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Dinheiro
19/11/2008 - 14h48

Arrecadação soma R$ 65,5 bi em outubro, segundo melhor resultado do ano

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EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília

Atualizado às 15h32.

Apesar da crise financeira, a arrecadação de impostos e contribuições continua crescendo. Segundo dados da Receita Federal, foram arrecadados R$ 65,493 bilhões em outubro.

O desempenho é o melhor da história para meses de outubro. Esse também é o melhor resultado desde o registrado em janeiro deste ano (R$ 65,515 bilhões), considerando dados corrigidos pelo índice oficial de inflação (IPCA). O desempenho é também o melhor da história para meses de outubro.

O número representa um crescimento de 17,13% em relação ao mês anterior e de 12,36% em relação a outubro do ano passado, descontada a inflação. Essa diferença se deve, principalmente, ao impacto da alta do dólar na arrecadação de alguns tributos.

Também houve pagamento da 1ª cota trimestral de impostos sobre o lucro das empresas (IRPJ e CSLL) e de IR sobre os saques nas aplicações de renda fixa.

Nos dez primeiros meses do ano, houve um crescimento de 10,33%, acima do registrado até setembro (10,08%), o que mostra aceleração de arrecadação em um momento de crise.

Nesse período, entraram nos cofres públicos R$ 576,6 bilhões em impostos e contribuições, novo recorde, mesmo com o fim da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).

IOF

Em termos relativos, o imposto cuja arrecadação mais cresceu no ano foi o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), que teve suas alíquotas elevadas para compensar o fim da CPMF. A arrecadação subiu 150,46% e chegou a R$ 17,1 bilhões no acumulado do ano. A maior parte desse valor foi pago pelas pessoas físicas que fizeram empréstimos no período.

Em valores absolutos, o principal responsável pela arrecadação recorde foi o Imposto de Renda (pessoa física, empresas e retido na fonte), que respondeu por 28,2% do total. Foram arrecadados R$ 162,7 bilhões, sendo R$ 77 bilhões somente das empresas.

A Receita vem justificando os sucessivos recordes alcançados neste ano com base no aumento do lucro das empresas e no crescimento do PIB (Produto Interno Bruto). A segunda maior arrecadação ficou com a Cofins (R$ 102,6 bilhões), outro tributo pago pelas empresas, um aumento de 17,8% sobre o ano passado.

As receitas da Previdência, que respondem por cerca de 25% da arrecadação, cresceram 11,3% no ano e chegaram a R$ 144,4 bilhões.

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (444) 04/12/2009 11h31
Eduardo Giorgini (444) 04/12/2009 11h31
Concordo!
Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
2 opiniões
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mauro guanandi (50) 04/12/2009 10h32
mauro guanandi (50) 04/12/2009 10h32
sENHOR cELSO. eSTAS CERTO QUANTO AO PETRÓLEO.
O que me preocupa é q nesta aventura serao gastos 2/3 do Pib; talvez em algo inútil - em minha opiniao a dependencia do petroleo tende a diminuir com o avança cientifico de outras formas. Mas encherá os bolsos da tchurma como NUNCA ANTEZ NA HIZTÓRIA.
goebbels se revira no tumulo. a turma da propaganda do governo é mais eficiente. Bom, o povo sendo mais inculto facilita.
Diga-ma qual o erro deportugues mais forte que vistes...eu vi um tal de eduardo Souza num forum escrever falço. Voce viu algo pior?
sem opinião
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celso assis (79) 03/12/2009 10h03
celso assis (79) 03/12/2009 10h03
Falando ironicamente :
Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
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