Dinheiro
19/11/2008 - 13h19

Brasil perde US$ 13 bi no fluxo cambial financeiro em dois meses de crise

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EDUARDO CUCOLO
colaboração para a Folha Online

A saída de dólares do país em dois meses de agravamento da crise internacional de crédito já supera os US$ 13 bilhões na conta financeira do fluxo cambial divulgado nesta quarta-feira pelo Banco Central.

O número é a diferença entre os dólares que entraram e os que saíram do país no período, excluindo o comércio exterior. Considerando esse último fator, que inclui principalmente os dólares que entram por meio da balança comercial (exportações menos importações), o resultado negativo cai para US$ 7 bilhões.

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Os dados se referem ao movimento de dólares entre os dias 15 de setembro e 14 de novembro. A primeira data marca o pedido de concordata do banco de investimentos americano Lehman Brothers, o que iniciou o período de agravamento da crise financeira internacional.

Somente no mês de outubro, o Brasil teve uma saída de US$ 4,639 bilhões no fluxo, o pior resultado desde janeiro de 1999, mês em que o Brasil abandonou o sistema de câmbio fixo. Na área financeira, saíram do país US$ 6,249 bilhões no mês passado.

Nas duas primeiras semanas de novembro, o Brasil já registra uma saída de US$ 877 milhões. Na área comercial, houve uma entrada de US$ 1,084 bilhão (diferença entre exportações e importações). Na área financeira, saíram do país US$ 1,962 bilhão. Na comparação entre as duas semanas, houve um forte aumento na saída de dólares na área financeira, de US$ 442 milhões para US$ 1,519 bilhão.

No acumulado de 2008, o fluxo cambial está positivo em US$ 11,672 bilhões. O resultado comercial registra entrada líquida de dólares de US$ 45,965 bilhões, e o saldo da conta financeira aponta uma saída de US$ 34,293 bilhões.

No mesmo período do ano passado, o Brasil havia registrado uma entrada de US$ 79,958 bilhões por meio do fluxo cambial.

Comentários dos leitores
Luís da Velosa (1425) 25/11/2009 17h15
Luís da Velosa (1425) 25/11/2009 17h15
E depois da bonança, também pode vir a tempetade. O Natal pode parecer mais vibrante, luminoso, uma festa maravilhosa para o advento do nascimento do Menino Jesus. Mais tarde, de janeiro a novembro, muitos consumidores serão inumados por dívidas. sem opinião
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Marco Hundsdorfer (33) 25/11/2009 11h34
Marco Hundsdorfer (33) 25/11/2009 11h34
Cara Chris Maria.
Obrigado pela informação. Estamos tentando agora na Justiça, porque o INSS local diz que a doença não existe (O responsável local). Falo sério.
Para quem esta dando alta para quem tem cancer ou mãos amputadas...
Agradeço, e muito, sua colaboração, assim como agradeço à Folha de São Paulo por permitir retratar este descaso, não só comigo, mas com todos aqueles que necessitam de auxilio doença em Ponta Grossa - Paraná.
sem opinião
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Chris Maria (238) 25/11/2009 09h44
Chris Maria (238) 25/11/2009 09h44
Parte 1
Prezado colega Sr. Marco Hundsdorfer (32) 23/11/2009 19h18
Li seu comentário e achei lamentável que isso esteja acontecendo porque fibromialgia é uma forma de reumatismo associada à forma de sensibilidade de uma pessoa frente a um estímulo doloroso, envolvendo músculos, tendões e ligamentos. É bastante provável que o Sr tenha conhecimento, mas enfim, não custa nada passar esse tipo de informação, até porque, talvez seja preciso juntar uma série de informações adicionais, inclusive da Sociedade Brasileira de Reumatologia, para que o caso seja devidamente enquadrado. Mesmo tendo sido reconhecida nos USA, os profissionais da área de saúde continuavam usando a classificação do Código Internacional de Doenças (CID 10) aplicando o código M.79.0 - "Outros transtornos dos tecidos moles, não classificados em outra parte" (que por não ser específico incluía a Fibromialgia), código este fornecido pela OMS (Organização Mundial de Saúde). Ocorre que atualmente ele não é mais utilizado e, portanto, não tem mais validade para atestar a Fibromialgia porque esta Síndrome ganhou um código CID próprio, fornecido pela própria OMS, que é o código M.79.7, passando assim a ser uma patologia totalmente reconhecida. De modo que este é C.I.D válido e deve ser usado pelos profissionais da área de saúde.
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