Dinheiro
19/11/2008 - 16h20

Presidente da Opep diz que teve perda de US$ 700 bilhões com crise

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da Efe

O ministro da Energia da Argélia e presidente da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), Chakib Khelil, afirmou nesta quarta-feira que o órgão perdeu US$ 700 bilhões em decorrência da crise financeira internacional.

Em discurso no fórum do jornal argelino em árabe "El Khabar", Khelil explicou que as perdas se devem à queda dos preços do petróleo no mercado mundial. "Nós tínhamos como meta um barril de petróleo a US$ 85, mas atualmente está a US$ 55, o que representa perdas de US$ 700 bilhões", destacou.

O ministro disse que os membros do cartel ficaram surpresos com a rejeição dos países consumidores de petróleo ao fato de a Opep persistir em impulsionar em alta os preços da commodity, apesar da crise mundial. "A participação da Opep para aliviar a crise financeira é mais importante que a do Tesouro americano", afirmou, e explicou que a perda de US$ 700 bilhões constitui a contribuição da organização.

Além disso, ressaltou que a decisão da instituição de reduzir sua produção está baseada em sua preocupação de garantir a estabilidade da economia mundial.

Por outro lado, Khelil rejeitou hoje de novo a idéia de criar um cartel dos países produtores e exportadores de gás a exemplo da Opep.

A proposta foi lançada pela Rússia e apoiada em seguida principalmente por países como Irã ou Líbia, que defendem que os produtores de gás possuam uma entidade para poder proteger seus interesses. "A criação de uma Opep do gás é contrária aos interesses da Argélia e outros países produtores e exportadores em suas relações com os grandes consumidores. Destruiria a relação de confiança necessária para a estabilidade do mercado", disse.

Para ele, uma organização desse tipo não poderá controlar nem os preços nem as quantidades de exportação, já que os contratos de gás são a longo prazo.

Comentários dos leitores
Richard Adams (20) 26/11/2009 11h18
Richard Adams (20) 26/11/2009 11h18
Há uma alerta hj vindo da OMC sobre os 30 paises mais ricos empatarem seus PIBs com o valor de sua dívida interna. Há risco de alguns Países virem a quebrar como já aconteceu com a Argentina e mesmo que iso não acontece fica a pergunta se diante disso esses países terão condição de se auto-financiar. Parece que a nova onda de incertezas começa a se formar. Asim como um alerta de tsunami, pode ser que surja jum, pode ser que não.
Fato é que existe no mercado uma euforia fora de propósito. Aqui no Brasil, hoje uma maioria, acha que estamos nadando de braçada.O Brasil não é uma ilha isolada no mundo da prosperidade....cuidado gente....muito cuidado.
A luz no fim do túnel pode significar que a locomotiva está vindo pra cima.
sem opinião
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celso assis (66) 26/11/2009 09h01
celso assis (66) 26/11/2009 09h01
Prezado Luiz Velosa
Pouco importa receber, o negócio é emprestar para o consumo. Os especialistas dizem que 46% do PIB emprestado é pouco, pois em outros paises chega a 80%. Mas será que dá para comparar paises e condições diferentes. Os empréstimos são mais para consumo ou mais para produção?
Eles que sao especialistas e que sabem das coisas que respondam. Mas parece que nao foram capazes de prever a crise do ano passado. Outros dizem que nem crise houve (sic)!!!!!! Será que sabem onde fica o nariz deles?
2 opiniões
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Luís da Velosa (1428) 25/11/2009 17h15
Luís da Velosa (1428) 25/11/2009 17h15
E depois da bonança, também pode vir a tempetade. O Natal pode parecer mais vibrante, luminoso, uma festa maravilhosa para o advento do nascimento do Menino Jesus. Mais tarde, de janeiro a novembro, muitos consumidores serão inumados por dívidas. sem opinião
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