia no mês passado tiveram queda recorde, de 8,6%, com um recuo de 14,2% nos preços da gasolina. O preço médio do galão agora está em US$ 2,07, segundo a EIA (Administração de Informações sobre Energia, na sigla em inglês), órgão ligado ao Departamento de Energia.
Os preços dos alimentos, por sua vez, subiram 0,3%, metade do avanço visto em setembro. Mesmo assim, os preços dos alimentos estão 6,1% acima do registrado um ano antes.
Os preços caíram ainda nos grupos Vestuário, Carros Usados, Carros Novos e Passagens Aéreas. A perspectiva para os próximos meses é de mais quedas, uma vez que as redes varejistas têm se esforçado para atrair consumidores cada vez mais preocupados com a possibilidade de perderem o emprego. No mês passado, a economia perdeu 240 mil postos de trabalho e a taxa de desemprego chegou a 6,5% (a maior de todo o governo Bush até o momento).
Os indicadores econômicos dos EUA reforçam cada vez a percepção de que a maior economia do planeta deve cair em recessão. Ontem, o índice de preços PPI (preços no atacado) reforçou as expectativas de que os EUA caiam em recessão ao registrar uma variação negativa de 2,8% em outubro, a pior deflação num mês desde 1947.
"Esses dados refletem claramente a contração no consumo", disse o economista Ian Shepherdson, da High Frequency Economics, à agência de notícias Associated Press. Ele destacou ainda o contraste do dado de hoje com os que foram vistos em meados deste ano, quando a gasolina atingiu a média de US$ 4,114 por galão (3,785 litros). Desde setembro, no entanto, a economia americana --e do mundo todo-- vem sentindo os abalos da crise financeira surgida após a quebra do banco Lehman Brothers, e cujas raízes estão no mercado de hipotecas "subprime" (de maior risco).
Nos 12 meses até outubro, os preços ao consumidor registram alta de 3,7%. O núcleo acumula 2,2% de aumento no mesmo período --acima, portanto, da margem de 1% a 2% considerada adequada pelo Federal Reserve (Fed, o BC americano). Mesmo acima do adequado, o Fed tem encontrado espaço para reduzir sua taxa de juros, atualmente em 1%.
E hoje, o Departamento de Comércio informou que a atividade de construção de imóveis residenciais bateu recorde de baixa no mês de outubro, com um recuo de 4,5%.
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Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
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Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
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