Dinheiro
19/11/2008 - 19h34

Bolsas de NY fecham em forte queda com aumento do temor de recessão

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da Folha Online

As Bolsas americanas fecharam nesta quarta-feira com fortes perdas, que se intensificaram ao longo do dia devido a uma série de más notícias macroeconômicas e a dificuldade das montadoras conseguirem um pacote de ajuda financeira junto ao governo federal.

O índice Dow Jones Industrial Average, da Nyse (Bolsa de Valores de Nova York, na sigla em inglês), fechou em baixa de 5,07%, indo para 7.997,28 pontos, enquanto o S&P 500 teve perda de 6,12%, indo para 806,58 pontos. A Bolsa Nasdaq recuou 6,53% no indicador Nasdaq Composite, indo para 1.386,42 pontos.

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Dados macroeconômicos divulgados hoje fizeram os investidores reforçarem seus temores quanto à gravidade da recessão nos Estados Unidos, forçando a venda em massa de papéis de empresas que deverão ser afetadas em seus resultados.

O Departamento do Trabalho informou que os preços ao consumidor no país tiveram a maior queda desde 1947: o CPI (Índice de Preços ao Consumidor, na sigla em inglês) registrou deflação de 1%. Em setembro, o índice havia ficado estável. O núcleo do índice (que exclui do cálculo geral os preços de energia e alimentos) teve variação negativa de 0,1% --primeira deflação no núcleo desde 1982. Ontem, o PPI (índice de preços no atacado) reforçou as expectativas de que os EUA caiam em recessão ao registrar uma variação negativa de 2,8% em outubro, a pior deflação num mês desde 1947.

O Departamento de Comércio, por sua vez, informou hoje que a atividade de construção de imóveis residenciais bateu recorde de baixa no mês de outubro, com um recuo de 4,5%.

Os indicadores divulgados hoje fazem com que o cenário de uma recessão nos EUA se consolide cada vez mais. No trimestre passado, o país teve uma contração de 0,3% no PIB (Produto Interno Bruto); a taxa de desemprego está em 6,5% (a mais alta do governo Bush) e, de janeiro a outubro deste ano, todos os meses tiveram fechamento de postos de trabalho.

A gota d'água para os investidores veio no meio da tarde, com a divulgação da ata da última reunião do Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto, na sigla em inglês) do Fed, o BC americano. Nele, a autoridade monetária informou que a atividade econômica nos Estados Unidos continuará em recessão por até um ano.

O PIB (Produto Interno Bruto) dos Estados Unidos deverá ficar entre -0,2% e 1,1% em 2009, segundo as novas previsões publicadas hoje. Em suas últimas previsões, que remontavam ao mês de julho, o Fed apostava em um crescimento de 2% a 2,8%. No entanto, a crise financeira se agravou muito desde então.

Na área corporativa, as piores notícias vieram do setor automobilístico, que segue sua peregrinação em Washington em busca de uma ajuda financeira do governo. Porém, muitos parlamentares estão reticentes quanto a esse pedido, o que fez as ações das montadoras desabarem hoje. Os papéis da Ford recuaram 25%, e os da General Motors perderam 9,71%.

Uma eventual quebra da Ford provocaria a supressão de pelo menos 75 mil empregos diretos e indiretos em 25 Estados do país, segundo estudo da empresa apresentado ontem pelo "The Wall Street Journal".

Comentários dos leitores
Isaías Santana (32) 10/11/2009 17h00
Isaías Santana (32) 10/11/2009 17h00
É impressionante a maneira tosca com a qual algumas pessoas se reportam ao presidente. Queria muito saber em qual faculdade existe o curso de PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA? O Lula ñ foi o responsável por todos os êxitos, e c/ toda certeza as pessoas de bom senso tb percebem q algumas escolhas dele poderiam ser mais acertadas. Mas a verdade é q há muito ñ víamos alguém cair nessa balança e sair em saldo. O FHC até o primeiro mandato estava caminhando p/ isso, mas conseguiu fazer o país estagnar no segundo mandato. Há muito tempo não víamos o mundo (qdo digo o mundo, digo desde pessoas comuns de outros países até seus meios de comunicação nacional) olhar para o Brasil e acharem q sua administração coleciona acertos. Interessante lembrar q não faz muito tempo, alguns desses nem sabiam onde ficava o Brasil. Ao eloquente pessimista: permita-se conversar com alguém q está fora e pergunte a ele o q tem ouvido sobre o país, já q você ñ consegue abrir os olhos pra enxergar alguma diferença q seja. O pessimista atribui ao crescimento mundial o sucesso brasileiro desta década, se fosse assim teríamos uma África em crescimento e até vizinhos nossos esbanjando a mesma robustez brasileira. Queira acreditar no país e no rumo q ele está tomando! Ñ há como retroceder agora. Fazer vc perceber isso ñ tem nada a ver com o Lula, apenas com a sua própria postura diante do mundo. sem opinião
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Cassio Tavares (555) 10/11/2009 10h43
Cassio Tavares (555) 10/11/2009 10h43
Antonio Rodrigues, as escolas públicas do ensino básico são estaduais ou municipais e cabe ao governo federal apenas repassar as verbas da educação conforme manda a lei. A aplicação desses recursos transferidos pelo governo federal, são utilizados pelos governadores e prefeitos de nossas cidades conforme a vontade deles. O pior é que muitos governadores e prefeitos desviam recursos que lhes são repassados para a educação para outras finalidades, e com isso violam as leis. Há poucos dias a Folha publicou o montante dos recursos destinados a cada estado e o maior desvio dessa aplicação se deu no Rio Grande do Sul, ou seja, o que mais desviou esses recursos e em penúltimo lugar estava o Estado de Minas Gerais. Acontece também é que os alunos das escolas públicas de todo o Brasil participaram de um teste e os alunos das esolas públicas de São Paulo, de responsabilidade do estado e da prefeitura ficaram nos últimos lugares. A segurança pública também é de responsabilidade dos estados através de suas policias militar e civil. Acontece que também a Folha publicou dias atrás um comunicado da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo dizendo que a criminalidade apresentou um crescimento nos últimos 3 trimestres. Pesquise e analise se achar conveniente. 3 opiniões
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Cassio Tavares (555) 10/11/2009 10h25
Cassio Tavares (555) 10/11/2009 10h25
Isidório Silva, o governo não pode dar aumento em dólares. Nós aposentados recebemos em reais e esse governo, embora com pequenos aumentos reais acima da inflação, tem dado esses aumentos.
Muito pior foi o governo do Sr. Fernando Henrique que, além de não dar nenhum aumento ainda disse assim : ESSES APOSENTADOS SÃO TODOS UNS VAGABUNDOS. Pelo visto o senhor não sabia dessa frase do Sr. Fernando Henrique em Paris. Mas porque em Paris ? Porque talvez ele pensou que por estar longe do Brasil ninguém nem perceberia o que estava dizendo. Acontece que alguns repórteres estavam por ali e ouviram o que ele disse e publicaram em toda a imprensa brasileira. Espero ter esclarecido a dúvida do Sr. Isidório.
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