Bolsas de NY fecham em forte queda com aumento do temor de recessão
da Folha Online
As Bolsas americanas fecharam nesta quarta-feira com fortes perdas, que se intensificaram ao longo do dia devido a uma série de más notícias macroeconômicas e a dificuldade das montadoras conseguirem um pacote de ajuda financeira junto ao governo federal.
O índice Dow Jones Industrial Average, da Nyse (Bolsa de Valores de Nova York, na sigla em inglês), fechou em baixa de 5,07%, indo para 7.997,28 pontos, enquanto o S&P 500 teve perda de 6,12%, indo para 806,58 pontos. A Bolsa Nasdaq recuou 6,53% no indicador Nasdaq Composite, indo para 1.386,42 pontos.
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Dados macroeconômicos divulgados hoje fizeram os investidores reforçarem seus temores quanto à gravidade da recessão nos Estados Unidos, forçando a venda em massa de papéis de empresas que deverão ser afetadas em seus resultados.
O Departamento do Trabalho informou que os preços ao consumidor no país tiveram a maior queda desde 1947: o CPI (Índice de Preços ao Consumidor, na sigla em inglês) registrou deflação de 1%. Em setembro, o índice havia ficado estável. O núcleo do índice (que exclui do cálculo geral os preços de energia e alimentos) teve variação negativa de 0,1% --primeira deflação no núcleo desde 1982. Ontem, o PPI (índice de preços no atacado) reforçou as expectativas de que os EUA caiam em recessão ao registrar uma variação negativa de 2,8% em outubro, a pior deflação num mês desde 1947.
O Departamento de Comércio, por sua vez, informou hoje que a atividade de construção de imóveis residenciais bateu recorde de baixa no mês de outubro, com um recuo de 4,5%.
Os indicadores divulgados hoje fazem com que o cenário de uma recessão nos EUA se consolide cada vez mais. No trimestre passado, o país teve uma contração de 0,3% no PIB (Produto Interno Bruto); a taxa de desemprego está em 6,5% (a mais alta do governo Bush) e, de janeiro a outubro deste ano, todos os meses tiveram fechamento de postos de trabalho.
A gota d'água para os investidores veio no meio da tarde, com a divulgação da ata da última reunião do Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto, na sigla em inglês) do Fed, o BC americano. Nele, a autoridade monetária informou que a atividade econômica nos Estados Unidos continuará em recessão por até um ano.
O PIB (Produto Interno Bruto) dos Estados Unidos deverá ficar entre -0,2% e 1,1% em 2009, segundo as novas previsões publicadas hoje. Em suas últimas previsões, que remontavam ao mês de julho, o Fed apostava em um crescimento de 2% a 2,8%. No entanto, a crise financeira se agravou muito desde então.
Na área corporativa, as piores notícias vieram do setor automobilístico, que segue sua peregrinação em Washington em busca de uma ajuda financeira do governo. Porém, muitos parlamentares estão reticentes quanto a esse pedido, o que fez as ações das montadoras desabarem hoje. Os papéis da Ford recuaram 25%, e os da General Motors perderam 9,71%.
Uma eventual quebra da Ford provocaria a supressão de pelo menos 75 mil empregos diretos e indiretos em 25 Estados do país, segundo estudo da empresa apresentado ontem pelo "The Wall Street Journal".
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Muito pior foi o governo do Sr. Fernando Henrique que, além de não dar nenhum aumento ainda disse assim : ESSES APOSENTADOS SÃO TODOS UNS VAGABUNDOS. Pelo visto o senhor não sabia dessa frase do Sr. Fernando Henrique em Paris. Mas porque em Paris ? Porque talvez ele pensou que por estar longe do Brasil ninguém nem perceberia o que estava dizendo. Acontece que alguns repórteres estavam por ali e ouviram o que ele disse e publicaram em toda a imprensa brasileira. Espero ter esclarecido a dúvida do Sr. Isidório.
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