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Dinheiro
19/11/2008 - 15h55

Bovespa acompanha cena externa e perde 1,83%; dólar avança para R$ 2,38

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da Folha Online

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) aprofunda as perdas na sessão desta quarta-feira, sem escapar da derrocada generalizada nas maiores Bolsas mundiais. A deflação nos EUA e a crise das montadoras formam o coquetel de notícias que desanima os investidores a voltarem às compras, mesmo com a depreciação das ações. O câmbio opera próximo à casa dos R$ 2,40.

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O termômetro da Bolsa, o Ibovespa, retrocede 1,83% e alcança os 33.471 pontos. O giro financeiro é de R$ 1,72 bilhão. Nos EUA, a Bolsa de Nova York perde 2,11%.

O dólar comercial é comercializado a R$ 2,388 para venda, o que representa um acréscimo de 2,62% sobre a cotação de ontem. A taxa de risco-país marca 486 pontos, número 4,3% acima da pontuação anterior.

Os bancos tomaram US$ 224 milhões em contratos de "swap" cambial no leilão realizado nesta quarta-feira pelo Banco Central. A autoridade monetária ofereceu 10 mil contratos, a vencer em fevereiro de 2009, mas os agentes financeiros demandaram somente 4.530 contratos.

Uma das principais notícias do dia, o indicador CPI, o índice de preços ao consumidor dos EUA, apontou deflação de 1% em outubro. Segundo o Departamento de Trabalho americano, trata-se da maior queda para este indicador desde fevereiro de 1947. Em setembro, o mesmo índice havia ficado estável.

Ontem, o índice de preços PPI (preços no atacado) reforçou as expectativas de que os EUA caiam em recessão ao registrar uma variação negativa de 2,8% em outubro, a pior deflação num mês desde 1947.

O mercado também deve ficar atento à divulgação da minuta do Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto, na sigla em inglês, equivalente ao Copom no Brasil), previsto para as 17h (hora de Brasília). O documento deve trazer as análises dos integrantes do Fed (banco central americano) sobre a economia dos EUA.

Entre outras notícias, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revelou que a taxa de desemprego recuou de 7,6% em setembro para 7,5% em outubro. É o melhor resultado para um mês de outubro, e o segundo melhor da série --iniciada em março de 2002--, atrás apenas de dezembro de 2007 (7,4%).

Comentários dos leitores
Henrique Silva (205) 02/12/2009 15h12
Henrique Silva (205) 02/12/2009 15h12
Na eleição o que importa é a economia e também a qualidade de vida dos cidadãos. O governo LULA não tem só o crédito de organizar a situação econômica que foi deixada com sérios débitos pelo governo tucano, mas o governo LULA ter conseguido reduzir as desigualdades sociais pra mim foi o mais importante.
A redução da desigualdade NUNCA havia sido feita por governo nenhum do país! (eu digo isso com muita tristeza).
O documentário feito pela BBC- MUIT ALÉM DO CIDADÃO KANE (disponível no youtube) - feito pela Inglaterra revela esta desigualdade social. O curioso é que ainda revela outras situações importantes que só dá pra discutir quem já assistiu (como o interesse da REDE GLOBO de influenciar nas eleições sempre para o lado que mais interessa à emissora e não a sociedade).
sem opinião
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Eduardo Giorgini (433) 02/12/2009 15h00
Eduardo Giorgini (433) 02/12/2009 15h00
Indices do governo PT é muito bom.
Porém, a quantidade é inversamente proporcional à qualidade.
Foram gerados inumeros empregos, obras do PAC, inclusão social através do bolsa familia, aumento de universitários, porém, tudo de baixa qualidade.
E o que era de qualidade razoável, está ficando ruim tambem.
Do ponto de vista em nivelar "por baixo" , realmente o Brasil esta indo bem.
[]s
Eduardo.
2 opiniões
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isidorio silva (132) 01/12/2009 22h18
isidorio silva (132) 01/12/2009 22h18
Eu acho que até a FOLHA JÁ se rendeu ao GOVERNO DO PRES. LULA,pois só publica comentárioss de quem fala bem deste GOVERNO. Pois quem tem coragem de discordar deste Governo não tem os seus comentários publicado, isto é que é democracia.
Quero ver daqui a alguns anos, quando o número de trabalhadores aposentados ultrapassar os de trablhadores ATIVOS quem vai sustentar esta imensa massa de trabalhadores ,que querem se aposentar muito novos,pois ainda temos setores se aposentando com menos de 50 anos ,pois alegam que NÃO servem mais para sua missão Constituicional.
Estes que falam mal do Ex-pres. FHC ,ainda irão reconhecer que ele teve a coragem de semeiar o terreno em campo fértil ,se não as coisas NÃO estariam tão boas conforme eles pregam.
Agora distribuir riquezas, entre os que ganham quase nada é muito fácil, já que eles se contentam com qualquer migalha.
sem opinião
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