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Dinheiro
19/11/2008 - 12h37

Preços ao consumidor nos EUA mostram maior queda desde 1947

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da Folha Online

Atualizado às 14h28

O indicador CPI, o índice de preços ao consumidor dos EUA, apontou deflação de 1% em outubro. Segundo o Departamento de Trabalho americano, trata-se da maior queda para este indicador desde fevereiro de 1947. Em setembro, o mesmo índice havia ficado estável.

O chamado "núcleo" do índice, que exclui do cálculo geral os preços mais voláteis (energia e alimentos), mostrou uma variação negativa de 0,1%. Trata-se da primeira vez que o "núcleo" do CPI mostra deflação desde 1982. O "núcleo" é uma medida ainda mais influente que o índice "cheio" para a definição de expectativas sobre a economia.

Os analistas do mercado financeiro projetavam uma deflação de 0,8% para o índice "cheio" e uma variação de 0,2% para o núcleo.

Os preços da energia no mês passado tiveram queda recorde, de 8,6%, com um recuo de 14,2% nos preços da gasolina. O preço médio do galão agora está em US$ 2,07, segundo a EIA (Administração de Informações sobre Energia, na sigla em inglês), órgão ligado ao Departamento de Energia.

Os preços dos alimentos, por sua vez, subiram 0,3%, metade do avanço visto em setembro. Mesmo assim, os preços dos alimentos estão 6,1% acima do registrado um ano antes.

Os preços caíram ainda nos grupos Vestuário, Carros Usados, Carros Novos e Passagens Aéreas. A perspectiva para os próximos meses é de mais quedas, uma vez que as redes varejistas têm se esforçado para atrair consumidores cada vez mais preocupados com a possibilidade de perderem o emprego. No mês passado, a economia perdeu 240 mil postos de trabalho e a taxa de desemprego chegou a 6,5% (a maior de todo o governo Bush até o momento).

Os indicadores econômicos dos EUA reforçam cada vez a percepção de que a maior economia do planeta deve cair em recessão. Ontem, o índice de preços PPI (preços no atacado) reforçou as expectativas de que os EUA caiam em recessão ao registrar uma variação negativa de 2,8% em outubro, a pior deflação num mês desde 1947.

"Esses dados refletem claramente a contração no consumo", disse o economista Ian Shepherdson, da High Frequency Economics, à agência de notícias Associated Press. Ele destacou ainda o contraste do dado de hoje com os que foram vistos em meados deste ano, quando a gasolina atingiu a média de US$ 4,114 por galão (3,785 litros). Desde setembro, no entanto, a economia americana --e do mundo todo-- vem sentindo os abalos da crise financeira surgida após a quebra do banco Lehman Brothers, e cujas raízes estão no mercado de hipotecas "subprime" (de maior risco).

Nos 12 meses até outubro, os preços ao consumidor registram alta de 3,7%. O núcleo acumula 2,2% de aumento no mesmo período --acima, portanto, da margem de 1% a 2% considerada adequada pelo Federal Reserve (Fed, o BC americano). Mesmo acima do adequado, o Fed tem encontrado espaço para reduzir sua taxa de juros, atualmente em 1%.

E hoje, o Departamento de Comércio informou que a atividade de construção de imóveis residenciais bateu recorde de baixa no mês de outubro, com um recuo de 4,5%.

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (442) 04/12/2009 11h31
Eduardo Giorgini (442) 04/12/2009 11h31
Concordo!
Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
sem opinião
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celso assis (77) 03/12/2009 10h03
celso assis (77) 03/12/2009 10h03
Falando ironicamente :
Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
19 opiniões
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Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
A repeito da recuperação de mercados..... A dizer da econômia brasileira, no termo equilibrio, travessia, em termos econômicos um bom comparativo, uma ponte, com bons fundamentos (extrutura), tensionada, fortemente exigida, mas com capacidade para resistir, suportar "o uso" e "abusos". Com isto certamente possibilita um avanço significativo em termos econômicos, em ganhos em diversos niveis, um crecimento, uma melhoria de padrão geral, a formação de um novo conceito de solidez, de desenvolvimento como um todo. Imperativo o controle de gastos "em época eleitoral", os famosos desperdicios, as demagogias, erros, politicagem,propaganda enganosa. época que se faz nescessário ampliação de critérios, e cobranças com os gastos, em obras sem útilidade efetiva, e ou duradoura. Do história inicio de ano, época de férias.....atividades reduzidas, coisas se bem pensadas e organizadas podem dar bons resultados aos trabalhadores, empresas, consumidor, já no trimestre seguinte, cautela, controles, agilidade operacional, e de sistemas produtivos, ...... 2 opiniões
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